Os quatro idiotas e a desordem das fofuras

O alvoroço causado pelo duelo de Luecke logo chegou aos ouvidos do diretor da academia. Não havia forma de a academia permitir um duelo entre filhos legítimos das Casas dos Três Lordes e eles estavam sendo pressionados a como responder. O problema não estava apenas em Luecke, mas também havia o fato de que Eunius consentiu com o duelo. E enquanto os dois tentavam discutir na hora, Rudel pôs um fim a isso.

Mas a razão para ele parar a briga não era porque lutar era ruim. Ele propôs que eles escolhessem um local adequado para o duelo. Como Rudel simplesmente adicionou combustível ao fogo, aqueles que estavam envolvidos o amaldiçoaram enquanto pensavam em um plano.

Eles pensaram e refletiram… e decidiram seguir a ideia que o diretor teve.


(Rudel): “As partidas individuais do segundo termo? Com certeza eu não tenho reclamações sobre o tempo e lugar. Parece que Eunius ia participar desde o início e mesmo se Luecke faça sua inscrição agora, tenho certeza que ele vai ter tempo. Como a academia propôs isso, ele provavelmente vai ser admitido mesmo que se atrase”

Ouvindo a notificação da academia, a reação de Rudel foi equilibrada. Não era como se ele não pensasse em nada sobre um duelo entre amigos. Mas uma vez seria o suficiente, Rudel pensava que era necessário para os dois duelarem com seriedade.

(Ex-Deusa): “Isso não é terrível? Como um amigo, essa não é uma resposta terrível Rudel?”

(Rudel): “Por que você acha isso? Do ponto de vista de vocês Deusas, este não seria um desenvolvimento satisfatório?”

Ouvindo isso, a ex-Deusa pensou. Duas pessoas que normalmente não se davam bem iriam duelar e seriam honestos com seus sentimentos…

(Ex-Deusa): “Isso é o melhor! Quer dizer, não, você é o pior! Se você é amigo deles, você deveria ao menos mediar a briga deles”

Ela mostrou um enorme sorriso enquanto repreendia Rudel. Rudel entregou um bolo a ela para cala-la um pouco e passou um tempo pensando. Os dois não se davam bem, mas eles compartilhavam preocupações comuns e não seria estranho se eles se entendessem na academia. Ou foi o que ele pensou. Na verdade, Rudel se dava bem com os dois.

Mesmo que suas casas fossem diferentes, havia algo chamado senso de distância. Se eles se odiassem, eles poderiam apenas se afastar, mas os dois permaneciam lado a lado. Rudel achava isso um mistério.

(Rudel): “Eu tenho certeza que os dois são na verdade amigos”

(Ex-Deusa): “??? Eu realmente acho que eles não se dão bem, sabia? Eles só andam juntos porque você está por perto, ou porque é interessante estar com você?”

Ouvindo as palavras da ex-Deusa, que terminou seu bolo, Rudel se perguntou se era esse o caso. Mas ele decidiu que este duelo seria o lugar perfeito para eles resolverem suas diferenças que estavam se acumulando. E antes que ele pudesse pensar em outra pessoa, Rudel queria priorizar em polir o controle de seu próprio poder.


Luecke treinava com sua espada sozinho no pátio do dormitório dos garotos. Quando se tratava de batalhas, ele normalmente usava magia da retaguarda, então ele precisava polir suas habilidades em combate a curta distância que estavam em falta. Irritado como estava, Luecke estava totalmente consciente de que ele não poderia derrotar Eunius em um combate a curta distância.

(Luecke): “Quão longe eu posso ir nesse curto período de tempo… não, de que adianta ficar lamentando? Esta batalha é a única que eu não posso perder. E não tem jeito de eu perder para aquele cara (Eunius)!”

Luecke aprendeu um estilo de esgrima focado em estocadas, mas ele tinha menos talento do que Rudel. A experiência que ele tinha não chegava aos pés de Eunius ou Rudel.

Era assim que ele era, mas não era como se ele não tivesse uma chance. Magia… ele era mais habilidoso nisso do que qualquer um, e o talento e experiência e conhecimento que ele acumulou eram muito maiores do que os dos dois. Mesmo com essa magia, ele não conseguiu enfrentar Rudel no passado, então ele era incapaz de ficar convencido com isso.

Ele tinha um trunfo, mas querendo outra mão para jogar, Luecke aprimorou sua esgrima.


Por outro lado, Eunius também tomou uma ação surpreendente. Ele apareceu no campo de treinamento de magia, lugar que ele nunca se aproximaria. Como ele normalmente lutava mais com sua espada, Eunius negligenciou aquilo que chamamos de magia.

Você poderia dizer que isso mostrava com clareza quão alto era o seu talento com a espada, mas ele entendia que só isso não era o suficiente para vencer.

Suas lutas com Rudel mudaram Luecke e Eunius. Ele ainda estava polindo sua esgrima, mas certamente, Luecke iria esperar isso e pensaria em contramedidas. Foi o que Eunius pensou. Então ele decidiu rapidamente adquirir alguma magia.

