A luta e os amigos

Diante dos olhos de Aleist, um homem enorme saiu voando para o seu lado.

Não, talvez fosse mais preciso dizer que ele foi atirado para longe. Rudel e Eunius trocavam socos por perto, enquanto um pouco mais distante, Luecke usava sua magia para lançar para longe os ⌈Cavaleiros que cercavam ele. Os oficiais civis que tentavam capturar Eunius eram jogados e ficavam estirados nas ruas como lixo.

Com o desastre a seu redor, o rosto de Aleist ficou pálido. Ele instantaneamente ficou sóbrio.

(Aleist): “Yep! Isto parece ruim. Isto é definitivamente ruim, Rudel!”

Os dois trocando socos não iriam dar atenção a seu grito. Pelo contrário, apesar da apresentação que aconteceria em dois dias, os dois estavam socando um ao outro no rosto. Enquanto os outros estavam cuidadosamente evitando socar o rosto, os dois riam enquanto descaradamente miravam em seu alvo.

Exatamente como eles eram na academia, os dois estavam sérios. A imagem deles realmente se divertindo com a troca de golpes fez Aleist recuar.

(Aleist): “Eu estou dizendo para vocês pararem! Vocês não são mais crianças”

(Luecke): “Aleist, o que o faz pensar que você pode ficar só olhando?”

(Aleist): “Eh?”

Quando Aleist tentou impedir os dois, Luecke colocou uma mão em seus ombros. Assim que ele se virou, Luecke começou a repreende-lo, um sorriso frio flutuava em seu rosto.

(Luecke): “Você… não. Os Defensores realmente tem sido um espinho na minha garganta. As horas-extras que eu tenho que fazer todos os dias e as montanhas de papéis, elas são todas culpa dos Defensores. Você sabia? Quem você acha que prepara todo o orçamento que vocês consomem como se fosse água? E quem vocês acham que verificam toda a documentação?”

(Aleist): “Eu não faço a menor ideia”

Aleist era um Tenente, mas ele normalmente não participava de reuniões. Não, ele não era convidado. Ele simplesmente trabalhava no palácio no serviço de limpeza. Isso era tudo.

Quando ele subitamente era levado a conversas sobre fundos financeiros, não havia forma de ele conseguir responder.

(Luecke): “Sou eu. É minha tarefa processar isso! Mesmo assim, é o meu trabalho. Se for algo necessário, eu não irei me queixar. Mas veja… a quantidade e os detalhes dos papéis que cercam vocês são anormais!”

Aleist podia escutar um som grave do ombro que Luecke segurava. Ele estava definitivamente furioso. Definitivamente irritado. Não querendo lidar com Luecke quando ele estava assim, ele tentou rir e escapar, quando…

“Você sabe algo sobre a magia chamada ‖Mão de Terra?”

Enquanto Luecke estalava seus dedos, a sujeira ao redor dele se acumulou na forma de um punho fechado. O tamanho desse punho era tão grande quanto um homem adulto.

(Aleist): “O q-que você planeja fazer com isso?”

(Luecke): “Isso não é óbvio? Você usa suas sombras, então eu irei usar magia. Eu não sou tão bom numa briga de socos quanto esses caras”

Os olhos de Aleist se viraram para Rudel, confirmando a forma dos dois descontrolados, destruindo tudo ao redor deles.

Olhando de volta para Luecke, Aleist suou frio com a ‖Mão de Terra que se multiplicava em número enquanto ele não estava olhando.

(Luecke): “Agora, porque nós não começamos?”

(Aleist): “Isto é irracional demais!”


Por volta deste momento, a culpada por trás da fúria de Luecke, Fina, estava processando a papelada em seu quarto privativo no palácio.

(Fina): “Hah, isto é pelo bem do país… eu não posso ser negligente. (Eu vou enviar esta proposta e aumentar nosso orçamento! Só espere Halbades! Eu vou te mostrar uma coisa ou duas sobre este trabalho. Hihyaaaah!)”

