A Conferência dos Anciões

Eles avançaram pelo denso nevoeiro guiados por Gil, o Demi-Humano tigre.

O destino deles era |Faea Belgaen|. Eles caminharam por uma hora com Hajime, Yue, a tribo Haulia e Alfrerick cercados pelos outros Demi-Humanos. Aparentemente, Zam, o mensageiro, estava usando muitos movimentos instantâneos.

Depois de caminharem por um tempo, eles subitamente chegaram em um lugar onde o nevoeiro diminuiu. Apesar de nem todo o nevoeiro ter desaparecido, ele formou uma estrada que parecia um túnel dentro do nevoeiro. Se você olhasse com atenção, cristais grandes como punhos estavam enterrados ao lado da estrada e brilhavam com uma luz azul-claro. Parecia que eles tinham a habilidade de afastar o nevoeiro.

Alfrerick, que notou que Hajime estava focado nos cristais azuis, começou sua explicação.

(Alfrerick): “Isso é algo chamado [Cristal Faeadrain]. Mesmo não sabendo o motivo, o nevoeiro e as Feras Mágicas não se aproximam. Eles também são usados para cercar |Faea Belgaen| e suas vilas vizinhas. Bem, eles são ‘parentes’ das Feras Mágicas

(Hajime): “Entendo. Bem, seria depressivo ficar dentro do nevoeiro durante todo o tempo. No mínimo, eu gostaria de viver em um lugar iluminado”

Parecia que não haveria nenhum nevoeiro dentro das cidades do |Mar de Árvores|. Era uma boa notícia porque eles teriam que esperar dez dias dentro do |Mar de Árvores|. Yue, que sentia que o nevoeiro era depressivo, parecia feliz ao ouvir a conversa entre os dois.

Depois de um tempo, diante de seus olhos, um enorme portão podia ser visto. Ele era feito de árvores grossas entrelaçadas formando um arco, enquanto um par de portas de madeira estavam colocadas em um vão de dez metros. A parede natural de árvores tinha no mínimo 30 metros de altura. Isso passava a grandiosidade digna do “país” dos Demi-Humanos.

Gil deu o sinal para os Demi-Humanos que pareciam ser os guardas, então o portão abriu um pouco com um som pesado. Do topo das árvores dos arredores, olhares penetrantes foram direcionados a Hajime e os outros. Parecia que eles não podiam esconder a agitação pelo fato de humanos aparecerem. Sem Alfrerick, eles certamente estariam com problemas contando apenas com a ajuda de Gil. Quem sabe o Ancião tenha decidido ir pessoalmente após prever que isso pudesse acontecer.

Depois de passarem pelo portão, havia um mundo completamente diferente. Havia muitas árvores gigantes com diâmetros de dez metros e dentro dessas árvores, havia habitações. Os espaços abertos nos troncos pareciam ser janelas e estavam cheios de luminárias. Dúzias de pessoas podiam ser vistas caminhando nos corredores feitos de grandes galhos entrelaçados entre as árvores. Nas grandes vinhas das árvores, havia algo parecido com um elevador que usava um sistema de polias e também havia um enorme canal que foi feito entre as árvores. Essas árvores tinham uma altura equivalente a um prédio de 20 andares.

Hajime e Yue estavam fascinados e com as bocas abertas, encantados com a beleza da cidade, o som de tosse, ] gohon [, foi ouvido. Aparentemente, eles não notaram que tinham parado e Alfrerick tentou trazer de volta suas consciências.

(Alfrerick): “Fufu, parece que vocês gostaram da nossa terra natal, |Faea Belgaen|

Alfrerick relaxou sua expressão pela alegria. Os Demi-Humanos ao redor, incluindo os Haulia, pareciam estar orgulhosos disso. Hajime, que viu essa aparência deles, elogiou com honestidade a cidade.

(Hajime): “Aa, é a primeira vez que eu vejo uma cidade tão bonita. A atmosfera é boa. É realmente uma cidade que se harmoniza com esplendor com a natureza”

(Yue): “Nn… linda”

Ouvindo esses elogios tão diretos sem nenhuma falsidade, como era esperado, os Demi-Humanos ficaram um pouco surpresos. Contudo, ter sua terra natal elogiada certamente os deixou felizes. Todos eles tentaram disfarçar com um ] hmpf [ enquanto suas orelhas e caudas de animais se moviam vigorosamente.

Os residentes de |Faea Belgaen| estavam olhando para Hajime e seu grupo com curiosidade e desconfiança. Havia muitos olhares cheios de ódio ou perplexidade, enquanto eles continuavam a ir até o lugar que Alfrerick preparou.


