O traje e o concurso de beleza

Assim que o sino marcou seis horas, Rudel parou de girar sua espada e limpou seu suor.

Ele encarou as costas de todos os estudantes no pátio do dormitório, que seguiam caminho para o salão de jantar depois de escutar o som.

O treino matinal que ele fazia desde sua matrícula continuou até sua graduação. Aos olhos de um estranho, isso seria algo para se elogiar.

Mas para Rudel, e para os estudantes que treinavam de forma parecida, isso era apenas normal. Se eles relaxassem, eles só ficariam atrás dos outros.

Alguém poderia dizer que Eunius e Aleist eram extraordinários. Os dois não treinavam pela manhã, mas eles devotavam seu tempo em outros horários. Os estilos de vida deles simplesmente não eram adequados para treinar pelas manhãs.

(Rudel): “Então acaba hoje”

Limpando seu suor, Rudel sentou no chão e olhou para o céu.

Ele se lembrou de todo o tempo que ele passou aqui desde que ele chegou. Ele conheceu Vargas durante um treinamento matinal[1] e Vargas foi o primeiro amigo que ele teve.

Se ele visse algum estudante com problemas, ele iria tentar falar com eles, mas seu status sempre entraria no caminho e as coisas nunca seriam tão tranquilas como eram com Vargas.

Problemas de personalidade e o ar que Rudel transmitia se tornaram fatores que impediam que os outros se aproximassem dele. Embora ele não tenha notado isso, o fato de que ele se tornou o mais forte de todos na academia também tinha culpa nessa situação.

Ao invés de terem admiração por Rudel, seus novatos tinham temor. As salas do terceiro e quarto ano mantinham distância desde o incidente com Chlust e Fritz[2].

Quando se tratava dos alunos do primeiro e segundo ano, a exorbitante habilidade de Rudel iria criar a distância. Não havia nenhum estudante plebeu que iria sequer pensar em se aproximar do futuro Arquiduque e Cavaleiro Branco.

Jovens nobres iriam no máximo cumprimenta-lo. Sentindo um pouco de sua própria falta de jeito, Rudel sorriu sem graça. Enquanto cada um tinha sua mania, ele não teria escolha além de lidar com pessoas a partir de agora.

Ele pensando nisso mostrava que Rudel tinha amadurecido. Quando ele entrou na academia, ele realmente não entendia a importância da relação humana.

(Rudel): “Muito bem, eu acho que vou me preparar para a graduação”

Se levantando, ele seguiu para o salão de jantar.

Ele se preparou para este dia e, junto de sua solidão, ele sentiu um pouco de felicidade.


A cerimônia de graduação terminou sem nenhum incidente e pela tarde, a academia estava ocupada com as preparações finais para a festa.

Com tudo isso, a culpada que idealizou este novo evento estava encantada.

(Fina): “Jogo do Rei!!”

Mesmo Fina não tendo recebido permissão para sair enquanto a festa estava sendo preparada, em troca, Mii estava ocupada trabalhando. Em seu quarto sem Mii, ela estava fazendo uma comoção. Não era possível que a Princesa Fina ajudasse a organizar a festa.

No ano anterior, Rudel e os outros participaram, causando um ar bem desconfortável. Mas sua segurança e status deviam ser levados em consideração, a academia foi capaz de pedir a ela para se abster. No lugar de Fina, Mii estava passando todos os dias ocupada com as preparações do evento.

(Sophina): “Hah, o que é isto Princesa? Você está planejando alguma coisa de novo?”

Corrigindo a posição de seus óculos com o dedo do meio de sua mão direita, Sophina se preparou em seu coração para o próximo surto de irracionalidade de Fina. Ela precisava ter certeza de que não seria surpreendida, não importava o que ela ouvisse.

Sophina, que praticamente podia ser chamada de retentora de Fina neste ponto, estava acostumada a lidar com ela.

(Fina): “… Sophina, olhe para a programação. Bem aqui, está escrito Jogo do Rei aqui”

(Sophina): “Esse é um nome bem descortês. Devemos pedir para a academia mudar isso?”

(Fina): “Sua idiota! São só aquelas de pequeno calibre que reclamam sobre esses detalhes pequenos. O problema está no conteúdo. ‘As ordens do rei são absolutas’! O que você pensa disso?”

(Sophina): “… eu acho que isso é um pouco estranho para uma festa. Se alguém ordenar que a outra pessoa se mate, então a atmosfera vai ficar bem estranha”

Assim que Sophina falou esse detalhe brutal, Fina a criticou inexpressivamente.

