Hajime se torna papai (Parte 1)

(Shia): “Fufufufuuuun, fufufuuuun! Que clima agradáveeeel. É um clima esplêndido para um encontroooo”

Na rua principal de |Fhuren|, a garota com orelhas de coelho, Shia, estava alegremente caminhando enquanto saltitava. Suas roupas eram diferentes de seu usual estilo de Aventureira… era um vestido adorável branco como leite. Com o colarinho apertado, havia uma enorme abertura no decote e os fartos peitos de Shia estavam balançando enquanto ela caminhava. Um elegante cinto preto estava preso em sua cintura. Sua abundante linha do quadril e a indescritivelmente encantadora curva estavam claramente exibidas. Pernas finas, rígidas e lindas se estendiam do vestido 15 centímetros acima de seus joelhos, e os olhares dos homens se concentravam no par de colinas saltitantes.

Mas a característica mais atraente sobre ela era sua atmosfera e seu sorriso. Com bochechas coradas, “Eu estou feliz, então não há como evitar!”, estava transbordando dela e ela não se esforçava em esconder isso. Sobre o fato de ela ser uma ⌊Demi-Humana ou sobre como ela vestia um colar parecido com o de uma Escrava, podia se dizer que isso era algo trivial já que as pessoas ao redor se apaixonavam por ela. Também havia idosos que sorriam como se estivessem vendo algo agradável.

Atrás da extasiada Shia estava Hajime, que caminhava com um sorriso irônico. Talvez por ela estar tão eufórica, Shia repetidamente caminhava um pouco à frente e então ela se virava com um sorriso enquanto esperava que Hajime a alcançasse. Exatamente como as pessoas ao redor, Hajime involuntariamente sorria.

(Hajime): “Você está muito animada Shia. Você vai acabar caindo se não olhar para frente, sabia?”

(Shia): “Fufufu, eu não vou cometer uma gafe dessaaaas, afinal, eu fui treinada por Yue-sa… !?!?!?”

Devido ao aviso de Hajime, Shia se virou mais uma vez enquanto o respondia e ela quase caiu. Hajime prontamente segurou a cintura dela para apoiá-la. Apesar de não haver nenhum problema considerando a força física de Shia, ela estava usando um vestido curto hoje. Ele não permitiria que os homens que ofegavam enquanto olhavam para Shia se tornassem pervertidos sortudos.

(Shia): “Sin-sinto muito”

(Hajime): “Viu, agora você entendeu, ande ao meu lado”

Enquanto ela encolhia seu corpo por causa do constrangimento de ser segurada por sua cintura, Shia segurou a manga de Hajime com vergonha e, desta vez, ela começou a andar mais devagar ao lado dele. Por causa da forma adorável com que ela ficou com as bochechas coradas, a maioria dos homens que estava por perto parecia ter sido nocauteada. Alguns deles foram derrubados por causa dos socos de suas amadas a seus lados.

Hajime e Shia continuaram coletando os olhares do ambiente e finalmente entraram na Ala de Visitação. Havia muitas instalações dentro da Ala de Visitação. Por exemplo, havia teatros e avenidas com artistas de rua, circos, salões de música[1], aquários, arenas, estúdios de jogos, observatórios, jardins com flores coloridas juntamente com enormes labirintos de flores, e até construções lindas com praças.

(Shia): “Hajime-san, Hajime-san! Vamos primeiro até o Meerstat! Eu nunca vi uma criatura marinha antes!”

Com um guia em mãos, as orelhas de coelho de Shia se moviam como se dissessem, “Vamos lá! Vamos lá!”. Ela parecia nunca ter visto nenhuma criatura marinha porque ela vivia no |Mar de Árvores Haltina|[2], assim, ela queria ir até Meerstat, um famoso aquário na Ala de Visitação de |Fhuren|.

A propósito, ela estava acostumada a ver peixes de água-doce porque havia lagos e rios no |Mar de Árvores|. Contudo, ela sentia que eles não eram iguais mesmo que criaturas marinhas tivessem formas parecidas com as desses peixes. Embora Hajime pensasse neles apenas como peixes… ele não queria dizer nada já que ele era capaz de ler o clima. Hajime ia ser gentil com Shia hoje.