(Alfrerick): “… entendo. Testes para adquirir a ‖Magia Divina‖, e também sobre os nomes dos Deuses…”

Atualmente, Hajime e Yue estavam conversando com Alfrerick. Os assuntos eram sobre os Libertadores e a magia da era dos Deuses que Hajime escutou de Oscar Orcus e também sobre como ele era de um mundo diferente e estava tentando completar os Sete Grandes Calabouços, assim, ele poderia conseguir a ‖Magia Divina‖ que o permitiria voltar para o seu mundo.

Ouvindo sobre este mundo dos Deuses, não houve mudanças na expressão de Alfrerick. Hajime achou isso estranho perguntou… “Este mundo não trata bem os Demi-Humanos, mesmo agora” foi a resposta que ele recebeu. Parecia que mesmo se os Deuses não fossem loucos, o tratamento dos Demi-Humanos não iria mudar. Este lugar não estava sob a influência da igreja e nem eles tinham alguma fé. Havia apenas a apreciação pela natureza.

Depois que as histórias de Hajime terminaram, Alfrerick começou a falar sobre as leis da posição de Ancião em |Faea Belgaen|. Era uma tradição oral que se alguém carregando o emblema dos Sete Grandes Calabouços aparecesse, então eles não seriam hostis com ele e se essa pessoa quisesse, ele seria levado para esse local.

A criadora do |Grande Calabouço| do |Mar de Árvores Hartzena| era chamada Luluo Hartzena, a existência que dizia ser uma Libertadora (ela não disse a eles que tipo de seres esses Libertadores eram). Ela também contou a eles o nome de seus companheiros. Foi dito incontáveis vezes que a tribo que viveu neste país no passado se chamava Faea Belgaen. Eles não deviam ser hostis porque eles deviam saber que aqueles que superaram os desafios do |Grande Calabouço| eram pessoas com habilidades extraordinárias.

Aliás, Alfrerick foi capaz de reagir ao símbolo do anel de Orcus porque havia um monumento de pedra em que sete emblemas estavam gravados aos pés da |Grande Árvore| onde ele viu o mesmo símbolo antes.

(Hajime): “Isso significa, que eu fui considerado qualificado…”

Pela explicação de Alfrerick, o motivo para convidar humanos para a fortaleza dos Demi-Humanos foi esclarecido. No entanto, nem todos os Demi-Humanos conheciam esta história, então era necessário conta-la no futuro.

Quando Hajime e Alfrerick terminaram sua conversa, o andar de baixo ficou barulhento. Hajime e os outros estavam no momento no andar de cima, enquanto Shia e a tribo Haulia estavam no andar de baixo. Aparentemente, eles estavam discutindo com alguém. Hajime e Alfrerick se olharam e se levantaram ao mesmo tempo.

No andar de baixo, havia um enorme Demi-Humano parecido com um urso, um parecido com um tigre, um parecido com uma raposa, um Demi-Humano com asas crescendo em suas costas e um parecido com um Anão cabeludo que parecia inseguro ao olhar para a tribo Haulia. No canto da sala, Kam estava desesperadamente cobrindo Shia. Parecia que eles tinham sido golpeados porque as bochechas de Shia e Kam estavam inchadas.

Hajime e Yue, que desceram as escadas, enviaram olhares ferozes para todos eles. O Demi-Humano urso começou a falar com uma voz insegura.

(Urso): “Alfrerick… seu desgraçado, qual o significado disto? Por que você trouxe esses humanos? Esta tribo de Homens-Coelho também. Fazer a criança tabu vir aqui… de acordo com a sua resposta eu vou tirar seu assento na conferência dos Anciões”

Ele parecia desesperadamente controlar a sua fúria. Os punhos fechados dele estavam tremendo. Como esperado, para os Demi-Humanos, humanos eram seus nêmesis. Além disso, levar a tribo Haulia que cometeu o crime de abrigar a criança tabu… não apenas o Demi-Humano urso, mas os outros também estavam encarando Alfrerick.

Entretanto, Alfrerick apenas considerou isso como um sopro de vento.

(Alfrerick): “O quê? Eu só estou seguindo a tradição. Todos vocês também são Anciões de várias tribos, vocês não deveriam ser capazes de entender a situação?”

(Urso): “Pro inferno com a tradição! Esse tipo de coisa não é falso? Desde a fundação de |Faea Belgaen|, isso nunca aconteceu”

(Alfrerick): “Entretanto, esta é a primeira vez. Isso é tudo. Se vocês são Anciões, então sigam a tradição. Essa é a lei. Nós somos aqueles que têm assentos entre os Anciões, então por que deveríamos desrespeitar a lei?”

(Urso): “Portanto, você está dizendo que esses jovens humanos são qualificados! Aqueles que são tão fortes que nós não devemos desafiar?”

(Alfrerick): “Isso mesmo”

Alfrerick respondeu com indiferença. O Demi-Humano urso não podia acreditar nas palavras de Alfrerick e então encarou Hajime.