(Sophina): “Princesa, por favor, pare com as mentiras. A maioria desses documentos se refere a ⌊Demi-Humanos, correto? O que é esta instalação especial? A verba está se tornando algo incrível”

(Fina): “Fofuralândia”

(Sophina): “…”

(Fina): “Em nome dos meus sonhos do Fofuraíso, eu devo primeiro começar com uma casa para as fofuras”

O rosto de Sophina se enrijeceu assim que ela olhou para Fina, que não tinha ninguém que pudesse detê-la ultimamente. Ela trabalhou demais, transcendendo sua fadiga e acabando em um estado de alta tensão. Naturalmente, como deveria ser, assim que a pessoa se acalmasse, ela com certeza iria se arrepender disso.

O atual |Courtois| não tinha verba para esse tipo de coisa. Mas através de sua proficiência desnecessária, seus documentos eram capazes de habilidosamente sugar o dinheiro do país. O que dizia que os documentos oficiais seguiam caminho até os níveis superiores. Eles iriam provavelmente ser rasgados lá, mas isso não era algo simples para os oficiais do governo que tinha que lidar com eles pelo caminho.

Neste ponto, Luecke mandando os documentos de volta se tornou a motivação de Fina. A personalidade exageradamente séria de Luecke se virou contra ele.

(Fina): “Eu vou chamar meu mestre para a Fofuralândia e passarei meus dias ao lado dele encarando fofuras sendo acariciadas! Eu vou me despedir desta vida de papeladas!”

(Sophina): “Se controle! Por que você está tentando ir tão longe? Quando você normalmente é tão inútil!”

(Fina): “… Sophina. Você acabou de me chamar de inútil, não foi? Agora eu entendo como você me vê normalmente”

Vendo Fina subitamente ficando séria, Sophina vacilou.

Depois de encarar inexpressivamente Sophina, Fina se virou para sua mesa e recomeçou seu trabalho. Em cima de sua mesa, havia vários documentos importantes espalhados. Um relatório da fronteira era um deles.

[Fina]: (“Bom, estou acabada. Os movimentos das brigadas de ⌈Cavaleiros destacadas na fronteira estão piores do que eu imaginei. Elas não são particularmente incompetentes, então por que…”)

Ela realmente considerou medidas contra o |Império| e moveu algumas mãos, mas parecia que ela tinha perdido a iniciativa.

Enquanto ela enviava membros dos Defensores também, mesmo assim, se você perguntasse se eles eram o suficiente para manter a fronteira, isso seria impossível. Várias escolhas prejudicaram Fina. Com tudo isso, seu trunfo teria que ser os Dragoons. Desde a fundação da nação, eles protegeram o |Reino|.

[Fina]: (“Eles são muito competentes. Nós eventualmente teremos que pagar a conta por confiar demais neles. Mesmo que superemos esta situação, será ruim se não tivermos algumas reformas”)

Enquanto ela tinha problemas pensando nos Dragoons, Fina se lembrou de Rudel. Durante as preparações para a exposição em dois dias, os integrantes de cada brigada de ⌈Cavaleiros estavam provavelmente criando confusões neste momento.

(Fina): “Tenho certeza que está uma bagunça lá fora”

Com as palavras de Fina, Sophina apressadamente deu uma resposta.

(Sophina): “Is-isso acontece todos os anos. Nós teremos que passar o dia de amanhã consertando a destruição”

Com a apresentação que poderia ser chamada de especialidade de |Courtois|, os jovens ⌈Cavaleiros iriam ficar fora de controle todos os anos. Isso era uma forma de aliviar o estresse. Você poderia dizer que essa situação era apoiada.

(Fina): “É um evento anual. Se a fonte não for destruída, você não pode dizer que estamos nessa época do ano”

(Sophina): “Afinal de contas, a área ao redor da fonte na estrada principal é o lugar perfeito para uma briga”

Quem sabe ao se lembrar de sua época como uma nova recruta, Sophina acenou com a cabeça se sentindo nostálgica. Não havia nenhum problema na troca de socos entre brigadas de ⌈Cavaleiros.

