Superando Marty (Parte 04)

Em um quarto do dormitório feminino que apenas os nobres mais importantes do que as Grandes Casas poderiam usar…

Fina, a dona do quarto, abraçava seus joelhos na cama enquanto silenciosamente murmurava sozinha. Desde que os cafunés de Rudel foram selados, a vida de fofuras dela subitamente se distanciou de seus planos.

Neste ponto, apenas sua melhor amiga, a Gata Branca Mii, continuava a visitar seu quarto para brincar. A Gata Negra Ness disse que Rudel era seu único mestre e não deixaria Fina a acariciar. Ela também gostava da atitude fria de Ness e não reclamou, mas ela começou a ansiar pelos momentos divinos de quando Rudel estava ali.

(Fina): “Aquela maldita de cabelo preto… se ela apenas não estivesse aqui, eu estaria percorrendo o caminho até a conquista das fofuras neste momento!”

Enquanto Fina continuava murmurando sem expressões, sua capitão da guarda, Sophina, observava assustada.

[Sophina]: (“O que devemos fazer? As duas Princesas deste país estão perdidas. Uma delas está obcecada com um plebeu, enquanto a outra definitivamente não está nem aí com seu país. Nós só temos essas duas… nós só temos duas Princesas, maldição!”)

(Fina): “É isso! Eu só preciso matá-la e tomar o mestre para mim!”

(Mii): “Pr-princesa! Você não pode. Rudel-sama ama Izumi”

Mii tentou acalma-la, mas Fina pegou a faca escondida em sua mesa. Era uma faca envenenada que ela pediu para Mii comprar para ela.

(Mii): “Is-isso não é bom Princesa!”

(Fina): “Não me impeça Mii. Eu não tenho escolha além de fazer isso!”

(Sophina): “Pare já com isso Princesa!”

Mii gentilmente tentou falar com ela, mas sua guarda Sophina foi fria.

(Fina): “Por que você está se passando por uma boa garota? Olhando para o meu mestre como uma donzela apaixonada na sua idade! Só entenda de uma vez!! Se você quiser flertar com o mestre, sua única escolha é me ajudar na construção do harém do mestre! Se nós fizermos isso, então eu posso fazer isso e aquilo com Mii e Nesse e… merda, estou babando. De qualquer forma! Se você me ajudar, eu vou te escolher como uma das amantes, então me empreste sua força!”

Quando Fina enfatizou isso sem expressão nenhuma, todas as presentes deram um passo para trás. Sophina imaginou tal futuro em sua cabeça…

(Sophina): “Ma-mas há coisas que você simplesmente não pode fazer!”

(Fina): “Você imaginou isso, não imaginou? Seu corpo ficou quente quando você imaginou ********** do mestre, sua **********!”

Ela acertou o alvo e Sophina não tinha como responder. Mas a boca dela era muito suja para uma Princesa. Sophina tentou avisar ela quando todas no quarto repentinamente desmaiaram e uma névoa negra as envolveu.


(Sophina): “H-huh? O que foi que eu… espere, Princesa!”

Assim que Sophina recobrou a consciência, ela encontrou Fina caída no chão revelando o branco de seus olhos. Segurando a faca de brinquedo que ela pensava estar envenenada em suas mãos, “Cabelo pretoooo”… ela murmurava em seu sono enquanto estava deitada. Sophina achou ela bastante assustadora, mas ela tinha confirmado a segurança da Princesa.

(Sophina): “Graças a Deus. Ela só está inconsciente. Mas é melhor leva-la para a enfermaria… eh!?”

O alívio dela ao confirmar a segurança de Fina foi algo bem temporário… Fina subitamente agarrou o pé de Sophina.

(Fina): “Huh? O que eu estava tentando fazer?”

(Sophina): “Pr-princesa, você está bem?”

De forma parecida, Mii recobrou a consciência também. E Mii olhou para a faca que Fina segurava em suas mãos antes de explodir em lágrimas e se desculpar.

(Mii): “Eu-eu sinto muito Princesa! Essa faca é falsa. Eu-eu… não sabia onde eles vendiam facas com veneno e eu acabei dando a você a faca de brinquedo que o vendedor da loja empurrou para mim!”

As Altas Cavaleiras checavam tudo o que estava acontecendo, então seria impossível levar qualquer material perigoso. Elas já tinham confirmado que isso era uma faca de brinquedo e estavam conscientes da situação. A única que não sabia era Fina. Mas vendo Mii chorando e se desculpando, Fina falou…

(Fina): “Está tudo bem Mii. Eu sinto muito por fazer você passar por tanta dificuldade… eu te pedi o impossível e fiz você chorar”

[Fina]: (“Que fofa, que fofa… como punição, eu não vou te deixar dormir a noite. Você vai ronronar do anoitecer ao amanhecer!!”)

Se esquecendo de Izumi, Fina se moveu como seus desejos a mandaram.

(Sophina): “Princesa! Antes disso, vamos até a enfermaria!”

[Sophina]: (“E ao psiquiatra enquanto estamos lá”)


Fora do quarto da Princesa, uma sombra negra rastejou pelo chão apenas para se esconder nas sombras do corredor. Notando que algo estava errado no quarto, as Altas Cavaleiras do lado de fora entraram, então elas nunca notaram.

[Sombra]: (“Es-esses são sentimentos tão sombrios que chegam a ser repulsivos. Mas com isto, eu consegui algum poder… Rudel, apenas aguarde. Desta vez, eu vou matar você e vou fazer a história voltar a seu rumo original… erk, eu me sinto doente. Esta mistura de fofura e luxúria está revirando meu estômago!”)