(Shia): “Heeeee, para criaturas marinhas estarem em terra… esse é o ponto. Apesar da administração, manutenção e transporte serem provavelmente complicadas…”

Embora Hajime não estivesse nenhum pouco interessado, ele não rejeitou isso porque não havia razões para recusar a proposta dela. Além disso, Shia estava sorrindo alegremente enquanto puxava a mão de Hajime.

No caminho da avenida dos artistas de rua, os olhos deles foram capturados por pessoas que faziam acrobacias enquanto desafiavam os limites humanos, quando eles finalmente chegaram no grande prédio do Meerstat. Talvez para representar o mar, o prédio todo foi pintado de azul e havia multidões de pessoas lá.

O interior era extremamente parecido com o de um aquário na Terra. Contudo, talvez por eles não terem a tecnologia para fazer os tanques de água transparentes de forma que pudessem resistir à pressão da água como os da Terra, volumosos ladrilhos de vidro foram enterrados na grade feita de metal parecido com cristal, e isso era só um pouco visível.

No entanto, Shia não se incomodava. Os olhos dela brilhavam ao ver as criaturas marinhas pela primeira vez, e ela falou com Hajime enquanto apontava seu dedo. Bem ao lado deles havia uma garotinha com sua família que também estava apontando com olhos brilhantes. Inesperadamente, o olhar de Hajime se encontrou com a pessoa que parecia ser o pai e Hajime notou que ele o olhava com olhos calorosos. Hajime, que se sentiu desconfortável, pegou a mão de Shia e foi para outro lugar. Shia ficou surpresa com a ação de Hajime, mas ela estava feliz por ele segurar a mão dela, e não é preciso dizer que ela respondeu ao aperto dele enquanto corava.

Depois de algum tempo, eles aproveitaram o aquário por uma hora, quando Shia subitamente ficou com os olhos arregalados quando ela olhou para um certo tanque de água mais uma vez e começou a encara-lo.

Dentro havia… um ⌊Homem do Mar. Era o peixe com rosto humano muito parecido com aquele do jogo que Hajime conhecia[3].

(Shia): “… por-por que ele está aqui…”

Shia recuou e tremeu. Quem sabe porque o ⌊Homem do Mar notou Shia, ele se virou para observá-la com a mesma expressão preguiçosa de dentro do tanque de água. A tensão subiu por algum motivo desconhecido. Por causa dessas duas pessoas, Hajime olhou a explicação colocada ao lado do tanque de água.

De acordo com ela, este ⌊Homem do Mar era uma Fera Mágica e era capaz de usar uma magia única chamada ‖Telepatia. Ele parecia ser capaz de falar fluentemente embora ele raramente falasse, e ele confirmou pela descrição que ele era famoso como um Fera Mágica com quem podia se conversar.

Entretanto, mesmo que fosse possível falar, ele só iria responder com uma voz desmotivada como se falar fosse algo muito perturbador para ele. Aliás, cautela era necessária porque a pessoa com quem ele falasse poderia ficar depressiva como um efeito colateral. Ele gostava de álcool e ficava tagarela assim que bebia. Porém, isso não poderia ser considerado uma conversa se uma pessoa unilateralmente continuasse a dar um sermão em seu parceiro de conversação… a propósito, ele era chamado de Leeman.

Hajime não sabia se Shia estava simplesmente encarando ou se ela estava tendo uma discussão com ele. Contudo, quando linhas de suor começaram a aparecer no rosto dela e ela não o respondeu, ou quando ele tentou falar com o peixe de forma normal, ele resolveu usar a ‖Telepatia.

(Hajime): “Você, você pode mesmo usar ‖Telepatia? Você pode mesmo conversar? Você entende minhas palavras?”

Graças a súbita ‖Telepatia, os olhos de Leeman tremeram por um momento em resposta. Isso foi seguido por ele tirando seu olhar de Shia e lentamente olhando para Hajime. Shia, cuja expressão dizia, “De alguma forma, eu venci!”, foi ignorada.

