A irmãzinha, a amiga e um pouco de ⌊Dragão⌋

Assim que as férias prolongadas chegaram a academia, Rudel seguiu com Sakuya para sua casa. Sakuya insistiu que ela queria ir junto não importava o que fosse preciso fazer, mas assim que ela se separou de Izumi, parecia que ela estava se obrigando a isso. Com uma saudação como se ela fosse começar a chorar a qualquer momento, Sakuya forçou um sorriso. Isso pesou na mente de Izumi também, e ela aconselhou Rudel a cuidar da garota.

Assim que ela subiu na carruagem ligada ao Território Arses, uma cena diferente da academia encantou Sakuya. Ela estava feliz como se estivesse em uma viagem. Vendo Sakuya se divertindo tanto, Rudel se sentiu aliviado.

(Rudel): “Estou feliz que você esteja aproveitando o caminho para minha casa, mas o Território Arses para onde estamos indo não é o melhor dos lugares”

A estrada para o Território Arses estava repleta de energia. Mas assim que eles entraram no território, era quase como um mundo diferente. Ele queria avisar Sakuya antes que ela se decepcionasse, mas a reação dela foi oposta.

(Sakuya): “Mesmo que seja uma decepção, é tudo novo para mim! O cenário pode ser o mesmo para você, mas de forma parecida, é uma cena completamente nova. Por que você não olha ao redor um pouco mais?”

Ouvindo isso de Sakuya, Rudel mostrou um sorriso sem graça enquanto ele lia um livro na carruagem. Uma viagem tranquila seguiu para os dois.


Assim que eles chegaram na propriedade da Casa Arses, sua escala parecida com um castelo surpreendeu Sakuya. O mundo que ela viu como uma Deusa, agora ela estava vendo pelos olhos de uma simples humana. Não havia muita vida sobrando para ela viver e o coração de Sakuya estava transbordando de curiosidade enquanto ela olhava para a mansão deslumbrante. Enquanto isso, Rudel terminou suas preparações finais e esperou pela chegada das duas Dragoons.

Sakuya iria dormir no quarto de hóspedes preparado para ela, mas ela queria dar uma olhada no quarto de Rudel. Ela se encontrou com Lena, quem ela conheceu anteriormente, e a pediu por um tour pela mansão.

(Lena): “Você quer que eu te mostre o lugar? Claro. Eu vou te mostrar a minha rota especial”

Mesmo sendo mais jovem do que ela em corpo e alma, Lena arrastou Sakuya pela mão enquanto a mostrava a mansão. Prosseguindo de forma furtiva pelo pátio, elas seguiram para a cozinha e furtaram um pouco de comida.

Eles se moveram juntas para o teto da mansão, espiando o quarto de Erselica pelo caminho.

(Sakuya): “Hey, espere um minuto! Por que você está espiando o quarto da sua irmã? É isso o que você gosta de fazer?”

Sakuya desesperadamente se agarrou no teto em protesto, então Lena se aproximou dela com movimentos suaves para ajudá-la a subir. Olhando para dentro do quarto de Erselica, elas viram a garota desanimada.

(Lena): “Não tem nada a ver com gostos… desde que meu outro irmãozão foi enviado para a fronteira, ela está consideravelmente depressiva. Ela chora quando ninguém está vendo, e se meu irmão for mandado para um lugar perigoso, eu também… não, eu acho que ele vai ficar bem, não é? Ele é mais forte do que eu e ele vai se tornar o homem mais forte do mundo algum dia”

(Sakuya): “Eu escutei que essa era uma família complicada, mas eu realmente não entendo. Rudel e os outros, eles não são irmãos também?”

(Lena): “Você está certa, mas eles não pensam desse jeito. Até recentemente, todos aqui faziam coisas terríveis para o meu irmão e, essencialmente, ele era tratado como um estorvo na mansão. Para ser sincera, eu nunca pensei que ele seria tão estimado como ele é agora”

Sem fazer qualquer tipo de rosto sombrio, Lena se lembrou da recepção de Rudel na propriedade que acontecia até recentemente. Ela não tinha nenhum ressentimento. A própria Lena, depois de ir para a mansão, obteve um estilo de vida seguro e um ambiente que a permitia aprender. Assim como Rudel, ela era grata.

