A sala selada dentro do abismo

Hajime continuou sua conquista do |Calabouço|.

Depois de passar pelo andar do pântano, ele tinha avançado até o 15º andar. Hajime já tinha perdido a noção de tempo. Ele não fazia ideia de quantos dias se passaram desde que ele começou sua jornada. Apesar disto, ele estava progredindo com um ritmo impressionante. Tudo isso enquanto ele passava por lutas de vida ou morte contra várias Feras Mágicas que só poderiam ser descritas como inacreditavelmente poderosas.

Por exemplo, em um andar que estava completamente coberto por uma fina névoa venenosa, ele foi atacado por um sapo com dois metros com todas as cores do arco-íris que cuspia veneno e também havia uma mariposa (com uma aparência que lembrava a de Mothra[1]) que atirava escamas paralisantes. Se não fosse pela [Água Sagrada], ele já teria morrido há muito tempo, simplesmente por explorar o |Calabouço|.

O veneno do Sapo afetava diretamente o sistema nervoso do alvo, e ele fez Hajime experimentar uma dor parecida com a de quando ele comeu carne de Feras Mágicas pela primeira vez. Ele teria morrido se não tivesse usado a [Água Sagrada] que ele tinha preparado com antecedência atrás de seus molares[2]. O que Hajime colocou atrás de seus molares era um pequeno frasco com uma finíssima camada feita de pedra, o que a tornava fácil de ser esmagada com os dentes. Foi mesmo muito conveniente ele ter preparado isso para emergências.

Naturalmente, ele tinha comido os dois monstros. Ele ficou um pouco relutante quando chegou a vez da Mariposa, mas para ficar ainda mais forte, ele só poderia se obrigar a come-la. Hajime se sentiu um pouco frustrado por seu gosto ser melhor do que o do Sapo.

Além disso, apesar de ser um labirinto subterrâneo, havia um andar que parecia ser uma densa floresta. O imenso nível de umidade fez deste o lugar mais desconfortável de todos. As Feras Mágicas deste andar incluíam Centopeias Gigantes e Árvores.

Ele estava atravessando a selva quando uma Centopeia Gigante subitamente caiu do topo de uma árvore. Como esperado, Hajime se sentiu extremamente enojado com a visão do monstro e começou a ter arrepios por todo o seu corpo. Além disso, esta Centopeia era um tipo de Fera Mágica que atacava ao separar partes do seu corpo. Enfrentar uma era o mesmo que lutar contra trinta baratas em uma cozinha. No início, Hajime tentou lutar contra elas atirando continuamente com [Donner], mas o número era grande demais.

Seria preciso muito tempo para recarregar, então ele decidiu trocar de estratégia e usar a ‖Garra Aérea‖ e despedaça-las. Ele até mesmo tinha a possibilidade de usar chutes, algo que ele ainda não tinha se acostumado, mas esta era literalmente uma luta desesperada por sua vida. Foi a primeira vez que Hajime decidiu deixar de lado suas habilidades para recarregar rapidamente e confiou em suas técnicas de chute. Enquanto estava banhado pelos fluidos roxos das Centopeias despedaçadas, Hajime suspirou profundamente desapontado.

A propósito, as Feras Mágicas que pareciam árvores eram similares aos Treants[3] dos jogos de RPG. Suas raízes subterrâneas iriam atacar repentinamente e também agiam como chicotes para atingir os inimigos. Contudo, a maior de todas as características desses Treants não eram seus ataques triviais.

Quando essas Feras Mágicas se sentiam em perigo, elas iriam atirar as frutas vermelhas que estavam presas em seus galhos. Isso tinha absolutamente zero de poder de ataque, então Hajime tentou comer a fruta. Na sequência, ele ficou parado de pé, paralisado, por mais de dez minutos. Não era devido a veneno ou algo do tipo. Era por que a fruta era ridiculamente deliciosa. A suculenta fruta vermelha era mais parecida com uma melancia do que com uma maçã.

