O garoto em uma jornada

Aos quinze anos, Rudel se tornou um adulto. Seu corpo cresceu e seus treinamentos o fizeram robusto. Nesse ponto ele já era capaz de usar ‖Magia Elementar‖ e, além de sua habilidade com espadas, ele até aprendeu a usar lanças e arcos… ele adquiriu muitas habilidades diferentes. Sua irmã Lena que o seguia por todos os lugares estava com oito anos. Seu corpo estava crescendo e ela estava recebendo uma educação parecida com a de Rudel.

Para Rudel, este ano seria extremamente importante. Foi decidido que ele iria para a academia particular na capital de |Courtois|.

(Lena): “Mano, você vai mesmo para a capital?”

Enquanto Lena atacava com sua lança, Rudel se defendia de seus ataques com sua espada e respondeu…

(Rudel): “Yeah. Você deveria pensar em ir também. Se você não for para a academia, você não conseguirá a qualificação para se tornar um Cavaleiro

Vendo o rosto triste de Lena, o coração de Rudel doeu um pouco. Quando ele finalmente entendeu essa coisa chamada solidão, Rudel descobriu que ela não era nada além de uma emoção problemática.

(Rudel): “Não se preocupe. Eu voltarei nos feriados prolongados e nas férias”

(Lena): “Mesmo!?”

Mesmo no meio de uma conversa tão emocionante, eles estavam trocando golpes com suas armas. As habilidades dos dois chegou a um nível onde parecia que estavam rindo enquanto tentavam se matar. O trabalho de pés de Lena e a precisão de seus golpes envergonhariam qualquer adulto. E Rudel podia se defender desses golpes enquanto levava uma conversa normalmente.

… se eles não fossem tão subestimados, talvez os dois seriam famosos em |Courtois| de uma maneira melhor.

Rudel era famoso… como um moleque estúpido que não podia lidar com a alta sociedade… essa era a fama de Rudel ao redor do mundo. Em |Courtois|, onde o filho mais velho era responsável por assumir a casa, era proibido que o filho mais novo pudesse herdar esse cargo.

Sentindo o suor grudando as roupas em seu corpo, Rudel fez uma pausa no treinamento. Respectivamente, Lena se sentou para respirar um pouco.

(Lena): “A academia é divertida?”

(Rudel): “Quem sabe? Para mim, é um lugar para eu me tornar um Cavaleiro… eu realmente não ligo se é divertido ou não… eu não iria preferir ir para um lugar divertido que não me tornasse um Cavaleiro

Rudel começou a cuidar de sua espada de treinamento enquanto respondia a pergunta de Lena. Lena também aprendeu a cuidar de suas armas e logo começou a manutenção de sua lança.

(Lena): “Como você se torna um Cavaleiro⌋?

(Rudel): “Você precisa terminar o curso regular, conseguir créditos suficientes para o curso de Cavaleiros e participar de exames escritos e combates”

(Lena): “Uuurrrhg… eu não me dou bem com exames escritos”

Quando a conversa terminou, Rudel percebeu que o Sol estava começando a se pôr. Assim, ele caminhou até a mansão. O relógio de seu estômago estava dizendo-lhe que era hora de comer.


Alguns dias depois, Rudel entrou em uma carruagem para a cerimônia de matrículas da academia. Com a descendência de um dos Três Lordes, a carruagem era extravagante e toda a mobília e os produtos para necessidades diárias era bem caros.

Os olhares dos civis quando viam tal carruagem era terrivelmente sombrio.

Não era um sentimento agradável ver o filho de um nobre os explorando para viajar em uma carruagem tão extravagante. Quanto àqueles que vieram se despedir dele, as atitudes de seus pais e dos servos não mudaram muito. Ao contrário, eles pareciam extremamente felizes.

[ “Ele finalmente está indo embora!” ]

Ultimamente, Rudel começou a se sentir sozinho. Nesses dez anos, ele tomou um cuidado especial para tratar todos com respeito. O fato de sua reputação ainda não ter mudado deveria ser sua própria culpa, ele pensou.

Ele percebeu que era difícil lidar com suas avaliações passadas, e ao mesmo tempo, ele pensou que isso só mostrava o quão desesperado ele era. Mas mesmo assim, Rudel queria ser um Dragoon.

Quando partiu, Rudel tinha uma carta de sua irmã Lena em suas mãos.

[ “Dê o seu melhor!” ]

Estas palavras sozinhas conseguiram animar seu coração… olhando pela janela da carruagem, ele olhou para os céus como costumava fazer. E nesse instante, ele viu o Dragão que ele tanto desejava cruzando os céus. Desesperadamente tentando esticar seu corpo pela janela como se tentasse pular por ela, ele continuou encarando o Dragão.

A fera, que logo sumiu de sua vista, agitou seu coração. “Poderia ser que o Dragão estava abençoando minha jornada?”

Rudel se iludiu… e usando isto como combustível, ele se decidiu a dar o melhor na academia.


Tendo visto um Dragão antes mesmo de chegar a |Academia de Courtois|, Rudel estava muito animado. Ele acabou entrando no que poderíamos chamar de especialidade da academia: o congestionamento ao redor dos portões. Mesmo assim, com toda sua animação, Rudel passou o tempo sem se importar com o resto do mundo.