(Sakuya): “… você poderia me dizer mais?”

“Mantenha isto em segredo do meu irmão”, Lena disse enquanto ela se sentava e dizia a Sakuya tudo o que tinha acontecido.


Ouvindo a história de Lena, Sakuya pediu que ela a levasse ao quarto de Rudel. Com a orientação de Lena, que claramente fazia muitas paradas imprevistas, elas pegaram um grande desvio antes de chegarem.

(Sakuya): “Hey, ele não é muito longe do quarto de hóspedes, não é? E espere, não é estranho que o quarto de Rudel fique em um espaço tão isolado da mansão?”

O quarto de Rudel estava posicionado como se fosse para mantê-lo o mais longe possível dentro da mansão. A própria Lena vivia no quarto parecido com um armazém abaixo do quarto de Rudel. Eles estavam nesses lugares há muitos anos e os dois não pareciam se importar.

(Lena): “Agora que você mencionou isso, eu acho que é estranho. Bem, não faça tempestade em copo d’água. Vamos procurar debaixo da cama do mano”

(Sakuya): “Como uma irmã mais nova, o que você acha dessa declaração? Você não disse que respeitava ele?”

(Lena): “Hah? É porque eu respeito ele que eu quero saber que tipo de mulheres ele gosta, certo? Como ele raramente fica distraído, eu quero saber sobre as fraquezas dele”

Felizmente, o dono do quarto estava fora, e Lena investigou embaixo da cama dele. É claro que, como Rudel estava vivendo na academia, não havia forma de haver algum livro suspeito em seu quarto. Mas como Lena nunca teve nenhum amigo na mansão, a presença de Sakuya fez ela brincar ainda mais do que costumava fazer.

Sakuya não olhou sob a cama, mas ela olhou ao redor do quarto. Ele era menor do que o quarto do dormitório masculino e muito menos luxuoso do que o quarto de hóspedes. Entre os objetivos pendurados na parede, um regime de treinamento para se tornar um Dragoon estava escrito. A espada de madeira apoiada no canto da parede parecia ter sido usada muitas vezes.

Quem sabe ele não tenha feito nada além de se dedicar a seu sonho, pois esse era um quarto com praticamente nenhuma coisa inútil. Era precisamente o quarto de um jovem garoto que sonhava com Dragões desde criança. Tudo isso parecia uma seriedade próxima da loucura. Ele declarou que iria se tornar um Dragoon e, não importava quem zombasse dele, ele iria se esforçar. O quarto contava essa história.

Vendo esse quarto, Sakuya fortaleceu sua determinação. Se fosse assim, então Rudel certamente ficaria contente…


Rudel foi a seu local de treinamento na propriedade sem dizer nada.

Ele não usaria o campo de treinamento. Longe da mansão, um recanto no vasto jardim se tornou o ponto favorito dele desde sua infância. Se ele usasse o campo de treinamento em horários além dos que o soldado ex-mercenário que era seu professor o disse, as pessoas ao redor iriam zombar dele ou entrariam em seu caminho e ele não poderia se concentrar.

Depois de terminar seu treinamento básico, com o objetivo de polir o controle de sua própria magia, ele constantemente mantinha um certo nível de |Mana na palma de sua mão. Era algo simples, mas também era uma tarefa complicada e ele poderia fazer isso sem se cansar.

Mas desde o último ano, as reações ao seu redor eram claramente bizarras. O tutor que o instruiu e o soldado ex-mercenário foram demitidos. Não, para ser mais preciso, esses dois fugiram. Os servos que ridicularizaram ele e todos que agiram de forma terrível com ele, fugiram com medo de Rudel.

E agora, chamadas de todos os lugares do território, jovens criadas iriam colar em Rudel. Mesmo que ele dissesse para elas não fazerem isso, elas iriam dizer que eram ordens do mordomo e iriam segui-las mesmo assustadas. De acordo com elas, suas casas seriam beneficiadas se elas pudessem atrair a atenção de Rudel.

