Registro do grupo na ⟦Guilda de Aventureiros⟧

(Matthias): “30.800 sense. Nós certamente recebemos a quantia correta. Aqui está seu certificado de posse de Haurvatat”

Na manhã após nós salvarmos Norm, eu recebi o ouro restante do [Terno de Recrutamento] que eu vendi para Margaret-san e segui para a loja da Matthias.

O custo para comprar Haru era 30.000 sense. O custo de seus impostos (os ganhos de meio ano) eram 500 sense, com a adição de outros 300 sense pelo equipamento dela, totalizando 30.800 sense. Eu paguei a Matthias três moedas de ouro e oito moedas de prata e recebi uma etiqueta de metal. Aparentemente, o [Colar de Escravo] e a etiqueta de metal são um conjunto e se essa prova de propriedade for acidentalmente perdida, Haru irá se tornar a Escrava de outra pessoa, então eu tenho que ter cuidado e nunca perder isso. Eu fui avisado de que se estivesse com medo de perder a etiqueta, eu poderia deixar ela aos cuidados do mercador de escravos com quem fiz o negócio, assim eu deixei a etiqueta aos cuidados de Matthias e recebi um recibo. Esse recibo era uma evidência de que eu era o dono dela.

A propósito, o aluguel de ontem de Haru não foi cobrado. Agora que penso nisso, deveria haver uma taxa adicional de duas moedas de ouros como garantia, mas eu também não fui cobrado por isso.

Para ser honesto, eu troquei meu ‖Quarto Emprego‖ para Plebeu para pagar pelos impostos da negociação, mas meu level não aumentou.

Deve ser porque Matthias já pagou essas taxas diretamente.

Agora, para buscar Haru que é uma de minhas poucas propriedades pessoais, eu voltei para a casa onde ela viveu até agora[1].

Eu disse a ela que estaria tudo bem levar o tempo que precisasse para se despedir dos outros Escravos que ela tinha amizade.

Então eu fui falar com Matthias. Enquanto tomava chá vermelho…

(Ichinojo): “… Matthias-san, você estava estranhamente preparado. Você já sabia que eu ia comprar Haru?”

(Matthias): “Yeah. Graças ao incidente onde Ichinojo-sama disse que queria ajudar Norm-sama. Eu acredito que isso cumpriu o requisito, um indivíduo verdadeiramente forte, escolhido por Haurvatat. Além disso, Ichinojo-sama conhecia as circunstâncias de Haurvatat, mas mesmo assim não tirou ela da cabeça”

(Ichinojo): “… não, eu não era tão forte nessa época”

(Matthias): “A força que Haurvatat se referia era a do coração. Ajudar o mais fraco e, às vezes, enfrentar pessoas mais fortes do que você. Eu acredito que seja este o tipo de pessoa que ela procurava”

Ah. Então era isso que Haru estava querendo dizer com “há diferentes tipos de força”

Entretanto, se esse é o caso, então eu ainda tenho algumas dúvidas.

(Ichinojo): “Se é assim, então o que aconteceria com a pessoa que derrotasse ela em um duelo? Ele seria capaz de compra-la?”

(Matthias): “Aqueles com coração honesto são poucos, então seria difícil encontrar um. Isso é algo que poderia ser reconhecido em uma batalha e, mesmo se ela vencesse a partida, ela iria dizer que deseja servir a pessoa com um bom coração”

(Ichinojo): “Então… o que aconteceria se ela perdesse para alguém que ela não deseja servir, por exemplo, uma pessoa como o bandido que eu derrotei?”

(Matthias): “Ela só poderia culpar sua própria inexperiência. Ela me disse que iria aceitar obedientemente ser comprada neste caso”

Eh. Incrível… para aceitar um critério como esse…

Se Haru me reconhecer pela força de meu coração ao invés da minha força obtida pela trapaça do crescimento, então essa é uma informação extremamente valiosa.

Mesmo que essa força no meu coração só seja possível graças a minha força obtida com minha trapaça do crescimento.

Assim, um pouco depois, Haru voltou e meus olhos se abriram completamente.

(Ichinojo): “… Haru, essa aparência…”

Até agora, ela vestia um conjunto de roupas remendadas que não poderia ser elogiada mesmo se você tentasse.

No entanto, agora ela está usando um conjunto de roupas novas.

(Matthias): “Eu preparei isso para ela. Essas roupas são presentes para todos os escravos que são comprados”

Matthias respondeu.

Assim, mais uma vez eu olhei para Haru.

Eu pude ver uma cauda branca saindo de sua saia que ia até seus joelhos.