(Leeman): “… tch, este deve ser nosso primeiro encontro. Primeiro, se apresente. É assim que você mostra sua educação? Por Deus, é por isso que os jovens de hoje em dia…”

Ele foi ensinado sobre boas maneiras pelo peixe com o rosto de um velho. Ele se arrependeu de seu erro. Com bochechas contraídas, Hajime tentou falar de novo.

(Hajime): “… me desculpe. Eu sou Hajime. Parece que você pode mesmo conversar. Mas o que é Leeman?”

(Leeman): “… você sabe. O que seria um humano? Como você pode me responder a isso? Portanto, como eu poderia saber a resposta. Bem, eu só posso dizer que eu sou eu. Nada mais, nada menos. Aliás, me chame pelo meu nome ou por qualquer coisa que você quiser”

Hajime pensou, “Mas como é que ele pensa…”. Mas, por algum motivo, ele falou sobre senso comum, além disso, ele foi bastaste educado. Isso foi completamente inesperado. “Não está escrito que ele é desmotivado?”, ele queria se queixar com os funcionários do aquário. Hajime estava olhando ligeiramente para longe em escapismo[4], mas desta vez, uma pergunta veio de Leeman.

(Leeman): “Eu também quero perguntar uma coisa. Você, por que você pode usar ‖Telepatia? Não há sinais de uso de magia humana… é como se você fosse o mesmo que eu”

Isso não era nada além de uma dúvida natural. Afinal, um humano estava usando a magia única ‖Telepatia. Ele estava curioso sobre o porquê o garoto ser capaz de usa-la tão facilmente. Essa podia ser a causa para o raramente conversador Leeman estar respondendo às perguntas de Hajime. Hajime explicou que ele era capaz de usar essa habilidade por ter comido a Fera Mágica que era capaz de usar ‖Telepatia.

(Leeman): “… essas foram muitas dificuldades para alguém tão novo. Okay, me pergunte o que você quiser. Este velhote irá responder qualquer coisa dentro do meu conhecimento”

Ele se compadeceu. Aparentemente, Leeman pensou que Hajime era tão pobre que não tinha escolha além de comer a Fera Mágica. Quando ele viu a aparência atual do garoto e as belas roupas que ele estava vestindo, o peixe estava fungando, “Parece que você trabalhou muito, bom garoto! Isso me faz querer chorar”.

Hajime não o corrigiu porque ele na verdade passou por muitos momentos difíceis. No entanto, para ele receber a simpatia de um peixe… isso era um pouco deprimente. Ele conseguiu deixar isso de lado e perguntou várias coisas a Leeman. Por exemplo, “Uma Fera Mágica tem uma vontade clara?”, “Como as Feras Mágicas nascem?”, “Há alguma outra Fera Mágica com que as pessoas podem se comunicar?”… Leeman respondeu que a maioria das Feras Mágicas não tinha uma vontade clara. Ele não conhecia nenhuma outra Fera Mágica que podia entender a linguagem humana além de sua espécie. Além disso, ele não sabia como as Feras Mágicas nasciam.

Uma quantidade moderada de tempo se passou enquanto Hajime perguntava muitas coisas, e eles começaram a reunir atenção porque esse era um espetáculo surreal para os espectadores verem um jovem homem e um peixe com a cara de um velho encarando um ao outro. Shia, que começou a se sentir agitada, estava segurando a manga de Hajime, então Hajime encerrou a conversa.

Mesmo que sua conversa com Leeman fosse algo interessante, hoje foi decidido que ele iria sair e passar seu tempo com Shia. Ele não iria negligenciar sua promessa. Leeman também disse, “Oops, parece que eu atrapalhei seu encontro”, enquanto encerrava a conversa ao reconhecer a situação. A propósito, eles se deram tão bem que estavam se chamando de “Lee-san” e “Menino Ha”. Hajime podia ver a “nobreza” dentro de Leeman.