Se ele mandasse elas embora, elas só seriam repreendidas. Sabendo que teria que conversar com o mordomo mais tarde, Rudel continuou seu treinamento. Mas a garota que parecia ser a mais jovem entre as criadas, propôs uma pergunta. Era algo desrespeitoso e a educação dela ainda tinha muito a melhorar. O rosto da criada que parecia ser a líder ficou pálido.

(Criada A): “Rudel-sama, você vai se tornar o Lorde Feudal, não é? Por que você está querendo ser um Dragoon?”

Para essa simples pergunta da garota, Rudel deu uma resposta seca.

(Rudel): “Porque é o meu sonho. Eu não tenho nenhum interesse em outras coisas”

(Criada A): “Vo-você não pode! Se você se tornar o líder, o território vai recuperar sua energia! Meus pais e meus irmãos não vão mais passar fome!”

(Criada B): “Pare aí mesmo!”

A garota que não podia controlar suas emoções foi repreendida pela criada mais velha. Rudel não pareceu se incomodar com isso. Não era algo que interessava ele, mas para Rudel, que nunca teve a menor expectativa posta em si, o número de plebeus contando com ele aumentava. Os criados da mansão também eram pessoas de seu território.

Ter expectativas equivocadas era tão problemático quanto não ter expectativa, foi o que pensou Rudel. Perdoando a emocional criada, ele voltou a seu treinamento.

Rudel pensava que ninguém jamais iria apoiar seu sonho, mas desistir era a única coisa que ele não queria fazer. Ele não queria causar nenhum problema a ninguém. Ele decidiu entregar ao mordomo uma carta dizendo que, não importava o que acontecesse com ele, ninguém deveria assumir a responsabilidade.

Enquanto Rudel pensava sozinho, ele sentiu que seu próprio sonho foi construído sobre muitos sacrifícios. Seu povo, sua família… neste ponto, ele tinha uma posição chamada de Cavaleiro Branco e ele estava causando todos os tipos de problemas para o país. Era por isso que Rudel não queria incomodar ninguém com o Dragão Zumbi.

Suportando tudo isso e cercado pelos fardos que ele carregava consigo, Rudel perdeu a visão de seus arredores.


No dia em que ele iria partir para a |Morada dos Dragões|, as ex-candidatas a noivas de Rudel, Cattleya e Lilim, foram até a mansão da Casa Arses. Elas foram ordenadas a proteger e cuidar dele, e quando elas chegaram na propriedade, Rudel estava esperando.

Fazendo as verificações finais de seus preparativos, Rudel viu que havia algum tempo até a hora combinada e convidou elas para a mansão.

Rudel se recusou a deixar Sakuya ir para a |Morada dos Dragões|, então ela decidiu negociar com as duas Dragoons. Diante das duas, ela carregou uma bolsa em suas costas enquanto ela abaixava a cabeça.

(Sakuya): “Eu estou implorando a vocês! Não importa como, mas eu tenho que ir! Por favor, me levem com vocês”

Com a súbita aparição de Sakuya enquanto elas bebiam chá, Cattleya e Lilim ficaram surpresas. Mas o conteúdo do pedido não era algo que elas poderiam aceitar. Além de ser um lugar perigoso, esse era um local que exigia a permissão do país para se entrar. Lilim tentou recusar o pedido dela de forma gentil.

(Lilim): “Eu peço desculpas por dizer isso em nosso primeiro encontro, mas eu não posso aceitar esse pedido. Mesmo que você tenha ligação com a Casa Arses, eu não posso te deixar entrar em um lugar de interesse da segurança nacional. Eu sinto muito”

Como Sakuya ainda possuía a aparência de uma garota jovem, Lilim tentou lidar com ela com gentileza, mas Cattleya usou a aproximação oposta.

(Cattleya): “Se você acha que estamos indo a um piquenique, então é melhor você desistir. O lugar para onde estamos indo é perigoso. Mesmo com nós atuando como guardas, se isso se tornar uma luta contra um Dragão, nós podemos não ser capazes de levantar nem mesmo uma mão. Você só vai ficar no caminho”

Ela foi rejeitada pelas duas, mas Sakuya não iria desistir aqui. Isso era algo que somente ela poderia fazer, ela disse isso para si enquanto ela usava o “dogeza”[1], uma técnica especial que ela aprendeu com Izumi. Até mesmo as duas Dragoons se assustaram com suas ações e força de vontade.