(Fina): “Que idiotice. É por isso que suas entrevistas de casamento continuam falhando. Com esta já são 32, não é? Você está indo bem! O recorde de |Courtois| de 56 está diante de seus olhos”

O maior número de entrevistas de casamentos entre nobres (particularmente entre mulheres) era de 56. Enquanto casamentos na Realeza eram praticamente obrigação, para aqueles de status menor e com mais liberdade, ambos os lados eram capazes de recusar o(a) parceiro(a).

E em |Courtois|, as mais femininas eram as mais populares.

(Sophina): “Por que você sabe sobre isso!? E-e, eu não estou tentando atualizar esse recorde…”

Tendo falhado mais uma vez, Sophina se lembrou de seu delicado parceiro. Quando eles estudavam na academia, uma enorme porção dos nobres iria matar aula. Seu parceiro era incapaz de ver uma esplêndida Cavaleira como Sophina em uma forma mais feminina.

A geração de Rudel era rara entre os nobres, onde os futuros Arquiduques eram sérios, então os outros os acompanhavam. Olhando para isso de fora, Rudel e os outros eram bons exemplos.

Com o objetivo de se venderem para os futuros líderes das facções, seria melhor que eles se esforçassem com sinceridade. Os nobres fizeram julgamentos calculados e objetivos.

(Fina): “… isso é o que todas dizem enquanto o número aumenta. E assim que elas atingem o recorde, seus corações se partem. Deixando isso de lado, o problema é que este jogo está sendo organizado no salão de festa… e isso significa que os pedidos podem ser muito pervertidos, não é? Quer dizer, eles sempre têm muito álcool em seus corpos e esta é a última vez que eles podem se divertir como estudantes! Você não acha que este é o local perfeito para selar o acordo?”

Ficando com um pouco de medo do zelo inexpressivo de Fina, Sophina a avisou que ela estava indo longe demais.

(Sophina): “Selar o acordo em uma festa é um pouco…”

(Fina): “Oh?” Quão longe está indo sua imaginação? Eu estava falando sobre um beijo. Hey, Sophina, que tipo de coisas indecentes você imaginou? Hey!?”

(Sophina): “Ne-nesse caso, você só precisa transmitir seus sentimentos em uma confissão pública”

Assim que Sophina mudou de assunto às pressas, Fina riu por dentro, escolhendo brincar com ela.

(Fina): “Mesmo que eu me confesse nesse jogo, qualquer um pensaria nisso como uma brincadeira, não é? Se nós nos beijarmos e eu assumir uma atitude comovente, todos irão imaginar isso por conta própria”

“Esta garota é sombria”, ou Sophina apenas subestimou sua mestra quando Fina subitamente ficou séria.

(Fina): “Mas para fazer isso, eu vou ter que virar o rei e eu vou ter que saber o número do mestre… hey, Sophina?”

Entendendo o que Fina estava pensando e o que ela desejava, Sophina só poderia concordar silenciosamente.

[Sophina]: (Hah, o que é que eu estou fazendo…)


No salão da festa, as preparações terminaram e os graduados, usando disfarces, começaram a aparecer um após o outro.

Entre eles, Eunius estava usando uma fantasia de Viking consideravelmente real. O homem em questão era alto em estatura e tinha um corpo musculoso. Sua forma, enquanto ele vestia o elmo com chifres de madeira, carregando seu enorme escudo e machado, era mesmo a de um guerreiro.

Por outro lado, Luecke estava vestido com roupas e armas orientais.

Ele pediu a um ferreiro conhecido de Rudel que preparasse um quimono oriental. Seus longos cabelos estavam amarrados para trás e sua roupa foi feita para apreciar uma cultura estrangeira. Sua katana era feita de bambu e Luecke tinha gostado disso.

(Eunius): “O que é isto? Quando um broto de feijão veste roupas como essas, ele só fica parecendo desnecessariamente fracote”

No fim do fim, os dois trocaram cinismo, mas isso perdeu a intensidade que tinha no início. Mais do que isso, esse tipo de frase se tornou algo como um cumprimento entre os dois.

(Luecke): “Quando eu pensei que eu vi um bandido aqui, era só o cérebro de músculo. Isso combina tanto com você que eu estou tremendo de medo”

Enquanto os dois se encaravam dentro do salão, Rudel entrou no espaço entre eles.

(Rudel): “Vocês dois, parem com isso! Izumi disse sem brigas hoje. Vocês não podem deixar isso para lá só por hoje?”

Assim que Rudel entrou no salão um pouco atrasado, os dois ficaram sem palavras.

