O garoto e a garota samurai

Um grande recesso no ano escolar. Junto a isso, Rudel voltou para sua casa. Mesmo tendo ido para a academia a apenas três meses, tudo parecia novo para ele e ele sentiu que amadureceu um pouco.

Mas não houve mudanças em seu tratamento na Casa Arses. Mais que isso… no momento que seu pai viu seu boletim, ele sentiu inveja do garoto que estava indo muito melhor do que ele foi em sua época. O pai de Rudel não foi um bom menino, e após perceber que seu filho idiota era mais talentoso do que ele, sua atitude teve uma mudança gritante.

(Pai): “Que utilidade tem esse pedaço de papel!? Não importa quanto um lixo humano como você se esforce, só será perda de tempo!”

O pai de Rudel já tinha depositado todas as suas expectativas em Chlust. O esperto e obediente Chlust… mesmo assim, o talentoso Rudel ultrapassou em todos os quesitos o jovem Chlust.

(Pai): “Seu rosto é uma visão por demais irritante!”

“Quando eles percebessem que eu não sou inútil, suas atitudes não deveriam mudar?”… a esperança de Rudel foi em vão…

Tendo experimentado várias coisas diferentes na academia, sua vida em casa ainda era a coisa mais dolorosa.


(Lena): “Mano? Quando você finalmente volta para casa, você não parece nada bem”

A meia-irmã de Rudel, Lena, ficou curiosa enquanto tomavam o café da manhã e levantou essa questão. Seu irmão, que normalmente toma seu café com sabor horroroso sem deixar nenhuma migalha para trás, mal tocara em sua refeição.

(Rudel): “Yeah… vejamos… hey. Por que você acha que eu sou tão odiado?”

(Lena): “??? Do que você está falando mano? Eu te amo muito”

Rudel recebeu o sorriso puro de sua irmã. Seu humor voltou a melhorar.

(Rudel): “Entendo… tem razão. Obrigado Lena”

Rudel refletiu… houve um tempo em que ele acreditava que as atitudes ao seu redor eram naturais. Mas agora, ele cresceu e ficou angustiado com o ódio contra ele… era com certeza por ele era fraco… ele se convenceu.

E ao mesmo tempo, Rudel sabia que devia valorizar as pessoas que tinham uma boa impressão dele. Daqui para a frente, ele iria certamente ter vários encontros importante.

(Lena): “Além disso, você nunca vai se tornar um Dragoon desse jeito. Meu irmãozão é uma pessoa que nunca perde a esperança”

Com essas palavras, Rudel sorriu. A reação de Lena o mostrou que ela não fazia ideia do que acontecia.

(Rudel): “Você está certa! Está totalmente certa! Não posso ficar depressivo para sempre. Quer treinar um pouco comigo?”

(Lena): “Yeah! Eu preciso mostrar o quão forte eu fiquei nesses três meses!”


Assim, o recesso acabou e Rudel voltou para a escola. Ele chegou a academia alguns dias mais cedo e, olhando ao redor, a única conhecida que ele conseguiu encontrar foi Izumi. Mesmo assim… ele nem ao menos perguntou se Izumi voltou para sua casa.

Com alguns doces de sua terra natal como presente, Rudel convidou Izumi para ir a cafeteria tomar chá. Ele trouxe com ele alguns bolos. Vendo eles, Izumi aceitou o presente com um pouco de culpa.

(Izumi): “Sinto muito. Eu não trouxe nenhuma lembrança”

Com essas palavras, Rudel perguntou sem pensar.

(Rudel): “Você não foi para sua casa? Por quê?”

Enquanto ela hesitou por um momento, Izumi entendia a personalidade de Rudel até certo ponto nesses três meses. Rudel raramente agia depois de ler o clima. Ele nem iria se incomodar com coisas que não o interessavam. Em contrapartida, ele tentaria o máximo para aprender tudo que tinha para se aprender sobre os temas em que ele tinha algum interesse…

Desistindo, Izumi explicou.

(Izumi): “Minha casa é muito distante e minha família nunca foi muito abastada. E eu sou uma mulher, não sou? Mesmo assim, aqui estou eu estudando em uma escola em uma país estrangeiro. Eu tenho alguns parentes que não pensam o melhor de mim. Seria difícil para você entender com nossas diferenças culturais”

Rudel escutou tudo isso seriamente. Para ele, ela ser uma mulher ou um homem não era um grande problema. Havia várias Cavaleiras entre os Dragoons. Era prova mais do que suficiente que mulheres podiam ser tão habilidosas quanto homens.