(Eunius): “Tsk, aquele cabeça dura… mas, bem, esta é uma boa oportunidade. Não é algo ruim ter uma luta séria”

Eunius falou com seu sorriso feroz. O que ele queria era uma magia que ele pudesse usar em um combate real. Ele conhecia várias magias ensinadas na academia, mas se ele não pudesse usa-las em combate, elas seriam inúteis. Com isso em mente, Eunius se lembrou da magia que ele recebeu de Rudel.

Tocando suas mãos em seu peito, Rudel usou um método violento para atingi-lo com magia de um ponto cego.

(Eunius): “Eu não posso apenas perguntar a Rudel, isto é algo que eu devo resolver sozinho. Eu não quero perder para aquele cara (Luecke) afinal”

Eunius se levantou diante da parede construída para ser atingida por magia e de sua memória, ele tentou imitar Rudel. Mesmo que fosse uma imitação, ele não tocou sua palma contra a parede. Cobrindo seu punho com |Mana, ele golpeou.

O impacto machucou seu punho, mas uma rachadura se espalhou pela parede.

(Eunius): “Isso dói para diabo! Se eu continuar com isto, minha mão vai quebrar… eu devo colocar mais |Mana? Diferente de uma espada, parece mais fácil para controlar, mas o timing é mais difícil”

Eunius se lembrou de quando Rudel usou isso. Desta vez, ele colocou mais do que o dobro de |Mana e atacou a parede.

(Eunius): “Isto vai levar algum tempo…”

Eunius olhou para a parede destruída enquanto murmurava. Ele não acertou o timing, mas a parede foi obliterada. Normalmente, isto não seria um problema, mas seu oponente era Luecke. Quando se tratava de magia, Eunius reconhecia que ele era muito superior e ele não poderia ficar satisfeito com esses resultados.


(Aleist): “Eu-eu estou acaaaabadoooo!!!”

A mudança de classe de Aleist para Cavaleiro Negro exigia artes marciais como um dos pré-requisitos e, apesar de ser difícil dizer que isso foi resolvido com segurança, ele teve sucesso. Treinando durante alguns meses, Aleist definitivamente cresceu. Como prova de seu status como Cavaleiro Negro, ele podia agora controlar a escuridão de sua sombra. Ele estava com lágrimas nos olhos pelo entusiasmo.

Mas para os homens da tribo dos Tigres, tal coisa era irrelevante. Mas do que isso, odiando fazer as coisas pela metade, eles fizeram Aleist aprender suas artes marcias com um pouco de animação.

(Homem-Tigre A): “É claro que há mais por vir seu idiota! Hoje nós começaremos do básico de novo”

(Homem-Tigre B): “Então você chegou tão longe… finalmente, nossos mais preciosos desejos também devem…”

(Homem-Tigre C): “Por nossos irmãos mais velhos que já se graduaram, nós iremos aprender a parte deles também!”

(Aleist): “Eh? Não. Nós podemos terminar com isto aqui, então eu vou falar com Rudel e…”

(Homens-Tigre): “Calado e volte ao trabalho!!!”

(Aleist): “Qu-que absuuurdoooo!!!”

Os problemas de Aleist continuaram…


No momento em que Aleist estava gritando, Rudel estava praticando a união do corpo e da mente. Com o rápido crescimento de suas habilidades físicas e mágicas, se tornou bem frequente que elas ficassem fora de controle. Quando ele tentava usar magia, não seria apenas uma ou duas vezes que ele seria mandado para longe por seu próprio poder. A potência era diferente demais e o que ele precisava fazer era algo parecido com reaprender a se controlar.

E para Rudel, a maior de todas as razões para ele praticar meditação eram as palavras de Lena. Quando ele estava se garantindo que não estava consciente de Izumi, as palavras de Lena o faziam vacilar.

Se lembrando disso de novo, Rudel perdeu sua concentração mental e se levantou. Quando sua irmã descobriu sua mentira, ele não tinha escolha além de admitir isso. Ele não colocou em palavras, mas Rudel definitivamente mentia quando o assunto era Izumi. E mesmo se tratando de suas ações, ele planejava esconder seus sentimentos.

Desta vez, ele tentou praticar com sua espada de madeira. Mas até seus golpes não tinham uma fração de seus ataques usuais.

(Rudel): “Se eu estou assim, então eu não tenho tempo para me preocupar com aqueles dois”

Rudel olhou para cima enquanto murmurava.


(Fina): “Aleist-dono está treinando com os garotos da tribo dos Tigres?”

(Sophina): “Parece que sim. Parece que ele passou as férias na academia treinando artes marciais”

As longas férias acabaram, Fina voltou para a academia. A capitã de sua guarda, Sophina, voltou antes para fazer os preparativos para a chegada da Princesa. Graças a isso, ela ouviu alguns dos rumores da academia e contou a Fina.

No quarto sempre limpo de Fina na academia, a Princesa se sentou no sofá enquanto bebia chá preto. A pessoa em questão estava encantada por escapar de sua vida rigorosa no palácio, mas… o relatório de Sophina a deixou furiosa.