Isso apagou por completo a sensação desagradável que ele teve neste andar, ou melhor, ele temporariamente se esqueceu da conquista do |Calabouço|. Foi a única coisa que ele comeu além da carne dos monstros até este momento. Os olhos de Hajime se tornaram completamente os mesmos de um caçador e ele caçou vigorosamente esses Treants. Quando ele ficou satisfeito e continuou sua missão no |Calabouço|, as criaturas que pareciam Treants estavam à beira da extinção.

Prosseguindo dentro do |Calabouço| com estes sentimentos, antes que ele notasse, ele já estava no 50º andar e ainda não havia sinal do fim de sua jornada. A propósito, o Status atual de Hajime era…

 

Nome:Nagumo Hajime17 anos de idadeHomem
Classe:SinergistaLevel:49 (25↑)
Força:880 (430↑)Vitalidade:970 (420↑)
Resistência:860 (460↑)Agilidade:1040 (490↑)
Poder Mágico:760 (260↑)Resistência Mágica:760 (260↑)
Habilidades
‖Transmutação‖ [+ Avaliação de Mineral] [+ Transmutação Precisa] [+ Investigação de Mineral] [+ Separação de Mineral] [+ Fusão de Mineral] [+ Replicar Transmutação] ‖Manipulação de Magia‖Estômago de Ferro‖Capa do Relâmpago‖Passo Divino‖ [+ Aerodinâmica] [+ Teletransporte] [+ Grande Chute] ‖Garra Aérea‖Visão Noturna‖Visão de Longo Alcance ‖Detecção de Presença‖Detecção de Magia ‖Ocultar Presença‖Resistência a Veneno ‖Resistência a Paralisia ‖Resistência a Petrificação‖Compreensão da Linguagem

Hajime estava atualmente na base que ele criou no 50º andar, ativamente refinando sua ‖Transmutação‖, assim como suas técnicas com armas e chutes. Na verdade, Hajime já tinha encontrado as escadas para o próximo andar, mas o motivo para ele escolher parar aqui era porque o local era claramente diferente.

Era um espaço indescritível e assustador. No fim do caminho deste espaço vazio, havia uma porta dupla de três metros com decorações impressionantes de adorno. Dos lados das portas havia duas esculturas de gigantes com um olho, com metade de seus corpos embutidos dentro das paredes, como se fosse um templo em homenagem a eles.

Hajime sentiu arrepios em sua espinha no momento que ele pisou neste lugar. O perigo o fez recuar temporariamente. Naturalmente, Hajime não tinha intenções de evitar isso depois de terminar suas preparações. Finalmente houve uma “mudança”. Estava completamente fora de questão não investigar.

Hajime estava cheio de expectativa e medo. Ele estava certo de que no momento que as portas se abrissem, algum tipo de calamidade ou desastre estaria esperando por ele. Ainda assim, ao mesmo tempo, ele também tinha a impressão de que seria finalmente capaz de sentir uma brisa suave soprando.

(Hajime): “É como a caixa de Pandora[4]… me pergunto que tipo de esperança ela contém?”

Checando suas técnicas de combate, armas, além das habilidades que ele atualmente possuía uma a uma, ele confirmou que estava em perfeitas condições. Completando suas preparações, Hajime pegou [Donner]. Então, ele a pressionou contra sua própria testa e fechou seus olhos. Ele já tinha tomado sua decisão há muito tempo. Contudo, não havia mal em repetir isso de novo. Hajime estava perdido em pensamentos profundos e repetiu seu juramento.

(Hajime): “Eu vou sobreviver e voltar para casa. Japão, casa… eu vou voltar. Qualquer obstáculo se tornará meu inimigo. E os inimigos…. matar!”

Hajime abriu seus olhos com seu habitual sorriso destemido em seu rosto.