No fim, Hajime perguntou por que Leeman estava nesse lugar. A resposta foi…

(Leeman): “Nn? Como eu disse antes, eu estava viajando livremente… mas a água subterrânea em que eu estava nadando subitamente esguichou para fora e eu fui jogado para longe… antes de notar, eu estava em um lugar coberto de grama ao lado de uma nascente. Apesar de eu não morrer mesmo sem água, eu não posso me mover fora dela. Quando eu tentei pedir ajuda usando a ‖Telepatia… bom, eu fui trazido para cá”

Logo a seguir, uma linha de suor escorreu pela testa de Hajime. Isso obviamente foi durante o momento que eles estavam saindo do |Grande Calabouço Raisen|. Aparentemente, Leeman estava envolvido e foi lançado junto com eles naquela nascente. Embora a verdadeira culpada fosse a idiota da Miledi, não havia alteração no fato de que eles estavam envolvidos.

Hajime limpou sua garganta e então perguntou a Leeman.

(Hajime): “Ahhhh, Lee-san. É que, o que eu posso dizer? Você quer sair daqui?”

(Leeman): “??? Mas é claro que sim. Pois eu sou mais adequado para viajar livremente. É melhor para um ser vivo viver de forma natural. Ao invés de dentro de uma jaula, eu prefiro morrer no oceano”

Leeman usou muita conotação nessas palavras. Dessa forma, Hajime, que gostou de Leeman, decidiu ajudá-lo porque ele também tinha culpa na situação.

(Hajime): “Lee-san. Nesse caso, eu vou te levar para um rio próximo. Aparentemente, sua situação foi causada pelo meu grupo. Como eu vou te levar para fora em poucos minutos, por favor, acredite em mim e eu irei te transportar”

(Leeman): “Menino Ha… heh, embora você seja jovem, para ter tal forma de pensar… eu não sei o que você fará, mas ninguém deve ser capaz de se igualar a seu poder. Eu vou acreditar no Menino Ha e esperar”

Hajime e Leeman trocaram sorriso viris. Como se entendesse as expressões deles, as bochechas de Shia se contraíram como se ela dissesse, “Huh? Não me diga que outro rival apareceu?”. Hajime puxou a mão de Shia enquanto ele girava em seus calcanhares. Apesar da razão ser desconhecida, Leeman usou ‖Telepatia para falar com Shia que seguia Hajime.

(Leeman): “Pequena senhorita, eu sinto muito por ter te surpreendido naquela vez. Não solte a mão do Menino Ha”

(Shia): “Heh? Heh? Umm, bem, não há motivos para se preocupar com isso! Eu tive meu primeiro beijo com Hajime-san graças a isso! Aliás, eu definitivamente não vou soltá-la!”

Embora ela não entendesse, Shia respondeu com firmeza. Leeman mostrou um sorriso satisfeito enquanto olhava para Shia. “Que intrometido”, Hajime rezou pela boa sorte de seu novo amigo a partir de agora enquanto ele deixava o Meerstat com um sorriso irônico.

Depois de alguns minutos, a garra de um guindaste atravessou a parte inferior do aquário. Ela se chocou com o tanque de água de Leeman, usou o braço para capturar o peixe que saiu junto da água esplendidamente e derrotou os funcionários que foram resolver a situação (não houve nenhum ferido). Além disso, ela destruiu uma parede para escapar e desapareceu longe no céu; essas coisas aconteceram. Houve comoções sobre isso ser um tipo novo de Fera Mágica ou se era a habilidade secreta de Leeman… mas isso era algo trivial.


Ao mesmo tempo, em outro lugar…

Yue e Tio estava fazendo compras dentro da Ala Comercial. Mesmo assim, como já havia uma enorme quantidade de necessidades dentro da [Caixa do Tesouro] de Hajime, elas só teriam que repor uma pequena quantidade das coisas que eles consumiam em suas viagens. Dessa forma, ao invés de comprar comida, as duas estavam indiferentemente vagando ao redor de várias lojas na Ala Comercial.

(Tio): “Hmm. Ainda assim Yue. Tu estas mesmo bem sobre isso?”

(Yue): “??? Sobre Shia?”

(Tio): “Mm-hmm. É possível que várias coisas estejam acontecendo agora mesmo, tu sabes? Tu pensaste nisso?”