Se fosse apenas no nível do confronto físico, eles normalmente iriam admitir isso. Era parte do festival. Uma parte da véspera da festa.

Fina se perguntou se Rudel também estaria causando uma confusão por aí. “Isso não parece ruim”, ela pensou enquanto olhava para sua mesa. Para Fina, agora era o único momento em que ele poderia se divertir.


Os quatro sem fôlego fugiram da praça que cercava a fonte.

Assim que ⌈Cavaleiros protegendo a capital apareceram em manadas, Luxheidt e os outros conseguiram algum tempo para eles. Mas os seguidores de Eunius e Luecke foram apreendidos, incapazes de fugir. Rudel tinha esperanças de que Luxheidt iria conseguir fazer algo a respeito disso também.

(Aleist): “Por-por que estamos correndo? Vamos apenas confessar”

Enquanto Aleist se lamentava, os outros três riram. Rudel deu sua primeira grande gargalhada desde muito tempo. Os quatro não mudaram. Eles eram os mesmos idiotas que eles foram em seus dias na academia.

(Eunius): “Não, nem pensar”

Eunius esfregou o lugar em que Rudel o atingiu enquanto ria. Rudel tinha um corte dentro de sua boca, sangue escorria do canto de seus lábios. Assim que ele limpou isso, Luecke começou a falar.

(Luecke): “Muito bem, o que vamos fazer agora?”

(Eunius): “Vamos beber. Não vai ser divertido se nos separarmos aqui”

Com a conversa deles, Aleist se lembrou de seus seguidores.

(Aleist): “Huh? E quanto a seus homens?”

(Luecke): “Tenho certeza que eles serão liberados logo. Isso já faz parte desse dia”

(Eunius): “Assim que eles forem jogados em uma cela, até mesmo eles vão se acalmar um pouco, não é? Oh, é verdade! Eu posso usar isso como desculpa para aumentar as horas de treino deles. Meu corpo está coçando para se mover um pouco”

Com essa leve resposta, Rudel se lembrou de seus próprios companheiros. Luxheidt, Saas e Enora provavelmente estariam bem sem ele.

E ele pensou em Izumi, mas ele não poderia voltar para convida-la agora. Se ele se mostrasse, ele seria preso também.

(Rudel): “Então nós temos que encontrar um bar que nos aceite”

Rudel prosseguiu pelas profundezas de um beco e, seguindo atrás dele, os outros três caminhavam. Estando em um beco, Aleist caminhava com atenção a seus arredores.

Atrás deles, eles podiam escutar o clamor da rua principal.


(Saas): “Oy, isso está mesmo bom?”

Deixando os caídos com os ⌈Cavaleiros responsáveis pela segurança, Luxheidt libertou seus companheiros. Saas parecia preocupado sobre deixar Rudel fugir e jogar a obrigação deles para os outros ⌈Cavaleiros.

Mas Luxheidt riu.

(Luxheidt): “Está tudo bem. Ou melhor, eu já disse a eles quem eram os principais responsáveis por essa situação”

(Enora): “Você entregou Rudel?”

Enora olhou ele com desconfiança, então ele disse que isso foi um exagero e trouxe seriedade para seu rosto.

(Luxheidt): “Os culpados são os ⟦Três Lordes e aquele ⌈Cavaleiro Negro, certo? Vai ser muito mais complicado para eles prenderem os quatro, e, como punição, eles terão que ajudar a limpar tudo amanhã. Esta é a melhor opção. Eu tenho certeza que eles ficarão contentes com uma razão legítima para evitar alguma tarefa problemática”

(Saas): “Você realmente viu isso terminando bem?”

Saas encarou ele, então Luxheidt encolheu seus ombros. Ele particularmente não tinha a sensação de que tudo seria resolvido perfeitamente. Ele não deteve Rudel. Se ele tivesse feito isso, as coisas não chegariam tão longe.

Mesmo assim, Luxheidt tinha seus próprios motivos para não impedir Rudel.