Hajime avançou com atenção e chegou na frente da porta sem nenhum incidente. Olhando mais de perto, ele notou que as decorações eram ainda mais extravagantes do que ele pensou inicialmente. No meio delas, havia duas formações mágicas que foram desenhadas em intervalos.

(Hajime): “??? Eu não entendo. Eu estudei tanto, mas… eu nunca vi essas fórmulas antes”

Quando ele estava sendo chamado de incompetente, Hajime focou em expandir seu conhecimento para compensar suas baixas habilidades. Naturalmente, ele não poderia aprender tudo que havia para aprender, mas mesmo assim, era estranho que ele fosse totalmente incapaz de reconhecer qualquer uma das fórmulas que faziam parte da formação mágica.

(Hajime): “Poderia ser… de um sistema antigo?”

Enquanto ele estava formulando algumas hipóteses, Hajime inspecionou a porta, mas ele ainda não podia entender nada. Sem se concentrar em nada particular, Hajime estava totalmente atento quanto a armadilhas, mas não parecia que ele poderia ser capaz de decifrar isso com seu atual nível de conhecimento.

(Hajime): “Não tem jeito. Vamos só atravessar isso com a ‖Transmutação‖ como fizemos até agora”

Não importava o quanto ele empurrava ou puxava a porta, ela nem se mexia. Assim, ele tentou forçar seu caminho com a ‖Transmutação‖.

Hajime então colocou sua mão direita na porta e começou a transmutar. No entanto, assim que ele estava a ponto de usar a ‖Transmutação‖. ] Quebra! Quebra! [

(Hajime): “Uwa!?”

Uma descarga vermelha correu pela porta e repeliu a mão de Hajime. Sua mão estava soltando fumaça. Xingando, Hajime bebeu a [Água Sagrada] para se recuperar. Imediatamente após isso, um evento incomum aconteceu.

Oooooooooh!!

Repentinamente, um profundo rugido ressoou na sala inteira. Hajime tomou alguma distância da porta andando de costas. Ele levou sua mão para o seu cinto, tocando seu coldre, pronto para sacar sua arma e atirar a qualquer momento.

Enquanto o clamor continuava ecoando pela sala, a verdadeira fonte da voz começou a se mover.

(Hajime): “Bom, este é um clichê entre os clichês”

Murmurando enquanto sorria ironicamente, as paredes que cercavam os dois gigantes de um olho só ao lado das portas começaram a desmoronar. Antes que ele percebesse, a pele cinzenta que lembrava a parede se tornou verde-escura.

Os gigantes com um olho só pareciam exatamente com os Ciclopes[5] que aparecem nas fantasias. Eles seguravam espadas grandes[6] com quatro metros de comprimento que apareceram do nada em suas mãos. Tentando libertar seus corpos que ainda estavam presos com o objetivo de eliminar o imprudente intruso, eles olharam na direção de Hajime.

Nesse momento… ] Dopan! [

Com um rugido aterrorizante, uma bala acelerada eletromagneticamente feita de [Metal Tauru] atravessou o único olho do Ciclope e explodiu seu cérebro. Depois de atravessar a cabeça do Ciclope, a bala continuou e pulverizou a parede atrás dele. O Ciclope que restou no lado esquerdo só podia encarar sem expressão seu vizinho. O monstro atingido estremeceu duas vezes antes que seu corpo começasse a cair para frente. O impacto causado pelo enorme corpo sacudiu a sala inteira, levantando uma densa nuvem de poeira.

(Hajime): “Desculpe, eu não sou o tipo de antagonista que leria a atmosfera e esperaria por vocês”

Foi um ataque completamente desonesto! Não, considerando o inferno que Hajime passou, era apenas um reflexo natural. Mesmo assim… o Ciclope (da direita) era digno de pena.

Eles provavelmente foram selados neste local como guardiões. É seguro dizer que eles nunca tiveram um visitante neste lugar, que era ainda mais profundo do que o abismo do |Calabouço|. Quem sabe o coração dele (?) não estava repleto de alegria pelo fato de o momento de ele completar sua responsabilidade finamente ter chagado.