(Eunius): “… eh?”

(Luecke): “Y-yeah.”

A confusão deles não era algo para se estranhar. Diante deles, com pelo preto e marrom… estava Rudel com um elmo de cão. Essa adorável expressão do animal de pelúcia transmitia uma impressão bem relaxada.

Um rabo fofo e reto, orelhas eretas… a boca era pequena e talvez ele pudesse se parecer com um lobo. Mas com aqueles braços e pernas e aquele rosto enorme… não havia como esses dois saberem quem estava dentro. Apenas com a menção ao nome de Izumi eles conseguiram descobrir que era Rudel lá dentro.

(Eunius): “Cara, qual é a desse traje?”

Assim que Eunius apontou para Rudel, ele tirou a parte da cabeça para mostrar seu rosto.

(Rudel): “Isto? Isto é um cão. Eu trabalhei duro para preparar ele. Eu não queria gastar muito dinheiro. É tudo feito manualmente”

(Luecke): “Bom, isso é mesmo impressionante. Não, esse não é o ponto aqui. Por que um cão?”

Luecke estava surpreso com a parte do feito à mão, mas, mais do que isso, ele não poderia entender o porquê Rudel escolheu um cão. Os estudantes ao redor também estavam dirigindo seus olhos para Rudel.

(Rudel): “A verdade é que nós tínhamos um cão em casa”

Rudel informou eles do fato de que sua casa mantinha um cão e Eunius esperou pela razão que viria a seguir. Mas Rudel permaneceu em silêncio.

(Eunius): “… e?”

(Rudel): “E o quê?”

Vendo os dois insatisfeitos com sua resposta, Rudel inclinou a cabeça.

Luecke e Eunius olharam para Rudel, refletindo sobre o que dizer, quando Izumi apareceu.

Ao invés de uma fantasia, Izumi preparou as roupas que ela vestia no Oriente, participando do evento em um quimono. O cabelo dela estava preso com um grampo de cabelo ornamentado.

(Izumi): “Rudel, você escolheu algo bem notável”

Rudel colocou a parte da cabeça de volta, mostrando a Izumi o resto de seu traje. Depois que ele deu um giro completo, os três o aplaudiram pelo considerável acabamento.

(Rudel): “Não é? Foi feito à mão”

Rudel mostrou um talento peculiar, mas os três estavam ocupados pensando se algo estava acontecendo com ele. Olhando ao redor, o traje mais comum era as garotas simplesmente vestindo uniformes masculinos.

Muitos homens vestiam mantos, vestidos como Magos.

Se havia uma outra figura chamativa, certamente seria Aleist. Ele apareceu com sua armadura de Cavaleiro Negro. Isto era algo que ele vestiu com os pedidos das pessoas próximas a ele.

Era um resultado de suas noivas exigindo vê-lo eu sua forma galante.

Vendo seus companheiros de sempre, Aleist correu com sua armadura.

(Aleist): “Oyy. Huh? Onde está Rudel?”

Sua armadura negra tinha espinhos e de seu elmo brotavam dois chifres dourados, parecidos com o de um elmo de Viking. O ambiente ergueu vozes de surpresa.

(??? A): “Incrível”

(??? B): “Eu escutei que essa é a armadura do Cavaleiro Negro

(??? C): “Impressionante”

Ela foi avaliada surpreendentemente bem, dando a Aleist um momento de alívio. Mesmo que ele soubesse que não precisava ficar assim, ele estava só um pouco preocupado que eles iriam chamar ele de Chuunibyou[3].

(Luecke): “Aleist, isso é mesmo uma fantasia?”

Enquanto Luecke se perguntava se a armadura era considerada como uma fantasia, Aleist deu uma olhada para a roupa de animal.

(Aleist): “Não, eu acho que isso é mais do que o suficiente para eu usar… o que esta fantasia deveria ser? Um lobo?”

Assim que Aleist tocou as orelhas da fantasia de Rudel, um som ameaçador surgiu. Rudel confirmou a área ao redor de sua cabeça para descobrir que uma de suas orelhas tinha caído.

Assim que Rudel sentou no chão, Izumi o acompanhou. Graças a fantasia, era impossível ver com que tipo de expressão ele estava debaixo da máscara.

Quando esse adorável animal de pelúcia gigante ficou abatido, isso foi excessivamente fofo. Mas a pessoa lá dentro estava deprimida.

(Izumi): “R-Rudel? Ele ainda está fofo assim”

(Rudel): “… as orelhas tomaram uma quantidade de tempo especialmente grande”

Vendo ele deprimido, Aleist teve que avançar para o encorajar. Luecke olhou ao redor nervoso.