(Luxheidt): “Bem, eu só tenho que me sair melhor da próxima vez”

(Saas): “Assim espero”

Com as palavras de Saas, Luxheidt mostrou um sorriso sem graça.

Ele olhava para seus colegas de maneira própria; enquanto Saas tinha um olhar afiado em seus olhos, ele se preocupava com seus companheiros. Enora estava absorta com Rudel, mas, ultimamente, ela perdeu sua tensão e deixou o poder abandonar seus ombros. Ela tinha talento desde o início. Ele reconhecia as habilidades dela.

Sempre que ele olhava para Rudel, ele se via entretido.

Ele sentia que estava esperando ansiosamente pelo que quer que ele fizesse. Embora ele fosse uma pessoa inadequada para organizações, sendo esse o caso, ele iria atrair pessoas até ele.

[Luxheidt]: (“É assim que um herói deve ser? Bom, se é assim que vai ser, com certeza é sorte termos um herói entre nossos colegas”)

Vendo Luxheidt rindo, ambos Saas e Enora, e os outros Dragoons também, acharam isso bem assustador.


Assim que eles saíram do beco, eles se encontraram em uma barraca perto do rio.

Rudel e os outros caminharam até lá e tomaram seus assentos nas cadeiras provisórias do lado de fora da barraca. A mesa não era fixa, ela não pararia de oscilar.

O som de água correndo e as conversas ao redor dos clientes chegavam confortavelmente até seus ouvidos. Enquanto eles estavam cobertos de ferimentos, suas roupas rasgadas, o dono da barraca recebeu eles com um sorriso.

Eunius entregou algum dinheiro e disse a ele para trazer qualquer coisa. Rapidamente, a mesa foi preenchida com petiscos e cerveja. Os pratos eram baratos e a cerveja não era de alta qualidade, mas os quatro levantaram seus copos.

Apenas Aleist parecia vagamente descontente. Vendo sua expressão, Eunius bateu em seu ombro e riu.

(Eunius): “O que foi? Você parece para baixo Aleist”

Luecke saboreou as batatas colocadas como petisco e talvez elas fossem surpreendentemente saborosas, pois ele continuou a pega-las. E com Eunius liderando, ele tentou consolar Aleist.

(Luecke): “Você está preocupado com o que aconteceu lá atrás? Eu vou esquecer sobre isso, então por que você não dá uma mordida também? Essas batatas fritas são esplêndidas”

(Aleist): “Não, eu não estou zangado ou nada do tipo. Como eu posso explicar isso? Eu não odeio esse tipo de coisa. É só que, eu estou no serviço de limpeza, e eu estou preocupado com o que está por vir, ou melhor…”

Parecia que Aleist tinha suas preocupações. Rudel se lembrou da expressão de Aleist quando ele o viu no bar de alta classe. Não parecia que ele estava tendo uma vida de realizações. Apesar de ele saber que estava com problemas, ele se cercou de mulheres.

(Rudel): “Você está preocupado? Então será mais fácil falar sobre isso”

(Eunius): “É aquilo, não? Millia, certo? O rumor está circulando pelo palácio”

Eunius mordeu um pedaço de carne em um espeto, dizendo a Rudel sobre o rumor de Aleist no palácio.

Em primeiro lugar, enquanto ele era um Tenente dos Defensores, ele era cercado por ⌈Cavaleiras. Além disso, elas eram todas lindas. Era natural para os ⌈Cavaleiros se ressentirem dele. Mesmo assim, tal homem estava apaixonado pela ⌈Cavaleira Elfa chamada Millia. E o alvo de sua afeição não o reconhecia.

(Eunius): “Sabe, quando você já tem cinco noivas, há até conversas de você ter a Princesa também. É por isso que você é tão odiado”

(Luecke): “Cinco amantes é um pouco demais, você não acha. Rudel, você pode me passar aquele peixe ali?”

Luecke pediu a Rudel para passar o peixe que ele ainda não tinha experimentado. Rudel juntou os pratos vazios enquanto entregava a Luecke o prato de peixe.