Em |Faea Belgaen|, aqueles que se tornavam Anciões das várias tribos eram os que tinham mais alta habilidade e parecia que a Conferência dos Anciões era um conselho usado para decidir a política do país onde os Anciões realizavam julgamentos usando uma forma de desafios. Na verdade, esses Demi-Humanos que se reuniram eram os atuais Anciões. Contudo, parecia que eles viam a tradição de maneira diferente.

Apesar de Alfrerick ser do tipo que dava importância para a tradição, os outros Anciões pareciam ser diferentes. Alfrerick era da Tribo da Floresta. Mesmo entre os Demi-Humanos, eles tinham uma expectativa de vida mais longa. De acordo com a memória de Hajime, a média de vida deles era de aproximadamente 200 anos. Se fosse assim, existiria uma enorme diferença entre Alfrerick e os outros Anciões na frente dele, na verdade, poderia existir até uma diferença de senso de valores neles. A propósito, a expectativa de vida média dos Demi-Humanos era de 100 anos.

Por isso, os outros Anciões além de Alfrerick eram incapazes de suportar humanos e criminosos neste local.

(Urso): “… então, agora mesmo, deixe-me testa-lo”

Terminando sua frase, o Demi-Humano urso subitamente disparou em direção a Hajime. Devido a súbita ação, os outros não puderam reagir. Alfrerick, que não esperava um ataque surpresa dele, também só pôde esbugalhar seus olhos em surpresa.

E em um instante, ele alcançou seu alvo. O urso que tinha dois metros e meio com enormes braços feitos de massas de músculo, lançou seu braço contra Hajime.

Entre os Demi-Humanos, a tribo dos Homens-Urso era superior no físico e na resistência. Aquele enorme braço era capaz de quebrar uma grande árvore ao meio, esse poder destrutivo era a clara evidência que o tornou representante de sua tribo. Sem contar os Haulia e Yue, todos estavam esperando ver apenas os restos mortais de Hajime.

Entretanto, no momento seguinte, eles ficaram paralisados pelo espetáculo impossível diante deles.

] ZUDONn! [

O punho produziu um som de impacto e foi facilmente segurado e detido pelo braço esquerdo de Hajime.

(Hajime): “… que porcaria de soco. No entanto, há intenção assassina. Então, você está preparado, não é?”

Enquanto dizia isso, Hajime manipulou seu braço artificial usando magia para aumentar a força de seu aperto. O som dos ossos do Demi-Humano urso quebrando podia ser ouvido. Percebendo sua crise apesar da surpresa, o Demi-Humano urso tentou desesperadamente se afastar de Hajime.

(Urso): “Guuu! Me solte!”

Mesmo tentando puxar seu braço com desespero, Hajime, que tinha metade do tamanho dele, não se moveu um centímetro. Na verdade, nesse momento, Hajime transmutou a placa de metal em seus sapatos em espinhos que perfuraram o chão e o garantiram sua posição. O Demi-Humano urso que não sabia disso, só podia sentir que Hajime era imóvel como uma enorme árvore.

Hajime silenciosamente colocou mais magia em seu braço. Então, o aperto de seu braço artificial aumentou de uma vez.

] BAKI! [

(Urso): “Gh!?”

O som de algo quebrando saiu do braço do Demi-Humano urso. Mesmo assim, não houve grito. Como esperado de um Ancião. Entretanto, Hajime não deixou de notar que ele ficou rígido pela dor e espanto.

O braço esquerdo dele então atacou com a lateral da palma de sua mão aberta. Hajime imediatamente disparou em direção ao peito do Demi-Humano urso.

(Hajime): “Voe”

] DOPANn! [

Seu ‖Grande Braço‖ foi ativado e um disparo vindo de seu braço artificial deu um grande impulso para o seu movimento. E ao mesmo tempo que o impacto foi gerado, de uma parte de seu cotovelo, um cartucho voou no ar. O soco que já seria forte desde o início, recebeu a aceleração do disparo e adquiriu um poder destruidor.

O golpe que usou esse mecanismo para adquirir um poder tremendo, atingiu o estômago do Demi-Humano urso sem piedade, enquanto ao mesmo tempo gerava uma onda de choque e literalmente o atirava para longe com força máxima. O Demi-Humano urso, sem chance nem de gritar, com seu corpo curvado na forma de um “<”, desapareceu depois de quebrar a parede. Depois de um tempo, gritos puderam ser ouvidos do chão.

O que Hajime usou foi uma espingarda que podia ser disparada de seu cotovelo. A propulsão era possível usando o recuo causado pelo disparo. A propósito, enquanto ele atirava com [Schlag] ele poderia usar isso para atingir inimigos em suas costas ao mesmo tempo. Desta vez, a propulsão foi usada junta com o ‖Grande Braço‖ para demonstrar todo o seu poder.