A tão esperada aparição deles não chegou nem ao ponto onde eles puderam ver quem era o oponente, antes disso, a cabeça do Ciclope foi completamente destruída. Se você não considera isso algo lastimável, então o que seria digno de pena?

O Ciclope (da esquerda) olhou para Hajime com uma expressão horrorizada. Seu olho parecia estar dizendo “O que este cara acabou de fazer!?”. O Ciclope encarou Hajime sem se mover. Ele não tinha conhecimento sobre a arma de Hajime, o revólver, assim, ele se preparou para qualquer movimento súbito enquanto continuava a encarar Hajime. Dez segundos, vinte segundos… Hajime continuou sem se mover, não importava quanto tempo passava. O Ciclope perdeu sua paciência e soltou um rugido poderoso enquanto andava para frente.

Logo após isso, o Ciclope caiu de cara no chão. No momento que ele deu um passo para frente, ele perdeu o equilíbrio e caiu como se tivesse perdido sua força. O Ciclope não entendeu a situação. Se irritando e tentando se levantar, ele foi incapaz de reunir qualquer força. Hajime lentamente se aproximou do monstro que tentava se mover enquanto soltava um fraco rugido. Os constantes passos pareciam uma contagem regressiva. Parando diante do Ciclope caído, Hajime pressionou o cano da arma contra sua cabeça. Assim, sem hesitação, ele puxou o gatilho.

] Dopan! [

O som do tiro ecoou por toda a sala. Contudo, um evento inesperado aconteceu. O corpo do Ciclope pareceu brilhar por um segundo e, após isso, a bala que o atingiu diretamente foi repelida por sua pele.

(Hajime): “Oh?”

Hajime achou que esta devia ser uma magia única. A magia única do Ciclope parecia aumentar significativamente sua defesa.

O Ciclope caído que estava com o rosto para baixo curvou seus lábios como se estivesse ridicularizando Hajime. Hajime não prestou atenção nisso enquanto ele afastava o cano da arma e desferiu um chute contra a cabeça do Ciclope.

Usando o ‖Grande Chute‖, o chute de Hajime traçou um arco tão bonito quanto o do Coelho Chutador e girou completamente a cabeça do Ciclope. Assim, ele mais uma vez encostou o cano de [Donner] no monstro, mas dessa vez em seu olho exposto.

Hajime sentiu que o Ciclope estava tentando dizer “Es-espere um momento!”, mas ele simplesmente o ignorou e puxou o gatilho. Como ele tinha imaginado, o fortalecimento não afetava o olho. A bala facilmente penetrou e pulverizou a cabeça do Ciclope.

(Hajime): “Hmm. Aproximadamente vinte segundos. É meio lento… é por causa do tamanho dele?”

Hajime observou o Ciclope para analisar o resultado de seu teste. Por que o Ciclope subitamente caiu e ficou incapaz de se mover? Foi por causa da [Granada Paralisante]. Juntando as escamas da Mariposa dentro de uma granada, assim que elas são lançadas por uma pequena explosão, o inimigo acabaria sendo paralisado. No instante em que o Ciclope da esquerda ficou distraído pela queda do Ciclope da direita, Hajime secretamente espalhou algumas escamas.

(Hajime): “Bem, isso não importa. Eu vou recuperar a carne depois…”

Hajime encarou a porta e ponderou um pouco. Então, usando a ‖Garra Aérea‖, ele cortou os Ciclopes e pegou suas [Pedras Mágicas]. Sem prestar atenção no sangue, segurando as duas [Pedras Mágicas] do tamanho de um punho perto dos dois buracos da porta, elas encaixaram perfeitamente. Após isso, uma luz mágica vermelha saiu das [Pedras Mágicas] e começaram a fornecer |Poder Mágico dentro do círculo mágico. E então, junto de um som de algo se partindo, a luz se apagou. Ao mesmo tempo, o |Poder Mágico se espalhou por toda a sala, fazendo as paredes ao redor brilharem. Fazia muito tempo desde que ele tinha visto uma luz tão brilhante.