(Sakuya): “Eu estou implorando a vocês! É absolutamente necessário que eu vá!”

Assim que a sala ficou barulhenta, Lena acabou passando por perto.

(Lena): “Oh, quando eu pensei que escutei uma confusão… vocês estão importunando ela?”

Vendo Sakuya executando um dogeza e as outras duas tentando impedi-la, Lena riu brincando. Mas as duas refutaram em voz alta e de forma imatura.

(Lilim): “Não é isso!”

(Cattleya): “Eu não estou!”

No fim, Sakuya foi recusada, então ela foi para fora com Lena.


(Sakuya): “O que eu devo fazer? Eu realmente tenho que ir…”

Vendo Sakuya tão triste, Lena (que se tornou amiga dela) decidiu emprestar a sua força. Testemunhando o rosto sério dela e a determinação em seus olhos, Lena iria cooperar sem perguntar o que Sakuya estava tentando fazer. As duas sentaram no tronco de uma árvore no jardim enquanto elas conversavam.

(Lena): “Você precisa ir, não importa o que precise ser feito Sacky?”

Sendo chamada de Sacky, Sakuya silenciosamente concordou. Parecia que a determinação dela não tinha sido abalada.

(Lena): “Então não tem jeito… meu irmão vai ficar nervoso comigo mais tarde, mas esse é o pedido de Sacky, então eu vou tentar ajudar. Você pode me dizer o que você quer fazer?”

(Sakuya): “… eu sinto muito, eu não posso dizer. Eu sinto muito”

Lena se levantou e, puxando a mão de Sakuya, ela seguiu para os Dragões que aguardavam o retorno de Cattleya e Lilim. As ações de Lena surpreenderam ela. Sem saber o que iria acontecer, Sakuya se deixou ser levada.

(Sakuya): “Vo-você não vai perguntar nada?”

(Lena): “Contanto que você não esteja tentando entrar no caminho do mano, eu irei te ajudar. Mas é melhor você se preparar para a fúria dele quando ele te encontrar. Assim que você for pega, você terá que agir com sabedoria”

(Sakuya): “Lena…”

Puxada pela mão, Sakuya notou um certo encanto que ela não poderia explicar com palavras em Lena. Seu ar ousado que parecia forçar tudo para agir do jeito que ela queria… apenas ter ela a seu lado já era tranquilizador.

Elas chegaram até os Dragões. Como eles não podiam falar, Lena fez um apelo a eles em voz alta.

(Lena): “Hey, hey, deixe a minha amiga aqui se esconder nas suas bagagens”

Ela declarou isso para o amedrontador Dragão Vermelho de Cattleya sem nenhuma hesitação. Sakuya foi quem acabou surpreendida. Para o Dragão Vermelho que desviou seu rosto em sinal de negação, Lena subitamente começou a acaricia-lo.

(Lena): “Não fique tão nervoso, eu não vou pedir isso de graça… que tal algo como isto?”

Assim que ela gentilmente o acariciou, o Dragão Vermelho se contorceu. Ele não parecia estar com dor, mas seu corpo tremeu. Se o enorme corpo de um Dragão ficasse fora de controle, então certamente haveria danos na área. Sem se preocupar com isso, Lena continuou gentilmente o afagando.

(Lena): “Então este é o seu ponto fraco”

Como se ela estivesse acariciando um cão, ela afagou o Dragão sem medo algum. Como resultado, o impotente Dragão Vermelho silenciosamente virou suas costas para Lena. O Dragão do Vento de Lilim esbugalhou seus olhos enquanto encarava ela.

O Dragão Vermelho continuou encarando ela, mas Lena não parecia se incomodar. Não era nada mais do que um Dragão envergonhado e trêmulo encarando ela.