Ele já havia lido tanto seu livro sobre Dragoons que já era possível ver os amassados na capa, e seus novos livros que seriam indispensáveis na escola… ele os lia para passar o tempo.

(Rudel): “Como eu pensei, este livro continua ótimo não importa quantas vezes eu o leio”

Era estranho para um garoto de quinze anos sorridente ler um livro parecido com um livro de gravuras? Talvez, pensando que sim, os estudantes admitidos na academia lançavam olhares enjoados para Rudel assim que passavam por sua carruagem.

Então, uma única jovem garota ergueu sua voz.

(???): “Que idiota. Lendo um livro de gravuras feito só para inflar o ego desses metidos dos Dragoons… humanos são mesmo selvagens… e vocês nobre estão além de qualquer ajuda”

Rudel teve uma reação exagerada contra essa voz. Colocando seu livro de lado, ele pulou da carruagem e encarou a garota. Cabelos verdes e orelhas longas… olhando para a garota que não poderia ser nada além de uma demi-humana Elfa, Rudel deu sua resposta.

(Rudel): “Eu quero que você retire o que disse…”

O próprio Rudel não pôde entender o porquê saiu da carruagem e se dirigiu à garota. Ele normalmente não daria a menor atenção as opiniões alheias… para ele reagir de forma tão exagerada com um estranho… Rudel se convenceu que estava apenas nervoso ao chegar em um lugar desconhecido.

(Rudel): “… me desculpe. Eu acabei exagerando”

(Garota): “Hah? O que você está dizendo? Mais importante, esse brasão na sua carruagem é o selo do Arquiduque Arses, não é? Então você é o filho mais velho do pior território de |Courtois|?”

Quando Rudel tentou acalmar os ânimos, a garota voltou a se exaltar. O governo da Casa Arses era terrível.

Ele sabia disso e se sentiu mal pelo seu povo. O próprio Rudel tentou conversar com seus pais inúmeras vezes, mas “não se meta nos nossos negócios!”, seria o que ele ouviria. Eles não o levavam a sério.

Ainda assim, para Rudel, a garota com olhos determinados continuou.

(Garota): “Que irresponsável! Quando há pessoas sofrendo por sua culpa, você está sentado lendo um livro de gravuras? Você não deveria estar fazendo alguma coisa mais importante!?”

A garota Elfo o deu um sermão com olhos arrogantes. Mas os servos na carruagem acenavam concordando com suas palavras sem qualquer sinal de que tentariam salvar Rudel. Ir contra o filho mais velho de um dos Três Lordes… isso não seria considerado apenas grosseria. O que a estudante Elfa estava fazendo poderia resultar em execução para toda a sua tribo.

Não era nada bom ter plebeus ridicularizando nobres. Os guardas nos portões da academia se reuniram para controlar a situação. Era algo que acontecia todos os anos, e eles já nem reportavam mais essas situações. Era um ciclo vicioso…

(Rudel): “Eu entendo que eles estão sofrendo. É por isso que eu vim para cá para aprender… se eu te ofendi de alguma forma eu peço desculpas”

Rudel não podia entender por que ele precisava discutir com esta garota. Normalmente ele só a ignoraria…

Todos os presentes se espantaram com a resposta de Rudel… era tão raro ver um nobre de alto nível se desculpar que eles nem sabia o que dizer.

Enquanto isso acontecia, um garoto atravessou o portão, vindo a pé como a maioria dos estudantes admitidos.

Ele vestia um traje esplêndido de nobre, mesmo que as roupas já estivessem um pouco gastas. Quando ele chegou perto da indescritível cena de Rudel e da garota, ele soltou uma risada.

(???): “Oy, oy. O que uma criança inexperiente como você está fazendo se aproximando de uma dama tão bela?”

???

Nenhum dos presentes conseguiu entender essas palavras. Nesse momento, todos ainda estavam tentando digerir o pedido de desculpas de Rudel… com certeza, se você analisasse a cena, poderia parecer que foi Rudel quem se aproximou da garota, mas…

Com cabelos dourados brilhantes, o garoto com olhos de uma combinação de azul e verde tão bonitos que eram ameaçadores. Um garoto tão bonito não era natural… em suas roupas, o Selo do Conde Hardie estava bordado em linhas douradas.

(Garota): “Não, nós já terminamos nossa conversa”

A garota Elfo rapidamente recuperou sua compostura, partindo para fugir do garoto Hardie e Rudel.

(???): “Huh? Esse evento deveria ter se transformado em um duelo para iniciar a missão dela… será que eu baguncei com a história um pouco demais?”

Aqueles em volta do garoto que ouviram seu monólogo consideravelmente assustador pensaram…

[ “Um duelo? Nos dê um tempo! Aquele cara é da casa de um dos Três Lordes! Seria nossa responsabilidade!” ]

Em nome da segurança dos soldados, Rudel e o garoto foram separados a força. Assim, a carruagem de Rudel ganhou a preferência para entrar na academia.

Esse era para ser o encontro entre o garoto “protagonista” e seu “arqui-inimigo” Rudel.