A sombra fugiu do dormitório das garotas com dor. Nascida de Cattleya, tomada por Lilim, e mesmo agora, essa névoa negra estava reunindo o ódio para tentar matar Rudel. Devido ao fato de ela apenas acumular o ódio de mulheres, ela estava começando a tomar a forma e a voz de uma garota. Ainda assim, ela o odiava.


Por volta desse momento, Rudel estava na enfermaria. Ele estava visitando Vargas. A cerimônia de graduação e celebrações tinham acabado, nesse pequeno intervalo de tempo onde os alunos do quinto ano podiam relaxar, Vargas estava hospitalizado. Traços de um golpe no rosto aliados a bandagens ao redor de seu corpo criavam uma cena bem lamentável.

(Rudel): “Você se machuca com frequência Vargas”

(Vargas): “Não tanto quanto você”

Depois que a festa acabou, Vargas recebeu um ataque dos outros garotos. Havia muitos motivos. Seu casamento com a serva da Casa Arses, Basyle, foi decidido e, acima disso, sua nomeação como Cavaleiro da brigada da Casa Halbades dos Três Lordes, foi confirmada.

Não apenas ele conseguiu fazer de Basyle sua esposa linda do tipo irmã mais velha (algo que todos os garotos sonhavam), ele foi promovido a um nível que um plebeu só poderia sonhar. Enquanto esse era um emprego que levava em conta as habilidades dele, normalmente, ele deveria ter obtido alguma experiência primeiro. Alguns professores também participaram desse ataque.

(Rudel): “Mais importante ainda, me escute! Seu escudo finalmente está completo! Luecke está trazendo ele agora, então eu mal posso esperar”

(Vargas): “Hah!? Eu não ouvi nada sobre isso”

(Basyle): “Foi um pedido meu”

Sentada ao lado da cama de Vargas, Basyle sorriu enquanto respondia. Basyle já tinha dado a Rudel sua espada de presente. Era um belo item usando materiais excessivamente valiosos, e Rudel se alegrou e se sentiu mal e os desejou ainda mais felicidades.

(Vargas): “Vo-você fez isso?”

Assim que o rosto de Vargas corou, Luecke entrou na sala. Mas suas mãos estavam vazias.

(Luecke): “Mh, então Rudel está aqui”

(Rudel): “Yeah, eu queria ver o escudo completo. Eu escutei que seria algo incrível”

Ouvindo isso, “Eu sei, não é? Não é?”, Luecke disse enquanto ele alegremente acenava para os servos do lado de fora do quarto. Logo… três servos trouxeram uma armadura completa junto de um enorme escudo.

(Vargas): “Es-espere um segundo. Aquilo não é uma armadura?”

Assim que Vargas falou, Luecke fez uma cara como se dissesse “Do que é que você está falando?” enquanto ele respondia.

(Luecke): “É claro que é. Um conjunto de armadura da brigada oficial dos Cavaleiros da Casa Halbades e um escudo mágico especial que eu mesmo elaborei. É uma peça incrível… só escute isto, ele foi feito com cinco metais especiais para ficar leve e resistente! Ele custou uma pequena fortuna, mas vale cada centavo”

Ouvindo isso, Rudel falou…

(Rudel): “Huh? Então você acabou usando os cinco mesmo? Você não tinha dito da última vez que isso ficaria acima do seu orçamento?”

(Luecke): “Na época eu não podia fazer nada. Eu planejei contrata-lo pessoalmente, mas como o interesse do meu pai despertou, nós decidimos torna-lo um Cavaleiro oficial. Graças a isso, nossos fundos aumentaram e nós até conseguimos modificar a armadura”

Ouvindo a conversa de Rudel e Luecke, os sorrisos de Basyle e Vargas congelaram. A quantia monetária que gradualmente subia estava em um nível completamente absurdo. Os dois finalmente começaram a entender que Rudel realmente era um nobre de alto nível. E nesse momento, Eunius correu até a sala da enfermaria.

(Eunius): “Hey, ninguém me avisou! Por que Vargas está entrando na brigada de Cavaleiros brotos de feijão da casa de Luecke?”

Assim que Eunius invadiu o quarto sem fôlego, Luecke friamente o atacou.

(Luecke): “Enquanto você estava sentado contando seus troféus, minha casa estava reunindo pessoas dignas para nossa brigada de Cavaleiros. E os Cavaleiros bombados e sem cérebro da sua casa não precisam de nenhum talento”

(Eunius): “Desgraçado, você realmente é uma fuinha detestável! Devemos resolver nossas diferenças aqui e agora?”

Mesmo suas bocas formando sorrisos, seus olhos estavam completamente sérios. Basyle e Vargas enviaram olhares que pediam por salvação para Rudel enquanto ele sorria para Luecke e Eunius.

(Rudel): “Eu desejo que vocês dois encontrem a felicidade”

Mas a mensagem não foi transmitida. Ele os abençoou com um sorriso extremamente belo, fazendo com que eles não pudessem dizer mais nada. Mas para esses dois, uma Deusa da salvação de fato surgiu.

(Izumi): “O que vocês estão fazendo na enfermaria? Vocês estão incomodando a todos, então é melhor vocês pararem. Rudel, não fique apenas olhando, você precisa detê-los”

Assim que uma irritada Izumi entrou na enfermaria, Rudel rapidamente reagiu e se desculpou. Então, os dois relutantemente pararam sua briga. Vargas e Basyle ficaram tranquilos, mas na entrada das salas dos doentes, um indivíduo familiar estava encarando Izumi.

(Fina): “Me-mesmo você não passando de uma cabelo preeeetoooo!!!”

(Sophina): “O que você está fazendo Princesa!? Se apresse e venha ser examinada logo!”

Olhando para o rosto sem expressões de Fina, Vargas e Basyle rezaram pela felicidade de Izumi.