(Lena): “Sacky, se apresse e se esconda”

Assim que Lena deu um empurrão nas costas dela, Sakuya pegou uma carta de sua bolsa. Quando Lena recebeu essa carta volumosa, Sakuya fez um pedido.


Enquanto Rudel se preparava para partir com Cattleya e Lilim, apenas Lena foi até os Dragões para vê-los partir.

(Rudel): “Só você Lena? E quanto a Sakuya?”

(Lena): “Sacky estava deprimida, então ela não deve vir. Mais importante, mano, antes de você ir, você tem que me acariciar! Já faz muito tempo desde que você me acariciou. Eu não recebi nenhum cafuné ultimamente, então…”

Diante de sua irmã que pedia o cafuné proibido por Izumi, Rudel pensou que esta poderia ser a última vez e decidiu acariciar ela. Vendo Rudel afagando a cabeça de Lena (enquanto ela agia com um pouco de tristeza), as orelhas de Lilim ficaram vermelhas. Cattleya não entendia a situação, então ela enviou um olhar aborrecido para o pânico de Lilim.

(Cattleya): “Por que você está tão abalada com essa troca de carinho entre irmãos? Não fique tão nervosa por algo tão simples assim”

(Lilim): “Cattleya! Você só diz isso porque você não sabe! Is-isso não é algo tão suave! Ah, agora que você fez eu me lembrar, minhas orelhas estão…”

Vendo sua superior inquieta, Cattleya pensou que ela estava exagerando enquanto ela falhava em entender porque Lilim parecia tão feliz.

(Cattleya): “Do que você está falando? Só olhe para a irmãzinha dele”

Enquanto Cattleya dirigia seus olhos para Rudel e Lena, Lilim também desviou seu olhar de Cattleya para Rudel. Ela viu a forma de Rudel em seus joelhos.

(Lena): “… você se afogou na sua técnica. Isso definitivamente é bom, mas agora, você está mais longe de onde já esteve. Se você esquecer o que é importante, então isto não tem nenhum significado!”

Com um olhar triste em seu rosto, Lena olhou de cima para Rudel. Os ombros dele encolheram e Rudel encarou suas mãos. Sua irmã fez ele perceber.

(Rudel): “En-então eu me esqueci do mais importante. Você está dizendo que eu me afoguei em técnicas inúteis…”

Vendo Rudel realmente deprimido, “Do que se trata isso?”, era o pensamento de Cattleya enquanto ela observava, Mas Lilim sentiu medo de verdade. De Lena, que era capaz de receber o cafuné como se fosse algo normal, e de Rudel, que aumentou sua técnica ainda mais, mas mesmo agora ele foi chamado de imaturo.

(Lena): “Irmão, o que é importante é aceitar… e isso significa amar! Está te faltando amor! Preso demais na técnica, você perdeu a coisa mais importante. Como eu estou agora, eu não chego nem a seus pés, mas eu sou capaz de dizer isso”

Oscilando sobre seus pés, Rudel olhou Lena nos olhos. Ele estava com um rosto alegre como se estivesse aceitando sua derrota.

(Rudel): “E pensar que chegaria o dia em que minha irmã me diria isso. Eu ainda tenho um longo caminho a percorrer. Obrigado Lena”

(Lena): “Não ligue para isso. Você é o irmão que me orgulha! Vamos chegar ao topo juntos!”

Vendo os irmãos trocando sorrisos, Lilim e os dois Dragões ficaram assustados.

(Lilim): “Nã-não pode ser. Você está dizendo que ele ainda tem um longo caminho a percorrer!? Não tem jeito de uma coisa dessas ser permitida!”

[Dragão Vermelho]: (“É sério!? É contra as regras que alguém seja melhor do que essa garotinha, merda!!”)

[Dragão do Vento]: (“Qu-que filho dos homens assustador…”)

Sendo a única incapaz de acompanhar a conversa, Cattleya viu todos ficando nervosos e pensou…

[Cattleya]: (“Huh? Eu sou a esquisita aqui?”)


[1] Dogeza é uma postura tradicional no Japão onde a pessoa se ajoelha e coloca sua cabeça no chão. É uma forma de pedir desculpas por um ato de grande desrespeito ou implorar para conseguir um favor.