(Aleist): “Não, não, isto acabou criando uma característica própria. Yeah, você parece mais com um cão do que antes.”

(Rudel): “… sério?”

(Luecke): “Aleist, você…”

Com o olhar penetrante de Luecke, Aleist percebeu que a pessoa lá dentro era Rudel e se desculpou.

(Aleist): “Eu-eu sinto muito! Eu nunca imaginei que ela fosse quebrar”

(Rudel): “Não é minha culpa por fazer algo propenso a quebrar. Da próxima vez eu vou fazer algo de melhor qualidade”

(Izumi): “Esse é o espírito Rudel!”

Enquanto Izumi encorajava Rudel, os outros três pensaram: “Ele vai fazer outro”?

Enquanto todos desesperadamente tentavam animar Rudel, o Diretor apareceu no salão. Ele deu alguns cumprimentos simples, dizendo a eles que esse era o último ano deles na academia e os encorajou a aproveita-lo.


(Apresentador): “Muito bem! Que o primeiro concurso de beleza da academia comece!!”

Um aluno do quarto ano vestia uma fantasia surpreendente no palco enquanto ele assumia o espetáculo. Nunca esperando que o concurso de beleza acontecesse de verdade, Aleist estava um pouco excitado.

O motivo era a participação de Millia. Uma amiga dela a disse que ela sem dúvida alguma venceria se ela participasse, então a garota em questão relutantemente entrou no concurso.

Mas sem saber o que era um traje de banho, Millia estava surpresa quando essas peças parecidas com roupas íntimas foram entregues com antecedência.

Do quarto ano, Fina e Mii iriam participar. E, falando de celebridades, Izumi foi convencida por Rudel a participar.

(Aleist): “Eu nunca pensei que eles iriam mesmo realizar isso”

Segurando um copo em uma das mãos, três homens observavam a área um pouco longe dos estudantes que se reuniram ao redor do palco.

(Luecke): “Hmm? Onde está Rudel?”

Luecke procurou por Rudel, que saiu de sua vista antes que ele notasse. Eunius estava na mesma. Nesse animado evento tão aguardado, se Rudel não estivesse presente, ele perderia seu sabor.

(Eunius): “Ele vai aparecer assim que Izumi sair, não é? Ou melhor, ele estava vestindo algo consideravelmente chamativo, então… esperem, oy!!”

Eunius olhou para a plataforma e notou a cauda de uma fantasia familiar saindo do palco.

(Aleist): “Sortudo. Aquele é um assento especial, não é?”

Enquanto Aleist olhava com inveja, o evento começava. Garotas do quarto e terceiro ano fizeram suas entradas vestindo trajes de banho com pouca cobertura.

(Eunius): “Oh, nada mal”

Com uma expressão relaxada em seu rosto, Eunius aproveitou bastante o concurso de beleza que Aleist propôs. Luecke fingiu que ele não estava interessado, mas seus olhos estavam firmemente apontados para as participantes.

Foi só nesse momento que Fina e Mii apareceram em trajes de banho fofos. O entusiasmo do salão atingiu seu pico. Não eram apenas os homens, as mulheres gritavam também para incentivar suas amigas.

Em segredo, havia apostas sobre quem seria a vencedora.

(Luecke): “Oy, alguém subiu no palco”

Luecke dirigiu um olhar para o homem que subiu no palco, enquanto Aleist e Eunius suspiravam. As bebidas o pegaram. Esse estudante foi pego em um estado entorpecido e subiu na plataforma para tentar colocar suas mãos em uma das participantes.

(Luecke): “Ah, é o Rudel”

Mas então, Rudel apareceu em sua fantasia, chutando o estudante para o ar.

Chutado por um animal de pelúcia, o aluno naturalmente ficou furioso. Então, Rudel tirou a cabeça de sua fantasia e mostrou seu rosto real. Em um instante, os estudantes ao redor do palco ficaram quietos.

(Apresentador): “Ah! A propósito! Se você tentar subir no palco ou fazer qualquer coisa ruim para as participantes, o senhor lobo vai fazer você voar, então mantenham isso em mente”

O mestre de cerimônias soltou um aviso atrasado. Mas desta vez, Rudel se aproximou do apresentador. Vendo essa cena, Eunius soltou uma gargalhada.

(Eunius): “Esse Rudel definitivamente está dizendo que ele é um cão! E olhem. O cara que ele chutou acordou de seu porre e ficou pálido!”