(Fina): “Parece que ele está trabalhando duro”

[Fina]: (“A-aquele maldito gay! Você quer dizer que ele esteve fofurando com todos os homens da tribo dos Tigres enquanto eu estava fora!? Mesmo eu sendo forçada a uma vida sem fofuras no palácio, mas aquele Aleist… eu vou colocar uma maldição nele!”)

(Sophina): “Sim, ele tem sua própria parcela de problemas. Aliás, Luecke-dono da Casa Halbades vai participar dos torneios individuais deste ano. Parece que ele causou um tumulto desafiando Eunius-dono para um duelo”

(Fina): “Minha nossa”

[Fina]: (“Como se eu ligasse! Enrolando no relatório do mestre e dizendo nada além de informações inúteis… é por isso que sua última entrevista de noivado foi um fracasso”)

(Sophina): “Sim e sobre Rudel-sa… -dono! Aparentemente, ele trouxe sua irmã aqui. Ele a mostrou a academia e eu escutei um relato de que ela era uma garota muito interessante”

(Fina): “Irmã? Você está falando de Erselica-san?”

[Fina]: (“Eu acho que essa garota existe. Apesar de realmente não me lembrar dela”)

Enquanto Fina pensava nessas coisas terríveis, seu rosto sem expressões e respostas ponderadas a faziam ter certeza que sua oponente nunca notaria. Mas o relato de Sophina trouxe uma súbita mudança a isso.

(Sophina): “Não, parece que ela é a filha de uma amante do Arquiduque Arses. Uma garota com raros cabelos pretos. Eu escutei que ela se dá consideravelmente bem com Rudel”

(Fina): “Co-como é? Cabelo preto? Entendi, então o motivo para ele gostar de cabelo preto é a sua irmã…”

(Sophina): “Pr-princesa?”

(Fina): “E pensar que meu mestre fosse um homem com preferências tão altas. É por isso que ele mantém ‘aquela mulher’ a seu lado para preencher o vazio”

[Fina]: (“Hmm, então eu finalmente descobri o motivo para ele gostar de cabelo preto. Para resumir, é o fator irmãzinha! E assim que eu colocar minhas mãos nisso, minha era vai chegar! Os tempos estão mudaaaandoooo!!!”)

Deixando a nervosa Sophina de lado, Fina decidiu seus objetivos futuros. O fator irmãzinha, ou melhor, ela iria se aproximar de Rudel enquanto se atentava ao fato de que ela mesma era uma irmã mais nova. Esboçando um plano, ela pensou sobre o que seria necessário primeiro. Fofura? Ela não tinha expressões, então isso estava fora de questão. Carinho? Ela não tinha expressões, então isso estava fora de questão. Ser fria e então gentil… ela não sabia se Rudel seria capaz de compreender suas intenções, então isso estava fora de questão.

(Sophina): “Princesa, você não vai desistir de Rudel-dono? Mesmo que seja um pedido da Princesa, Rudel-dono tem as circunstâncias da Casa Arses para lidar, então… você está me escutando Princesa?”

[Sophina]: (“Ela definitivamente está pensando em algo diferente sob essa cara sem expressões… hah, não tem alguém que pode assumir o meu posto? Minha entrevista de noivado fracassou e todos ficam me olhando com pena agora”)

(Fina): “Certo. Primeiro, eu quero me encontrar com minha fo… Mii, Sophina”

[Fina]: (“Merda, mestre é surpreendentemente difícil de conquistar. Nesse caso, eu acho que eu devo relaxar e conseguir um pouco de fofura enquanto eu penso com calma sobre isso. Minha barra de fofura está acabando, então Mii não vai dormir esta noite!”)

(Sophina): “Princesa, Mii não vai voltar até amanhã”


Há personagens que se tornarão companheiros do protagonista baseado na rota que ele escolher. Eles são Luecke e Eunius. Luecke que possui poderosas magias e Eunius que é especializado em combate a curta distância, a história vai avançar ao escolher entre um dos dois. Enquanto ambos são aliados confiáveis na metade final do jogo, de forma alguma o jogador pode obter a ajuda dos dois.

Isso é um problema que acontece quando o protagonista plebeu comete um ato de descortesia contra um nobre. A Casa Halbades ou a Casa Diade, o jogador precisa de um deles para ajudá-lo. E por essa escolha e o fato de cada um deles estar no topo de sua facção, ele iria perder a chance de conhecer o outro.

Eles tinham uma posição na sociedade para proteger o protagonista que seria um Herói. Assim que o jogo entrava no arco da guerra, uma disputa entre facções se iniciaria fazendo com que o |Reino de Courtois| reagisse mais tarde e, a partir daí eles teriam o papel de salvar o protagonista.

Aquele que causaria a disputa entre facções seria o personagem que não foi escolhido. Aquele que lutaria ao lado do protagonista seria a justiça. Mas isso significava que aquele que não foi escolhido teria que ser o vilão.

Se eles não fossem escolhidos, eles se tornariam inimigos. Esse era o par Luecke e Eunius. E os destinos dos dois estavam começando a se mover para o clímax da metade do jogo.