Enquanto todos estavam atordoados e sem palavras, sons de ] GASHUN! [ vieram do dispositivo em operação de Hajime. Então, ele olhou para os outros Anciões com intenção assassina.

(Hajime): “Bem? Vocês são meus inimigos?”

Para essas palavras, ninguém foi capaz de concordar.

Depois de Hajime se livrar do Demi-Humano urso, Alfrerick conseguiu interceder, então o massacre de Hajime foi evitado. Os órgãos internos do Demi-Humano urso estavam rompidos junto com quase todos os seus ossos fraturados, mas parecia que ele não corria risco de vida desde que usassem o remédio mais caro (gastando dinheiro como se fosse água). No entanto, sua vida como guerreiro chegou ao fim…

Atualmente, os Anciões, Zell, da tribo dos Homens-Tigre, Mao, da tribo dos Homens Alados, Rua, da tribo dos Homens-Raposa, Guze, da tribo dos Homens da Terra (comumente chamados de Anões), e Alfrerick, da Tribo da Floresta, estavam sentados de frente para Hajime. Yue e Kam se sentaram ao lado de Hajime. Shia estava sentada com os outros Haulia reunidos atrás deles.

As expressões dos Anciões, exceto Alfrerick, estavam rígidas de tensão. O Demi-Humano urso (chamado Jin), que possuía poder de luta para ser o número um ou dois, estava incapaz de participar da reunião devido a experiência de quase-morte. Nem suas mãos nem seus pés se mexiam.

(Hajime): “Bom? O que vocês querem fazer conosco? Eu só queria ir para baixo da |Grande Árvore|, se vocês não interferirem, eu vou deixar vocês em paz… vocês Demi-Humanos não acham que quando a hora chegar, vocês estarão com problemas se não escolherem o lado certo? Para sua informação, no meio de um massacre, ser capaz de levar em consideração a diferença entre inimigos e aliados… eu não sou esse tipo de pessoa, sabiam?”

Ouvindo as palavras de Hajime, os Anciões ficaram atordoados. Eles notaram que ele deixou evidente que não hesitaria em começar uma guerra contra os Demi-Humanos.

(Guze): “Pelo bem de nosso companheiro incapacitado, primeiramente… é possível para nós termos uma relação amigável?”

Guze murmurou com um lamento junto de sua expressão amargurada e arrasada.

(Hajime): “Huh? O que você disse? Não foi aquele urso quem veio até mim com intenção assassina? Eu só estava ensinando uma lição a ele. Ele acabar incapacitado foi culpa dele mesmo”

(Guze): “Vo-você! Jin estava… Jin só estava pensando em seu país!”

(Hajime): “E isto justifica matar alguém que ele acabou de conhecer sem conversar primeiro?”

(Guze): “É-é que… mas…”

(Hajime): “Você não está se confundindo? Eu sou a vítima enquanto aquele urso é o agressor. Vocês Anciões não deveriam julgar os crimes? Então, aquele Ancião que é um de vocês não estava errado?”

Provavelmente, Guze tinha uma boa relação com Jin. Entretanto, mesmo entendendo que Hajime estava certo, ele era incapaz de aceitar isso. No entanto, considerar os sentimentos dele era algo que Hajime não faria.

(Alfrerick): “Guze, apesar de entender seus sentimentos, deixe estar. O argumento dele é válido”

Ouvindo as palavras de censura de Alfrerick, Guze, que tentou se levantar, se sentou com uma expressão distorcida. E ele ficou em um silêncio sombrio.

(Rua): “Este garoto certamente tem um dos brasões e a habilidade dele também o ajudou a completar um |Grande Calabouço|. Eu tenho que admitir que ele tem a qualificação como dito na tradição”

Aquele que falou foi o Ancião Rua, da tribo dos Homens-Raposa. Depois que seus olhos em forma de fenda observaram Hajime, ele olhou para os outros Anciões perguntando o que eles pensavam.

Recebendo o olhar dele, Mao, da tribo dos Homens Alados, e Zell, da tribo dos Homens-Tigre, apesar de não compartilharem seus pensamentos, deram seus consentimentos. Pelo comportamento dos outros, Alfrerick declarou a Hajime…

(Alfrerick): “Nagumo Hajime. Nós do Conselho dos Anciões admitimos que você é uma pessoa qualificada como dito na tradição. Além disso, é nosso consenso não nos opormos a você… o máximo que for possível, eu vou dizer a eles para não encostarem em vocês… contudo…”

(Hajime): “Isso não é absoluto, huh?”

(Alfrerick): “Aah. Como você percebeu, os Demi-Humanos não gostam de humanos. Honestamente, podemos dizer que eles os odeiam. Há a possibilidade de alguém ignorar a decisão da Conferência dos Anciões. Especialmente a tribo do incapacitado Jin. A fúria da tribo dos Homens-Urso não pode ser reprimida com facilidade, então há uma grande chance de eles tentarem se vingar. Afinal, Jin é popular…”

(Hajime): “Então?”

