O jovem homem, a mulher com olhos negros e a senhorita

Aceitando um trabalho de aventureiro, Rudel e companhia foram até uma cidade muito distante da academia. Ele já tinha completado um bom número de trabalhos, então desta vez, ele queria tentar uma missão mais difícil na fronteira. Quanto mais você se afasta da capital, mais monstros você irá encontrar. Isto é em parte devido a área de atuação das brigadas de Cavaleiros, mas monstros normalmente se estabeleciam em lugares com poucos humanos.

Sendo assim, a distância da capital fez com que a viagem deles durasse alguns dias. Por isso Izumi estava ausente. Como ela planejava se tornar uma Alta Cavaleira desde o início, Izumi tinha pouco tempo livre. Mas quão cruel seria aumentar a dificuldade deles ao diminuir o número de combatentes no grupo… seguindo essa lógica, Vargas foi arrastado nessa viagem.

(Vargas): “… sabe, eu nem mesmo tenho certeza sobre o que dizer neste ponto”

Enquanto Vargas estava em negação, Eunius permanecia animado. E enquanto eles seguiram para o seu destino em uma carruagem balançante, Rudel e Luecke estavam lendo livros. A propósito, Basyle estava dormindo.

(Rudel): “É raro ser capaz de exterminar monstros quando se está na escola Vargas”

Rudel guardou seu livro e disse isso. Vargas suspirou antes de responder.

(Vargas): “Hah. Assim que eu virar um Cavaleiro, gostando ou não, eu vou ter que lidar com eles… além disso, exterminar um Ogro? Eu tenho a necessidade de dizer que você é um idiota”

O trabalho desta vez era exterminar um Ogro solitário que estava sendo visto com frequência ao redor de uma vila. Se eles estivessem em grande número, os Dragoons ou as brigadas de Cavaleiros seriam mobilizadas, porém… o fato era que ele estava sozinho e não houve nenhuma morte, o colocando no fim da lista de prioridades.

E havia poucos aventureiros capazes de derrotar Ogros. Alguns, ou melhor, se eles eram tão fortes, eles deveriam deixar de ser aventureiros e encontrar trabalho com algum nobre rico como Basyle fez.

(Luecke): “Um Cavaleiro não deve ficar se queixando. E como um Cavaleiro, você não precisa jurar proteger o povo?”

Luecke continuou lendo enquanto repreendia Vargas. “Eu definitivamente fiz um juramento! Mas quando você pensa eu passar sua curta vida escolar em um lugar desses”… era natural que ele estivesse preocupado.

(Eunius): “Mais importante que isso, o que nós vamos fazer sobre a formação? Eu quero ficar na vanguarda! Além disso, eu não posso ficar em outra posição!”

Totalmente animado, Eunius sinceramente esperava enfrentar um Ogro. Na carruagem, Basyle se virou enquanto dormia, ficando em um estado pouco adequado para uma dama… Vargas, Eunius e Luecke a concederam um olhar, mas Rudel colocou um lençol sobre ela.

(Vargas): “… só um pouco… não, talvez esta viagem não seja tão ruim”

Encontrando sua motivação para viajar, Vargas parou de reclamar. Enquanto isso, Eunius se queixou com Rudel porque ele queria olhar um pouco mais.


Assim que os cinco saíram para esse trabalho, houve um movimento entre as brigadas de Cavaleiros. Cattleya retornou temporariamente da fronteira pra reportar. Enquanto ela era uma Dragoon, ela era aclamada como um gênio, até mesmo pela família real. Quando tal garota foi enviada para as fronteiras da nação, os Cavaleiros que não gostavam dela podiam a criticar sem medo.

O relatório dela acabou. Cattleya voltava para o seu Dragão quando alguns Cavaleiros de rank mais baixo falaram com ela.

(Cavaleiro A): “Já faz algum tempo ‘prodígio’. Você está de volta?”

(Cavaleiro B): “Não seja estúpido, não tem jeito de Cattleya voltar. Ela comprou briga com os Três Lordes, então ela vai passar o resto de sua vida nas fronteiras”

(Cavaleiro C): “Oy, oy. Já é bem incrível alguém sobreviver depois de brigar com os Três Lordes! Certo senhorita Cattleya que ofereceu seu corpo?”

Ignorando essas palavras, Cattleya se apressou até seu Dragão… ela não podia aguentar isso. Até esse ponto, ela tinha pouco interesse no status de Dragoon com o qual tantos sonhavam. Mas sendo expulsa para a periferia da nação, através da vida dura que ela enfrentava dia após dia, ela começou a desejar recuperar sua vida na capital.

E com o seu noivado com Rudel, de alguma maneira, a história mudou para um ponto onde ela ofereceu seu corpo para ter sua vida poupada. Isso só servia para irrita-la ainda mais.

Em sua irritação, Cattleya continuou a caminhar. Uma companheira Dragoon a chamou… era Lilim.

(Lilim): “Já faz muito tempo Cattleya”

Ela a cumprimentou da mesma maneira que sempre fez, mas Cattleya não permitiria isso. As emoções dela estavam descontroladas e ela achou o comportamento típico de Lilim muito irritante.

[Cattleya]: (“Quando eu sou a mais talentosa, por que ela conseguiu a promoção enquanto eu fui mandada para as fronteiras… certo. É tudo culpa daquele garoto! Rudel! Se ele não estivesse lá!!!”)