Além disso, ele estava interessado na esgrima oriental de Izumi. A primeira vez que ele viu sua fina e curvada “Katana”, ele ficou encantado.

Mas como deveria acontecer, Rudel não iria rejeitar a cultura dela.

(Rudel): “Há muitas coisas que eu não sei sobre a sua cultura, então eu não vou dizer nada sobre isso. Mas eu não acho que você precisa se desmerecer só porque é uma mulher. Você é forte e linda”

(Izumi): “Espera! O quê!? R-Rudel? Você bateu sua cabeça ou algo assim?”

O rosto de Izumi ficou vermelho. Mas ao mesmo tempo, ela se lembrou da personalidade de Rudel. De seu ponto de vista, Rudel poderia ser chamado de cabeça de vento. Às vezes ele iria realizar ações absurdas e, devido a isso, ele iria chamar muita atenção das pessoas ao seu redor. Mas ele trabalhava duro e, honestamente… Rudel era totalmente incapaz de flertar.

Era muito comum que ela ficasse preocupada por ele dizer qualquer coisa que viesse a mente, mas ouvir ele a chamando de linda foi algo que a fez feliz.

(Rudel): “O que aconteceu? Eu disse algo ruim de novo? Então eu vou me desculpar…”

(Izumi): “Hah. Não é isso. Nunca alguém olhou para mim e me chamou de linda antes… de qualquer jeito, você aproveitou sua viagem para casa?”

Izumi tentou mudar o rumo da conversa. Mas…

(Rudel): “Oh? Se minha viagem foi divertida? Eu estou mais interessado em aprender o que eu disse de errado”

Incapaz de fugir disso, Izumi cuidadosamente explicou para ele com seu rosto vermelho. Para dizer isso de forma um pouco mais indireta, ou ela se confundiu com o que ele disse com um rosto tão sério ou talvez… enfim, os dois dias antes da volta às aulas terminaram. Os poucos estudantes que estavam na academia assistiram Rudel e Izumi com olhares acolhedores.


O segundo semestre era o período com o maior número de eventos escolares. Os alunos do primeiro e segundo ano eram ensinados com as matérias básicas, portanto eles estavam ocupados com os estudos diários. Mas a academia era um lugar para formar Cavaleiros e Magos, poder de guerra e oficiais para o governo… os eventos eram feitos para ajudar nesses objetivos.

(Professor): “No próximo mês, nós vamos treinar a arte de caçar monstros. É um evento conjunto com todos os alunos do primeiro e segundo ano. E vocês não ganharão nenhum crédito[1] se não participarem”

Com a explicação do professor, a sala, composta quase toda por nobres, soltou várias vaias. Era um treinamento usando a floresta perto da academia. É claro, mesmo se você disser que era perto, ainda eram alguns quilômetros de distância… no treinamento de caça aos monstros, seriam ensinados como usar grupos para subjugar monstros que praticamente qualquer um poderia derrotar.

Era um treinamento de combate para gravar o trabalho em grupo em seus corpos. É claro, especialistas em caçar monstros estariam presentes no treinamento. Com a oposição entre as salas, era também um tipo de competição. E a sala que ficasse em primeiro lugar ganharia a honra de… bom, na verdade eles não ganhariam nada.

(Rudel): “Combate, eh… vai ser minha primeira batalha real”

Rudel estava animado com o treinamento em que todos estavam relutantes em participar. Ele poderia derrotar monstros que ninguém conseguiria, mas esses monstros normalmente apareciam em grandes números. Enquanto garantiam a segurança da academia, eles também estavam reduzindo a população de monstros, tornando a sessão de treino muito benéfica.

(Professor): “Então vamos começar a aula. Abram seus livros na página…”


Algo fora do comum estava acontecendo na floresta perto da academia. Árvores estavam caindo e os corpos de monstros fracos estavam espalhados por todo o lugar. Junto com um baixo grunhido, um corpo enorme coberto de pelos se movia.

(???): “Grrrrruuuu!!!”

Um único e poderoso Javali. Seus olhos vermelhos brilhavam com o cenário do massacre. Junto aquela cena anormal, o monstro que não pertencia aquele lugar desapareceu dentro da floresta.

Pele negra com linhas brancas cobrindo todo o seu corpo, um monstro que nunca tinha sido visto antes. Mas que segredos essa aparição de um “monstro que não existe” guardava…


[1] O sistema de créditos é muito comum em universidades. Para cada matéria que o aluno estuda, ele recebe uma quantidade de créditos que são somadas em seu currículo acadêmico. Para se formar em algum curso você precisa de uma quantidade mínima de créditos.