A expressão de Hajime não mudou depois que ele escutou as palavras de Alfrerick. O que está feito está feito. Ele só fez o que deveria ser feito. Isso era o que os olhos dele diziam. Alfrerick conseguiu entender isso e olhou para ele com a força de vontade de um Ancião…

(Alfrerick): “Eu quero que você poupe aqueles que atacarem você”

(Hajime): “… você está me pedindo para pegar leve com aqueles que vierem me atacar com intenção assassina?”

(Alfrerick): “Isso mesmo. Não seria possível com o seu poder?”

(Hajime): “Se fosse alguém com a habilidade no nível daquele urso, eu não poderia ter certeza. No entanto, eu não vou pegar leve quando o assunto for matança. Apesar de entender seus sentimentos, eu não posso me relacionar com suas circunstâncias. Se você não quer que seus companheiros morram, então é melhor você deter eles”

Era algo que ele tinha cultivado no abismo. Um senso de valores para matar quem quer que fosse seu inimigo estava profundamente gravado na mente de Hajime. Nem mesmo ele sabia o que poderia acontecer uma luta até a morte. Se ele subestimar o adversário, até um rato encurralado pode ferir mortalmente o gato. Além disso, Hajime não poderia aceitar o pedido de Alfrerick.

Entretanto, Zell, da tribo dos Homens-Tigre, interviu…

(Zell): “Então, nós… vamos nos recusar a guia-lo até a |Grande Árvore|. Mesmo que seja parte da tradição, não há necessidade de guiar alguém que não aprovamos”

Ouvindo as palavras dele, Hajime ficou confuso. Desde o início, ele ia deixar a tarefa de guia-lo para a tribo Haulia e não havia intenção de buscar ajuda de alguém de |Faea Belgaen|. Eles certamente sabiam disso, no entanto, as próximas palavras de Zell esclareceram a intenção dele.

(Zell): “Eu não acho que a tribo Haulia será capaz de guia-lo. Eles são criminosos. Eles vão ser jugados pela lei de |Faea Belgaen|. Apesar de não sabermos o que aconteceu, vocês serão separados aqui. O crime deles foi criar a criança que tem o mesmo poder das Feras Mágicas. Foi o mesmo que expor |Faea Belgaen| ao perigo. A execução deles já foi decidida pela Conferência dos Anciões”

Shia estava tremendo com lágrimas nos olhos ao ouvir as palavras de Zell, enquanto Kam e sua tribo já tinham se conformado. Mesmo agora, ninguém culpava Shia. Isso mostrava o quão profunda era a afeição deles.

(Shia): “Honoráveis Anciões! De alguma forma… de alguma forma, por favor, deixem minha tribo ir! Por favor!”

(Kam): “Shia! Pare! Nós já estamos preparados. Não é sua culpa. Ninguém iria querer tanto viver ao ponto de vender a própria família. Já falamos muitas vezes disso na tribo. Não há nada para se preocupar”

(Shia): “Mas pai!”

Mesmo com Shia desesperadamente implorando enquanto se prostrava, nenhuma palavra de compaixão saiu de Zell.

(Zell): “Já está decidido. Toda a tribo Haulia será executada. Mesmo se vocês tivessem escapado de |Faea Belgaen|, isso só acabaria com o exílio por criarem a criança tabu”

Shia, que estava chorando, foi confortada por Kam e os outros. Era verdade que a decisão foi tomada na Conferência dos Anciões. Os outros Anciões não disseram nada. Provavelmente porque se tratava de uma criança tabu, continuar escondendo esse fator de perigo em |Faea Belgaen| tornou o crime deles ainda mais grave. Também podia-se dizer que seus fortes sentimentos por sua família pioraram a situação. Era uma história genérica.

(Zell): “E é isso. Assim, seus métodos para ir até a |Grande Árvore| não estão esgotados? O que você vai fazer? Você vai contar com a sorte para chegar lá?”

Zell estava implicando que eles deviam ter aceitado a demanda de Hajime por não quererem isso. Os outros Anciões do conselho também não levantaram nenhuma objeção. Contudo, Hajime, que não mostrou nenhum sinal de rancor em sua expressão, o respondeu como se isso não fosse nada.

(Hajime): “Você… é um idiota?”

(Zell): “Qu-quê!?”

Zell ergueu seus olhos ao escutar a objeção de Hajime. Shia e sua tribo também olharam para Hajime por reflexo. Yue, que entendeu o que Hajime estava pensando, só continuou com seu rosto tranquilo.

(Hajime): “Como eu disse, eu não me importo com as circunstâncias de vocês. Se vocês querem tirar eles de mim, então vocês estão tentando obstruir o meu caminho”

Hajime, que estava encarando os Anciões, ergueu sua mão e a colocou na cabeça de Shia que estava chorando. Ficando surpresa com isso, Shia olhou para Hajime.