Tio estava questionando Yue, que estava julgando os itens exibidos em uma butique. O tom dela estava cheio de curiosidade. “Está tudo bem ficar tão calma?”. “Não é possível que ela tenha passado tu?”. Tio estava interessada na misteriosa relação dos três. Como eles estariam viajando como companheiros a partir de agora, ela queria conversa sem reservas pela primeira vez.

Por outro lado, Yue não estava abalada. Ela simplesmente encolheu seus ombros e olhou para Tio. Não havia nenhum senso de crise.

(Yue): “… eu ficarei feliz se isso acontecer”

(Tio): “Feliz? Mesmo que o homem que tu amas fique íntimo de outra mulher?”

(Yue): “… não é outra mulher. É a Shia”

Quando Tio inclinou sua cabeça, Yue continuou a falar enquanto caminhava ao redor da loja.

(Yue): “… no início, quando ela tentou se aproximar de Hajime… eu fiquei irritada porque ela claramente tinha outra intenção… contudo, eu entendo agora”

(Tio): “Entende?”

(Yue): “… nn, aquela garota sempre dá o seu melhor. Sempre empenha seu esforço máximo. Tudo pelo bem do que é importante para ele e por quem ela ama. Para melhor ou para pior, ela é honesta”

(Tio): “Hmm. Esta entende apenas por olhar para ela… é por isso que tu tens esse vínculo?”

Tio sorriu quando Shia, alguém com quem ela estava associada há pouco tempo, apareceu em sua mente. Ela sorriu naturalmente enquanto pensava na animada garota, cujo sorriso não desapareceria mesmo com as dificuldades que ela experimentou por ser uma ⌊Demi-Humana. Além disso, embora houvesse muitas coisas desapontadoras sobre ela porque Shia ainda era jovem, Tio gostava de Shia. Entretanto, ela pensava que essa era uma razão insuficiente para permitir que a garota fosse em um encontro com o amado de Yue. No fim, ela queria confirmar outra razão além do fato de Yue apenas gostar de Shia.

(Yue): “… a outra é…”

(Tio): “Outra? O que tu queres dizer por ‘outra’?”

Por causa do rosto questionador de Tio, Yue começou a sorrir enquanto respondia.

(Yue): “… Shia também gosta de mim. Pelo menos o tanto quanto gosta de Hajime. Eles são iguais mesmo que tenham significados diferentes… isso não é fofo?”

(Tio): “… de fato… Mestre e Yue, vós sois necessários para aquela garota… há poucas pessoas que podem se apaixonar com alguém que as trata com tanta indelicadeza. Essa pode ser a virtude dela. Hmm, esta pensa que entende o que Yue pensa de Shia… mas e quanto ao Mestre? Tu pensas que o Mestre pode se apaixonar por ela? Tu não entendes o charme daquela garota?”

Yue encolheu seus ombros como se esses fossem fatos ridículos e, desta vez, ela mostrou um sorriso provocante. Olhos semicerrados, bochechas coradas, ela lambeu seus lábios. Sua sedução transbordou de seu corpo apesar de ela ser pequena como uma garotinha. Homens e mulheres que estavam caminhando por perto pararam para olhá-la. Nos momentos seguintes, acidentes apareceram em vários locais; pedestres colidiram porque eles caminhavam enquanto seus olhos ainda estavam presos em Yue. Sensualidade transbordava também do corpo voluptuoso de Tio, mas ela estava ofuscada. Tio se lembrou da vez em que ela espiou Yue na última noite e ficou encantada com ela.

(Yue): “… eu quero aumentar as ‘pessoas importantes’ de Hajime. Contudo… apenas eu sou ‘especial’… se você acha que pode tomá-lo, então tente. Não importa o momento, o lugar ou que for… eu vou ser a vencedora”

“Você pode fazer isso?”, Yue insinuou essa declaração com um sorriso, e Tio recuou da força que ela sentia vindo do vazio da falta de expressões usual de Yue. Como ela se afastou inconscientemente, Tio revelou uma expressão de surpresa e ergueu ambas as mãos para mostrar que estava desistindo com um sorriso sem graça.