(Luecke): “Eunius, você está rindo demais”

Luecke tentou controlar Eunius, mas pelo contrário, quando um dos Três Lordes estava rindo tão abertamente, o salão foi envolvido na gargalhada.

(Aleist): “Oooooh!! Millia está saindo!! Ela parece bem constrangida, mas isso só deixa as coisas melhores!”

Aleist animadamente olhou para Millia que entrou no palco caótico. Ela estava cobrindo sua metade de baixo com um pano, então isso não poderia ser visto, mas ela estava vestindo um biquíni com muita exposição.

Sua perna e coxa que escapavam do pano tinham um certo erotismo. Seu constrangimento desnecessariamente encantou ainda mais os homens.

Tirando Aleist, os Elfos tinham descartado sua usual seriedade enquanto eles explodiam em deleite.

Mas as outras noivas de Aleist também estavam participando. Elas estavam o olhando todo animado com Millia de seus lugares em cima do palco.

Eunius cobriu seu rosto com sua mão esquerda enquanto encarava o teto. Luecke olhou para as noivas de Aleist com sorrisos assustadores no palco e sentiu pena do homem.

Quando as garotas colocaram tudo de si aparecendo no concurso, Aleist mal olhou para elas.

Mas no momento seguinte, os homens gritaram.

(Aluno A): “Hey! Oy!!”

(Aluno B): “Hmm? Quê!?”

(Aluno C): “Shirasagi-san, isso é incrível demais…”

Izumi foi a última a entrar e ela entrou vestindo um biquíni consideravelmente perigoso. A pessoa em questão não agia como se estivesse particularmente constrangida.

Quem sabe, para combinar com seu cabelo, seu biquíni negro cobria uma área excessivamente pequena. Tirando o fato de que ele cobria as partes importantes, ele era quase todo feito de fios.

Um movimento errado e talvez algo fosse aparecer, ou era o que os homens esperavam.

Rudel estava vestindo uma fantasia, então mesmo que ele aplaudisse, ele só poderia fazer um som leve. Aliás, o estudante que ele chutou estava por perto, sendo forçado a aplaudir.

Entre todas as participantes, Izumi foi a mais extrema.


Com a entrada de Izumi roubando toda a cena, Fina entrou em pânico.

[Fina]: (Cabelo pretoooo!! Essa mulher casualmente fez o que eu nunca poderia fazer!!)

Fina estava usando um traje de banho fofo com babados e pouca exposição. Ela e Mii dirigiram seus olhos para o traje de banho adulto que Izumi vestia.

Mii e Fina vestiam o mesmo tipo com cores diferentes. Suas formas enfatizavam suas juventudes, inflamando intensa popularidade de uma porção do corpo estudantil.

Fina tentou escolher algo mais extremo. Mas pela estrutura de seu corpo e sua atmosfera e o fato de que ela era da Realeza, ela escolheu algo fofo e com pouca exposição.

Essa escolha tinha as maiores probabilidades de vitória. Artificial como isso poderia ser, essa também era a melhor escolha. Na realidade, havia muitos homens direcionando seus olhos para as duas.

(Mii): “Princesa, Izumi-san é incrível”

Sem nenhuma intenção oculta, Mii realmente achava que ela era incrível. Mas Fina era diferente.

(Fina): “Certo. Incrível. (Merda, e pensar que ela iria escolher algo tão extremo… o mestre deve ter convencido ela a fazer isso! Oh, mestre, você é mesmo tão… adorável!)”

Vendo Rudel em sua fantasia, Fina ficou tão excitada por dentro que ela pensou que sua baba iria escorrer. Se a oportunidade aparecesse, ela pensou que deveria apenas o atacar.

Mas o problema era que Rudel nunca mostrava uma abertura. Aos olhos de um caçador encarando sua presa, Rudel sentiu um calafrio em sua espinha.

(Rudel): “Hmm? O que é isto? Eu tenho a sensação de que algo está mirando em mim…”

Enquanto Rudel olhava ao redor com sua fantasia, seus movimentos excitaram ainda mais Fina.

E as cortinas se abriram para o evento final da academia.


[1] Esse encontro aconteceu no capítulo 004.

[2] Esses eventos aconteceram no capítulo 044, em que Fritz e Chlust começaram uma confusão na cafeteria da academia.

[3] Síndrome do oitavo ano, ou chuunibyou é um termo pejorativo para se referir a uma pessoa com comportamento delirante, especialmente pensando que tem poderes especiais. Originalmente esse termo era usado para referir-se a crianças que gostam de agir como adultos e menosprezar os demais. O termo evoluiu e é usado para descrever o comportamento delirante em geral.