(Hajime): “Se vocês quiserem tirar eles de mim… eu espero que estejam preparados”

(Shia): “Hajime-san…”

O que Hajime quis dizer com isso era que ele não perdoaria ninguém que tentasse atrapalha-lo mais do que isto. No entanto, pelo bem da tribo Haulia, ele não hesitaria em começar uma guerra contra |Faea Belgaen|, a fortaleza dos Demi-Humanos. Essa determinação estava entrando no coração de Shia que estava repleto de desespero.

(Alfrerick): “Você está falando sério, não é?”

Alfrerick olhou para Hajime com um olhar afiado que não permitiria nenhuma mentira.

(Hajime): “Obviamente”

Contudo, Hajime não se abalou. Sua determinação inabalável podia ser vista. Não havia respeito por esse mundo. Aqueles que o atrapalhassem não precisavam ser perdoados. Era essa a decisão que ele fez no abismo.

(Alfrerick): “Mesmo que eu diga que haverá um guia de |Faea Belgaen|?”

A execução da tribo Haulia já estava decidida pela Conferência de Anciões. Além disso, isso afetaria o prestígio do país se eles revertessem isso ao serem ameaçados. A propósito, no futuro, o trunfo de guia-lo não poderia ser usado como moeda de troca porque os Demi-Humanos poderiam atacar Hajime e seu grupo em nome da decisão da Conferência de Anciões que não poderia ser revertida. Além disso, Alfrerick fez a proposta. No entanto, Hajime deixou claro que não havia mais chances para negociação.

(Hajime): “Não me faça dizer isso de novo. Meus guias são os Haulia

(Alfrerick): “Me diga o motivo para você se apegar tanto a eles. Se você só quer ir até a |Grande Árvore|, então qualquer um pode ser o seu guia”

Para as palavras de Alfrerick, Hajime mostrou que isso seria complicado, enquanto Shia espiava o rosto dele. Por um tempo, Shia continuou encarando Hajime e os olhos dos dois se encontraram por um momento. Então, ela sentiu seu coração batendo mais rápido. Mesmo que seus olhos tenham se encontrado apenas por um momento, o pulso de Shia continuou subindo.

(Hajime): “Eu prometi a eles. Eu vou ajuda-los em troca de eles me guiarem”

(Alfrerick): “… promessa. Se é isso, você não acha que ela já foi cumprida? Você já não protegeu eles das Feras Mágicas do cânion e dos soldados do |Império|? Portanto, o que resta é apenas a recompensa de guiar você. Não vai haver nenhum problema se quem vai ser recompensado seja alguém diferente”

(Hajime): “Há um grande problema. Eu prometi que garantiria a segurança deles enquanto eles me guiam. Só porque há algo melhor pelo caminho, eu não posso apenas descarta-los e substitui-los. Isso não seria… ”

Hajime parou de falar e então olhou para Yue. Ela também olhou para Hajime com um pequeno sorriso. Ouvindo Hajime, Alfrerick só podia encolher seus ombros enquanto sorria amargamente.

(Hajime): “… não seria legal, não é?”

Ataques furtivos, ataques surpresas, ataques traiçoeiros, covardia, mentiras desprezíveis, blefes. Quando estava matando, Hajime não pensava nisso como coisas ruins. Com o objetivo de sobreviver, era necessário fazer isso.

No entanto, graças a isso, quando não se tratava de matar, ele queria proteger sua honra. Se isso não pudesse ser feito, ele não seria nada além de lixo. Hajime também era um homem. Para a garota que ele conheceu no abismo, ele queria desenhar essa linha, para não mostrar nenhum comportamento mais vergonhoso do que o necessário.

Talvez por ele ter percebido o que Hajime estava pensando, Alfrerick só podia suspirar profundamente. Os rostos dos outros Anciões pareciam perguntar o que eles deveriam fazer. Por um tempo, silêncio os envolveu, então, pouco depois, Alfrerick fez uma proposta com um rosto cansado.

(Alfrerick): “Então, vamos fazer com que eles sejam os seus escravos. Pela lei de |Faea Belgaen|, aqueles que saíram do |Mar de Árvores| e não voltaram, aqueles que foram capturados e se tornaram escravos, são considerados mortos. Apesar de termos uma boa chance de vencermos dentro do nevoeiro do |Mar de Árvore|, há pessoas que podem usar magia do lado de fora, então nós dificilmente poderíamos vencer. Além disso, nós consideramos que eles morreram, então ninguém vai vir atrás deles e vamos conter os danos… aqueles que foram considerados mortos, não podem ser executados!”

(Zell): “Alfrerick! Isto é…”

Era um completo sofismo[1]. Naturalmente, as expressões dos outros Anciões ficaram tensas. Zell involuntariamente se inclinou para frente e fez um protesto.