(Tio): “Bom… esta nunca pensou em começar uma briga. Esta sente que é o suficiente contanto que o Mestre abuse desta”

(Yue): “… uma pervertida”

Yue olhou para Tio com uma expressão espantada enquanto a pessoa em questão só ria alegremente. Assim, Yue, que imaginava que Tio estava tentando encontrar uma forma de se relacionar com elas quando ela começou tal conversa de propósito, só podia suspirar porque a pessoa da raça dos ⌊Ryujin que ela tanto admirava se provou ser uma pervertida. Contudo, ela sorriu ironicamente já que elas pareciam ser capazes de se dar bem.

Dessa forma, a distância entre Yue e Tio diminuiu um pouco enquanto elas saíam da butique e…

] BOOM!! [

(??? A): “Guwa!!”

(??? B): “Ahhh!!”

A parede perto do prédio foi imediatamente destruída e os gritos de dois homens podiam ser ouvidos de lá assim que eles apareceram com seus rostos plantados no chão. Junto a isto, vários homens também foram atirados de uma janela do mesmo prédio exatamente como no pinball[5] enquanto eles gritavam. Sons de destruição ressoaram de dentro do prédio, e com isso, a parede rachou e desabou como se o prédio tivesse recebido um terremoto severo.

Com várias dezenas de homens convulsionando com seus membros entortados em direções estranhas enquanto eles se alinhavam na rua. O prédio que não poderia mais aguentar o dano, finalmente desmoronou com um rugido tremendo.

Entre os espectadores que se espalhavam ao longe, Yue e Tio perceberam vozes e presenças familiares. Assim, elas ficaram em seus lugares e olharam dentro da poeira que se espalhava com expressões impressionadas.

(Hajime): “Ah, ah, essas duas presenças, como esperado…”

(Shia): “Huh? Aquelas não são Yue-san e Tio-san? Por que vocês estão aqui?”

(Yue): “… essa pergunta é nossa… vocês estão exagerando para um encontro”

(Tio): “Sérioooo, oras? Oh, Mestre, mas em que tipo de problema tu estas envolvido desta vez?”

Assim como Yue e Tio tinham percebido, o que apareceu da nuvem de poeira foram Hajime e Shia. Os dois deviam estar em um encontro agora, mas eles se aproximaram de Yue e Tio com armas familiares em seus braços. Ela estava vestindo roupas adoráveis, então a aparência de Shia, que carregava uma arma brutal, era realmente surreal.

(Hajime): “Ahaha, até eu nunca imaginei que isso iria virar esse tipo de encontro… esse desenvolvimento foi apenas… nós destruímos uma instalação relacionada a uma organização que trafica pessoas…”

(Yue): “… que tipo de desenvolvimento resultou em uma luta com uma organização clandestina?”

Yue mostrou uma expressão impressionada enquanto Shia dava uma risada seca. Tio estava olhando para Hajime pedindo por uma explicação.

(Hajime): “Bem, nós estamos precisando de ajuda no momento. Portanto, vocês podem me ajudar depois que eu explicar a situação?”

Assim que ele colocou [Donner] no coldre, Hajime jogou para longe os homens que caiam no chão como pedras enquanto eles obstruíam o caminho dele. Enquanto olhava para a pilha de homens com um olhar malicioso, Hajime começou a explicar a situação a Yue e Tio.


[1] Salão de música é um teatro onde eventos de músicas são realizados. Foi uma forma de entretenimento popular na Grã-Bretanha no século XIX que consistia de canto, dança, comédia, acrobacias e novidades. Sua popularidade declinou depois da Primeira Guerra Mundial (1914 a 1918) com o aumento da indústria cinematográfica.

[2] “Mar de Árvores Hartzena” foi alterado para “Mar de Árvores Haltina”.

[3] Shia encontrou um peixe com rosto humano no capítulo 049, quando eles estavam sendo “expulsos” do Grande Calabouço Raisen por Miledi.

[4] Escapismo ou desejo de evasão é o alívio ou a distração mental de obrigações ou realidades desagradáveis recorrendo a devaneios e imaginações.

[5] Pinball, ou flíper, é um jogo eletromecânico onde o jogador manipula duas ou mais “palhetas” de modo a evitar que uma ou mais bolas de metal caiam no espaço existente na parte inferior da área de jogo.