(Rudel): “Este aqui? Bom, eu também acho que isso é demais”

Os três avisaram Aleist sobre seus noivados, mas para eles, Aleist jogou uma bomba ainda maior.

(Aleist): “… sete”

(Eunius): “… hah?”

Enquanto ele estava bebendo sua cerveja, com o murmúrio de Aleist, Eunius acabou derramando seu copo. Luecke também derrubou a comida que estava seguindo para sua boca.

(Rudel): “Aleist, se isso não foi um engano, eu acabei de escutar sete?”

Assim que três pares de olhos se reuniram nele, Aleist virou o conteúdo no copo em sua mão. Ele gritou.

(Aleist): “Isso mesmo! Sete! Aumentou. Aumentou enquanto eu não estava olhando… meus pais disseram que ela era a filha de um importante companheiro de negócios e aceitaram ela. E depois disso, até mesmo uma amiga de infância apareceu”

Rudel olhou para Luecke e inclinou a cabeça.

(Rudel): “Amigas de infância são o tipo de coisa que brotam do nada?”

(Luecke): “Não, elas normalmente não surgem do nada. Nos diga mais Aleist”

Aleist encheu seu copo e bebeu enquanto começava a falar. Os olhos dele já estavam marejados.

(Aleist): “Há muito tempo… bom, houve algumas razões, e havia uma garota que se mudou. Ao invés de se mudou, ela era a filha do meu antigo professor particular e ela vivia na mansão conosco”

(Eunius): “Entendo. Um conto clássico”

Eunius deu uma resposta adequada antes de pedir por mais cerveja. Enquanto ele estava surpreso pelo número que aumentou, parecia que ele não tinha interesse em saber como o amor começou. Mais do que isso, ele estava dirigindo um sorriso para a bela filha do dono da barraca que apareceu para anotar o pedido deles.

(Aleist): “Não, bem… essa garota tinha algumas coisas acontecendo e nós nos demos bem. Mas eu me esqueci dela, ou como eu deveria dizer…”

(Rudel): “Isso é terrível”

A razão para Rudel poder dizer isso era porque ele teve poucos encontros em sua vida. Os nobres Luecke e Eunius tinham muitos lugares para conhecer pessoas. Com tudo isso, havia alguns rostos que acabavam sendo esquecidos.

Para Rudel, que teve poucos encontros antes de ir até a academia, ele sentia que esquecer de alguém era terrível.

Sentindo sua diferença em relação as pessoas ao redor dele, Rudel se concentrou em ouvir a história de Aleist.

(Aleist): “Y-yeah. E veja bem, parece que nós fizemos um tipo de promessa quando éramos pequenos, e…”

(Luecke): “Um acordo verbal? Eu não posso aprovar o fato de que você deixou alguém usar sua fraqueza”

(Eunius): “Você deve aprender a evitar isso melhor”

Luecke e Eunius pressionaram Aleist quanto a seu acordo verbal. Isso também era algo que vinha de seus ambientes especiais. E enquanto tal conversa inconsistente seguia, a presente situação de Aleist veio a luz.

O que significava que, enquanto proclamava que amava Millia, ele aumentou seu número de noivas. Havia sete no momento atual. Pensando em como Fina ou Aileen poderiam ser acrescentadas, os três não podiam mais rir disso.

Porque a preocupação dele estava aumentando com a quantidade de noivados que ele tinha.

(Eunius): “Então você tem apenas que rejeitar elas”

As palavras que Eunius disse com uma risada eram a coisa mais próxima de uma saída que ele podia pensar. A indecisão de Aleist era o problema, Rudel concordava com isso.

Mas Aleist também entendia isso.

(Aleist): “Eu fiz isso! Ou melhor, eu claramente rejeitei elas! Mas… mas… uma delas é a filha de um companheiro de negócios e meus pais falaram que isso era para o futuro de suas transações e o outro lado também está animado. E quando há uma garota com um sorriso dizendo que ela esperou por este momento durante sua vida inteira, um, eu não posso simplesmente dizer não, ou como eu posso explicar? Minhas palavras não saem”

Os três rostos gradualmente ficaram solidários. Não havia o que fazer sobre as conexões entre casas, pensou Rudel enquanto ele consolava Aleist. Mas aqui, Luecke mudou de assunto.