(Alfrerick): “Zell. Você deveria ter entendido o que esse garoto fez e seu poder. Se você executar a tribo Haulia, ele será nosso inimigo. Nesse caso, quantos serão sacrificados… como Anciões, nós devemos evitar esse tipo de perigo”

(Zell): “Contudo, o que isso vai mostrar para os cidadãos!? Se o rumor de que nós cedemos poder e deixamos uma criança monstro ir embora se espalharem, então o prestígio da Conferência dos Anciões certamente será prejudicado!”

(Alfrerick): “Porém…”

Os outros Anciões também entraram na discussão entre Zell e Alfrerick, o lugar foi tomado pela comoção. Como esperado, fazer vista grossa e deixar o fator de risco fugir e subitamente não poder puni-lo não era algo fácil de digerir. Com a instituição desta péssima decisão, o prestígio da Conferência dos Anciões despencaria e muitas especulações ganhariam vida, como uma aprovação por segundas intenções.

Entretanto, dentro dessa discussão, Hajime fez uma afirmação sem se incomodar com o clima.

(Hajime): “Aahhhh, mesmo que seja ruim dizer isso agora, já não está na hora de vocês perceberem que não estão ignorando apenas Shia?”

Ouvindo as palavras de Hajime, a discussão deles parou. Então, os olhares dos Anciões se concentraram em Hajime perguntando o que ele quis dizer com isso.

Hajime lentamente ergueu a manga de seu braço direito e manipulou magia diretamente. Ao fazer isso, linhas vermelhas apareceram na pele de seu braço direito. Além disso, faíscas saíram de sua mão direita enquanto ele usava a ‖Capa do Relâmpago‖.

Os olhos dos Anciões se abriram ainda mais. Como a magia foi invocada sem nenhum encantamento ou círculo mágico, eles ficaram espantados. Eles estavam pensando que ele foi capaz de derrotar Jin porque seu braço artificial era um [Artefato].

(Hajime): “Eu sou o mesmo que Shia que pode manipular magia diretamente e uso magias únicas. Yue também. Ela é quem vocês deviam chamar de monstro. Contudo, a tradição de vocês não diz ‘quem quer que a pessoa seja, não sejam hostis com eles’? De acordo com suas leis, vocês devem ignorar esses monstros. Bem, mas já é tarde demais para Shia”

Apesar dos Anciões ficarem aturdidos por um tempo, eles começaram a sussurrar um com o outro. Como parecia que eles tinham chegado a uma conclusão, representados por Alfrerick, ele começou a relatar o resultado da Conferência dos Anciões com um enorme suspiro.

(Alfrerick): “Haaaaa, a criança tabu da tribo Haulia, Shia Haulia, foi reconhecida como parente de Nagumo Hajime, que também é uma criança tabu. Além disso, como Nagumo Hajime passou na qualificação, nós não nos tornaremos hostis com eles, mas eles estão proibidos de entrar em |Faea Belgaen| e nas vilas vizinhas. Com isso em mente, se alguém tentar ferir a família de Nagumo Hajime, então tudo será responsabilidade dos envolvidos… fim. Há algo mais?”

(Hajime): “Bom, o que quer que tenha sido isso, contanto que eu possa chegar na |Grande Árvore|, está tudo bem. Esses caras eram os meus guias. Está tudo bem”

(Alfrerick): “… entendo. Então se apresse e partam. Apesar de ferir nossos corações sermos incapazes de recepcionar alguém que finalmente passou na qualificação como dito em nossa tradição…”

(Hajime): “Não ligue para isso. Não há necessidade de dizer o resto porque com certeza terão várias afirmações absurdas. Mesmo assim, ter um julgamento tão racional… eu só posso ser grato a isso”

Para as palavras de Hajime, Alfrerick só podia sorrir sem graça. Os outros Anciões estavam com expressões cansadas e amarguradas. Ao invés de mágoa e rancor, “Vá embora depressa!”, era o que eles tinham em mente. Vendo isso, Hajime encolheu seus ombros e apressou Yue, Shia e sua tribo a se levantarem.

Mesmo Yue permanecendo sem nenhuma expressão do início ao fim, ouvindo toda a conversa, ela não disse nada e apenas ficou em pé para acompanhar Hajime.

Entretanto, Shia e os Haulia ainda não conseguiam acreditar que isso era real e não havia sinal deles se levantando devido ao estado atordoado em que estavam. Apesar de eles terem se preparado para morrer há pouco, no fim, eles subitamente acabaram banidos. “Eh, está tudo bem para nós apenas irmos embora?”, era o tipo de pergunta que passava na cabeça deles.