Hajime piscou seus olhos várias vezes, enquanto ele cautelosamente e gentilmente abria a porta.

Atrás da porta havia um vazio sem uma única fonte de luz totalmente envolto pela escuridão que parecia se estender por uma enorme área. Com a luz da sala anterior e sua ‖Visão Noturna‖, Hajime foi capaz de ter uma noção completa da sala pouco a pouco. Duas colunas enormes de pilares de pedra se alinhavam por todo o caminho em direção a profundeza. Eram pilares magníficos feitos de mármore como aqueles que ele viu na Igreja dos Santos. Perto do centro da sala havia um enorme cubo de pedra. Sua superfície suave refletia a luz que brilhava dentro da sala, o tornando um lustre brilhante.

Hajime encarou o cubo e notou que algo brilhava e balançava no meio do cubo.

Depois de verificar os arredores, Hajime tentou manter a porta aberta. Falando de forma geral, se este fosse um filme de terror, no momento em que ele entrasse na porta, ela iria se fechar com força e estrondo.

Entretanto, antes que Hajime pudesse prender a porta no lugar, “aquilo” se moveu.

(???): “… quem?”

Era uma rouca e fraca voz feminina. Hajime deu um pequeno salto e apressadamente olhou para o meio da sala. Lá, a “coisa que balançava” no cubo começou a se mover. A luz que estava brilhando revelou sua identidade.

(???): “É um… um humano?”

Essa “coisa que balançava” era na verdade uma pessoa. Seu corpo inteiro estava enterrado dentro do cubo, com apenas sua cabeça exposta. Seu longo cabelo louro balançando o lembrava de um fantasma de um certo filme de terror. Além disso, as pupilas vermelhas espiando pelas aberturas de seu cabelo eram como luas de sangue. Ela parecia ter entre 12 e 13 anos de idade. Teria sido difícil dizer por seu cabelo balançando, mas mesmo assim, era impossível esconder a beleza dela.

Hajime enrijeceu com esse desenvolvimento inesperado, enquanto a garota com olhos vermelhos estava encarando ele. Pouco depois, Hajime respirou profundamente e exclamou com uma expressão determinada.

(Hajime): “Eu sinto muito. Eu cometi um engano”


[1] Mothra é uma mariposa fictícia criado pelos estúdios Toho. Ele possui 25 metros e sua primeira aparição foi no filme Mothra de 1961. Ela fez algumas participações em alguns filmes do Godzilla.

[2] O molar é o mais complexo dos dentes na maioria dos mamíferos. Situa-se na parte mais interna da mandíbula. A sua função é triturar alimentos, o que lhe vale o nome, que significa “mó” ou “pedra de moinho”.

[3] Treants, ou Ents, são criaturas fictícias em forma de árvores com características humanas. Eles tipicamente são protetores das florestas.

[4] Caixa de Pandora é um artefato da mitologia grega, tirada do mito da criação de Pandora, que foi a primeira mulher criada por Zeus. A “caixa” era na verdade um grande jarro dado a Pandora, que continha todos os males do mundo. Pandora abre o Jarro, deixando escapar todos os males do mundo, menos a “esperança”. A esperança pode ser vista como um mal da humanidade, pois traz uma ideia superficial acerca do futuro.

[5] Os ciclopes eram, na mitologia grega, gigantes imortais com um só olho no meio da testa que, segundo o hino de Calímaco, trabalhavam com Hefesto como ferreiros, forjando os raios usados por Zeus.

[6] Espada grande é um tipo de espada que é forjada para ser mais pesada que as espadas longas com lâminas mais largas e tem uma guarda que permite que o usuário a utilize com as duas mãos.