(Ichinojo): “Você está extremamente bem nelas”

(Haru): “Obrigado mestre. Obrigado Matthias-sama”

Olhando para sua cauda balançando de um lado para o outro, era fácil dizer que ela estava feliz.

Definitivamente uma poker face não fará diferença para ela.

(Haru): “Muito bem. Devemos ir…”

Eu verifiquei se minhas mãos não estavam suadas antes de estendê-las para Haru.

Então Haru pegou minha mão.

Sua cauda estava balançando ainda mais.

Agora, com a recomendação de Matthias, nós seguimos para registrar nosso grupo na Guilda de Aventureiros. Com isso poderemos vender facilmente qualquer item dos monstros derrotados tanto por mim quanto por Haru.

Um não-aventureiro como eu poderia se registrar em um grupo também?

Eu estava um pouco preocupado sobre isso, mas, aparentemente, entre os pedidos para a Guilda de Aventureiros, havia muitos pedidos para encontrar companheiros poderosos para aumentar seu próprio level, assim, havia um entendimento para facilitar o processo de registrar qualquer pessoa em um grupo desde que houvesse ao menos um aventureiro nesse grupo.

Eu fui avisado de que havia a possibilidade de a Guilda de Aventureiros ser pressionada pelo nobre no futuro, então seria melhor cuidar do registro antes de isso acontecer.

Já que não seria fácil desfazer o grupo depois de ele estar registrado.

Também precisávamos vender as [Pedras Mágicas] e receber a recompensa pela captura de ontem.

Era a hora perfeita, por isso seguimos para a Guilda de Aventureiros. A recepcionista era a mesma Mulher-Fera com orelhas de raposa, Katyusha.

(Ichinojo): “Olá Katyusha-san”

(Katyusha): “Bem vindos, Ichinojo-sama, Haurvatat-sama. Como posso ajuda-los hoje?”

(Ichinojo): “Queremos nos registrar como um grupo, receber nossa recompensa e vender algumas [Pedras Mágicas]

(Katyusha): “Haurvatat-sama é uma Escrava, não é? Ichinojo-sama é o proprietário dela?”

Ela perguntou. Então eu peguei o recibo da compra. Katyusha analisou o recibo.

(Katyusha): “Parece autêntico. Muito bem, vou registrar o seu grupo. Você sabe escrever?”

(Ichinojo): “Erm. Sim, se for apenas o meu nome”

Ontem eu consultei o livro de Daijiro e aprendi como escrever meu nome.

O alfabeto deste mundo tem cinco vogais, 13 consoantes e 19 caracteres, com dez tipos de números de zero a nove.

Parece que o conceito de zero também existe aqui. No entanto, mesmo que seja fácil ter que me lembrar de apenas 29 caracteres no total[2], parece que a pronúncia e as palavras variam muito, então eu estava sofrendo bastante.

(Ichinojo): “Você pode ler Haru?”

(Haru): “Sim. Eu aprendi a ler e escrever com Matthias-sama. Eu vou ser sua secretária”

Dito isso, Haru começou a preencher o formulário com uma pena.

Assim, Haru recebeu o [Certificado de Aventureiro] e o registro estava encerrado.

Isso acabou bem fácil.

Foi tão rápido que eu estava me perguntando se estava tudo em ordem.

Contudo, não seria bom ficar remoendo isso. Já que isso era um evento[3].

(???): “Oi. Espere aí. É verdade que você se tornou o dono de Haurvatat!?”

Como esperado, um homem robusto atrás de nós nos chamou.

… então o meu medidor de raiva disparou.

D-O-N-O[4]?

(???): “Eu não direi nada vulgar, mas devolva[5] ela imediatamente. Se você fizer isso, eu irei fingir que nada aconteceu”

A clássica briga do novato na Guilda de Aventureiros

No entanto, contra o homem que não só tratou Haru como um animal de estimação, mas até se referiu a ela como um objeto, minha ira cresceu.


[1] Essa frase pode ter parecido estranha, mas Ichinojo não se referiu a Haru como um “mero objeto”, foi mais como uma das poucas coisas que ele tem para valorizar nesse mundo.

[2] No Japão, 1.006 kanji são ensinados durante a educação primária e 939 kanji são ensinados durante a educação secundária.

[3] Neste trecho o tradutor gringo usa o termo flag que é muito usado para se referir ao início de um evento em jogos de RPG e também é muito usado nas novels.

[4] O termo usado pelo homem é tipicamente usado para se referir a animais de estimação.

[5] Desta vez ele usou um termo típico para se referir a objetos.