(Hajime): “Oi, quando vocês vão parar de sonhar acordados? Nós precisamos ir logo”

Ouvindo as palavras de Hajime, eles finalmente começaram a se levantar com pressa. Assim, Shia e sua tribo seguiram Hajime que estava saindo. Alfrerick e os outros Anciões os acompanharam até o portão.

Shia perguntou a Hajime com nervosismo.

(Shia): “U-um, está tudo bem… para nós continuarmos vivos?”

(Hajime): “??? Você não escutou a conversa de antes?”

(Shia): “B-bem, mesmo eu tendo escutado… é que, de alguma forma, não parece ser real que nós saímos desse tipo de crise tão repentinamente… isso faz eu me sentir como se estivéssemos em uma situação inacreditável…”

A expressão perplexa dela era a mesma dos Haulia ao redor. Era porque, para os Demi-Humanos, a decisão da Conferência dos Anciões era absoluta. Yue então falou com Shia que era incapaz de entender o que tinha acontecido.

(Yue): “… está tudo bem ficar feliz com isso”

(Shia): “Yue-san?”

(Yue): “… Hajime salvou vocês. Essa é a verdade. Está tudo bem apenas aceitar e ficar feliz”

(Shia): “…”

Ouvindo as palavras de Yue, Shia encarou Hajime que estava andando em silêncio ao lado dela. Hajime então balançou seus ombros enquanto encarava o caminho a frente.

(Hajime): “Bom, era uma promessa”

(Shia): “Uh…”

Os ombros de Shia estavam tremendo. Em troca de guia-lo dentro do |Mar de Árvores|, Shia e sua tribo foram protegidas. Foi uma promessa que Shia desesperadamente atribuiu a Hajime. Originalmente, usando a ‖Visão do Futuro‖, ela viu um futuro onde Hajime protegeu ela e sua família. No entanto, esse futuro não era absoluto. Dependendo da escolha de ações de Shia, isso poderia mudar muito. Por isso Shia “desesperadamente” tentou obter a cooperação de Hajime. O outro grupo era composto por humanos que discriminavam os Demi-Humanos, e Shia não tinha nenhuma fortuna para oferecer. Seus materiais de negociação eram apenas ela mesma como “mulher” e sua “habilidade especial”. Ainda assim, quando ela foi facilmente recusada, ela quase chorou sem saber o que mais poderia fazer.

Mesmo assim, ela foi capaz de conseguir a promessa dele e enquanto conversavam na viagem de volta, ela sentiu que se fosse Hajime, então ele manteria a promessa. Pode ser porque mesmo ela sendo uma Demi-Humana, ela não sentiu nenhum olhar de discriminação dele. Contudo, ela sentiu algo, apenas de não ter certeza disso. Foi porque quando ela foi derrotada por sua ansiedade, ele disse para “aquela que ele prometeu proteger” que ele faria isso “mesmo que os inimigos fossem humanos”. De fato, quando ele lutou com os soldados do |Império| sem nenhuma hesitação, isso a deixou muito aliviada.

Entretanto, desta vez, até Shia pensou que mesmo que fosse Hajime, não seria o mesmo que aconteceu com aqueles soldados. Podia-se dizer que era o mesmo que declarar guerra diante do Imperador. E a promessa foi protegida sem nenhuma hesitação. Assim, mesmo que fosse pelo próprio Hajime, como Yue disse, Shia e sua preciosa família foram certamente protegidas.

Já há algum tempo seu coração continuava batendo com força. O rosto dela estava quente e um misterioso impulso continuava pulando e descendo como se algo estivesse preso em sua garganta. Era a alegria pela segurança de sua família, ou…

Shia tentou seguir o conselho de Yue para honestamente ficar feliz e deixou seus sentimentos negativos para confiar nesse impulso. O que ela fez foi… se agarrar em Hajime com força total!

(Shia): “Hajime-saaaan! Muito obrigado mesmoooo!”

(Hajime): “Uwaa!? Por que tão repentinamente!?”

(Shia): “Mu…”

“Eu absolutamente não vou me soltar mesmo que os hematomas me façam chorar!”, era isso o que Shia estava dizendo enquanto pressionava seu rosto no ombro de Hajime e então começava a se esfregar nele. A expressão dela começou a relaxar e suas bochechas ficaram completamente rosadas.

Yue viu isso e começou a ficar de mau humor. Quando Shia pensou que algo iria acontecer, Yue apenas segurou a mão de Hajime. Nada de especial aconteceu.

Vendo Shia explodindo de alegria com Hajime, a tribo Haulia finalmente entendeu que eles escaparam com suas vidas e começaram a compartilhar essa alegria entre si.

Os Anciões só podiam observa-los com expressões complexas. Aliás, houve muitos que desviaram seus olhos pelo ódio e desconforto.

Hajime, que entendeu o que estava acontecendo, só pôde sorrir sem graça porque ele se envolveu em algo bem problemático.


[1] Sofismo é um argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamente enganosa.