Os três tinham notado. Aleist tinha culpa nisso…

Então esse foi o fim do tema. Não havia mais nada para os três fazerem. Eles não eram capazes de se intrometer nas circunstâncias de outras casas.

(Luecke): “Pensando nisso, Rudel, sua irmã vai entrar na academia no próximo ano, não é? Lena está bem?”

(Rudel): “Lena? Eu ouvi que ela está indo bem. Elas crescem tão rápido”

(Luecke): “En-entendo. Então, eu queria mandar algo para ela para comemorar o evento. O que seria bom?”

(Aleist): “Hey, eu ainda não terminei”

Perdendo o interesse em Aleist, Rudel e Luecke começaram a falar sobre a matrícula de Lena. Eunius começou a flertar com a filha do dono da barraca.

Ele estava sendo um pouco insistente, então Luecke encarou Aleist. Seus olhos eram a epítome da seriedade.

(Luecke): “Você pode ficar quieto? Eu estou falando de algo importante aqui… então se eu mandar algo para ela, uma lança seria bom? Eu posso arrumar uma da mais alta qualidade”

(Rudel): “Eu acho que ainda é um pouco cedo para isso. Nesse caso, algo simples que combine com o físico dela seria melhor. Como irmão, se possível, eu gostaria de fazer alguma coisa por Erselica também, porém… Aleist, eu vou te escutar outra hora”

Rudel falou com Luecke sobre suas irmãs enquanto ele deixava a conversa de Aleist para outro momento.


Separadas de todos, Izumi e Millia caminharam por um caminho um pouco separado da rua principal lotada.

As vozes dos ⌈Cavaleiros em espíritos festivos chegavam até elas.

Millia e Izumi caminhavam lado a lado enquanto elas seguiam para o alojamento. As duas estavam em silêncio.

Quem sabe sendo cortês, Izumi começou uma conversa sobre os eventos do dia.

(Izumi): “Hoje realmente foi interessante. Ainda assim, aqueles quatro são os mesmos de sempre”

Vendo o sorriso sem graça de Izumi, Millia subitamente ficou irritada. Rudel socou o ⌈Cavaleiro que tentou colocar suas mãos nela. Parecia que ela estava vendo o quão importante Izumi era para Rudel.

[Millia]: (“Quando eu já tinha decidido esquecer”)

(Izumi): “E Aleist está indo atrás de você como sem…”

(Millia): “Quieta! Calada!”

(Izumi): “M-Millia?”

Parando onde estava e gritando, Millia olhou sem expressões para o rosto de Izumi. Com esse grito repentino, a expressão de Izumi mostrava que ela não estava consciente de que tinha dito algo ruim.

Abaixando sua cabeça, Millia despejou os sentimentos que ela manteve guardados. Escutando sua própria voz trêmula, ela notou que estava chorando.

(Millia): “Eu estou com inveja de você. A única que ele sempre busca é você Izumi. Era o mesmo na academia. Sempre ao lado dele. Quando eu só podia assistir de longe, você sempre estava se divertindo com ele”

Ela entendia que essas palavras não deviam ser direcionadas a Izumi. Ela entendia, mas com o álcool em seu corpo, ela estava fazendo um péssimo trabalho em controlar seus sentimentos.

Ela não odiava Aleist como parecia. Mas aquele que ela gostava era Rudel. Dentro de Millia, ainda permaneciam emoções que ela não poderia se livrar. Não importava quanto ela tentasse esquecer, não adiantava. Isso apenas a lembrava, informava a ela o quanto ela pensava em Rudel.

Mesmo assim…

(Millia): “Mesmo agora, eu ainda gosto de Rudel”

[Millia]: (“… mesmo assim, eu não posso vencer Izumi”)

Entendendo que ela não poderia vencer, essa era a voz do coração de Millia.