Até mesmo ela não sabia o porquê de suas emoções estarem tão incontroláveis. Assim, Cattleya ofereceu um pouco de cinismo para Lilim.

(Cattleya): “Qual o problema ‘Capitã’ Lilim? Conversando com alguém como eu… você está tentando se gabar? Já que você foi promovida logo depois que eu parti, você quer esfregar isso na minha cara?”

Com o cinismo evidente de Cattleya, Lilim ficou um pouco surpresa. Ultimamente, Cattleya estava agindo de forma estranha. Especialmente quando se referia a Rudel. E ela foi mandada para as fronteiras. O orgulho dela era alto desde o início, então talvez os sentimentos dela só estivessem confusos. Enquanto pensava dessa forma, Lilim não estava nervosa.

(Lilim): “Eu não vim me gabar, eu simplesmente estava curiosa para saber como estão as coisas com você”

Sentindo que estava sendo controlada por algo perverso, Cattleya disse palavras que ela nunca diria normalmente. O segredo de Lilim era algo que ela não queria comentar com ninguém.

(Cattleya): “Elas estão péssimas! Todos estão dizendo que eu ofereci meu corpo para um homem que eu nem mesmo gosto! Mas talvez eu seja melhor do que você. Comparada com a ‘Mulher de Olhos Negros’ que foi abandonada por seu noivo, eu posso me casar quando eu quiser”

“Mulher de Olhos Negros”. Esse era o segredo de Lilim. O motivo para ela não abrir seus olhos estava relacionado com uma característica élfica onde a qualidade da magia de indivíduo influenciava na cor de seus cabelos e olhos. O cabelo verde de sua irmã mais nova, Millia, mostrava que mesmo entre irmãos de sangue, cores completamente diferentes podiam aparecer.

… e nos olhos de Lilim, a superfície era totalmente negra. A qualidade mágica e a quantidade que ela possuía a colocavam no topo do rank entre os Elfos. Esse foi o motivo para ela ter sido abandonada por seu noivo.

(Lilim): “… o que você disse?”

Abaixando um pouco sua cabeça, os punhos de Lilim tremeram. Mas Cattleya continuou e deu o golpe final.

(Cattleya): “Eu te chamei de mulher de olhos negros capitã! Bom, graças a isso, você tem a sorte de poder fugir de um casamento com Rudel. Não, talvez essa seja sua última chance”

Com essas palavras, Lilim se afogou na ira. E desta vez, Lilim estava sendo controlada por algo maligno… por outro lado, Cattleya conseguiu assumir o controle de suas emoções de uma forma que até a surpreendeu… e ela entendeu o quão terrível suas ações foram e quão terrível era a situação em que ela se colocou.

(Lilim): “Cattleya!!!!!!”

Depois disso, a luta entre duas Dragoons em atividade se desdobrou.


Perto de uma cidade próxima da fronteira, os soldados do |Império Gaia| se disfarçaram e entraram. A missão deles:

“Testar o Ogro fortalecido”

Esse era o objetivo deles. Par isso, eles fizeram um pedido de trabalho, e depois de fazer o teste com aventureiros, eles iriam fazer testes com os Cavaleiros de |Courtois|. Esse era o objetivo deles se infiltrando no país inimigo.

E a pessoa que aceitou esse pedido de trabalho foi Basyle. Naturalmente, Rudel e os outros também estavam participando disso.

Longos cabelos louros enrolados, uma jovem garota vestindo roupas de alta classe era a capitã deste experimento. Ela veio de uma aclamada casa nobre do |Império|, seu nome era Mies Liquorice. Ela possuía atributos bem desenvolvidos para alguém de sua idade e dava a impressão de ser uma jovem senhorita distraída. Havia uma razão para ela ter sido obrigada a conduzir testes com este Ogro fortalecido em um país inimigo.

Relaxando em uma estalagem de alta classe da cidade, ela e seus soldados precisavam urgentemente preparar uma arma poderosa para o |Império| que estava na beira de um colapso devido a uma série de problemas. Para atravessar a fronteira, ela preencheu os papéis adequados, então não era nenhum crime.

Ela só pensou que estava indo para |Courtois| para realizar alguns testes… só isso e nada mais. Mas com complexas lutas pelo poder envolvidas, esta missão tinha o objetivo de eliminar Mies e a Casa Liquorice.

Sem estar consciente disso, Mies trabalhava de forma arrogante com seus subordinados (que estavam conscientes da situação) enquanto ela esperava pelo início da missão.

(Mies): “Os aventureiros ainda não chegaram? Já faz três dias! Estou ficando cansada desta vida na fronteira!”

Em resposta ao egoísmo de sua chefe, os subordinados sentiram pena ou desprezaram ela.

(Subordinado A): “Eu acredito que isso levará alguns dias… afinal, todos os lutadores habilidosos estão reunidos no centro de |Courtois|

(Mies): “Hah. Então eu estou esperando apenas por alguns meros aventureiros… pensar no número de dias que vai levar para uma brigada de Cavaleiros chegar até aqui realmente é desanimador”

Mies disse isso enquanto ela se deitava em seu sofá de alta classe.

Esta missão que envolveu o grupo de Rudel e os relacionamentos entre Dragoons acabou se tornando uma grande bagunça. Este era um evento que não estava presente no roteiro original.