O hobby de Ichinojo

Quando eu voltei para a Guilda de Aventureiros, a Espadachim, Kyanshi, estava bebendo álcool e estava discutindo com a freira, Miles. Haru estava dormindo ao lado das duas.

Marina estava manipulando algo que parecia um hamster com seus dedos de tal forma que parecia que era um ser vivo e Carol e a Shaman loli, Schreyl, estavam assistindo fascinadas.

Essas seis garotas com certeza estão agindo de forma familiar entre si.

Bem, eu também sinto que a distância entre mim e Suzuki diminuiu.

Além disso, ele está em posse de um D seguido de um T…

Carol foi a primeira a notar quando eu entrei na Guilda de Aventureiros que já tinha se transformado em uma taverna neste horário.

Mesmo que ela estivesse conversando normalmente, ela com certeza estava prestando atenção as conversas ao redor também.

(Carol): “Ichino-sama, bem-vindo de volta. Kota-san não está com você?”

(Ichinojo): “Ele disse que tinha algo para fazer. Eu acho que ele vai voltar em breve”

Eu olhei para Haru que parecia estar dormindo confortavelmente.

Ela fica bêbada muito rápido, mas também se recupera depressa. No entanto, ela vai continuar embriagada em um lugar cheio do cheiro de álcool como este.

(Ichinojo): “Carol, por favor, me ajude a pagar a comida com isto. Eu vou levar Haru para o quarto”

(Carol): “Não, eu faço isso no lugar de chino-sama… apesar de parecer impossível para eu carregar ela”

Olhando para seus próprios braços, Carol suspirou.

(Marina): “Ichino. Não há necessidade de gastar seu ouro. Eu cuido disto esta noite. Já que eu tenho o dinheiro que recebi ao exibir minha extraordinária magia agora a pouco”

(Ichinojo): “Não, você deveria guardar ele. Você não precisa economizar 10.000 sense? Eu escutei que Kannon prometeu sua liberdade se você fizesse isso, não é?”

(Marina): “Eu não preciso guardar 10.000 sense. Eu continuei como uma Escrava para continuar meu contrato com Kannon. Se eu quisesse, eu poderia juntar 10.000 sense facilmente. De fato, eu acabei de ganhar 802 sense”

(Ichinojo): “Isso é incrível”

80.200 ienes[1] em uma única apresentação, huh?

Ela é mesmo uma artista popular.

(Ichinojo): “Mesmo assim, use isso com você. Meu orçamento vem do dinheiro que Haru ganha vendendo itens na Guilda de Aventureiros e do dinheiro que Carol ganha como uma Mascate

(Kyanshi): “… hn? Então como você ganha o seu dinheiro?”

Kyanshi perguntou.

(Ichinojo): “Eh? Eu?”

(Miles): “Isso mesmo. Você não parece ter uma profissão de combate, então estou curiosa sobre o tipo de emprego que você tem”

Miles perguntou com um sorriso.

Meu método para ganhar dinheiro?

Vender itens dos monstros que foram derrotados… é o papel de Haru.

Vender minérios de ferro como ferro… é o papel de Carol.

As duas não estão erradas, mas elas também não estão certas.

Esses são métodos em que eu não posso ganhar dinheiro por conta própria.

Se esse é o caso, o método que eu tenho para ganhar dinheiro sem depender de ninguém é…

(Ichinojo): “Eu não posso conseguir dinheiro sem ser usando máquinas caça-níqueis na casa de apostas?”

Excluindo Carol, as quatro pularam para trás ouvindo as palavras que eu murmurei. Até Marina se assustou.

(Schreyl): “… para se dedicar a apostas sem escolher um emprego regular…”

Palavras duras vieram de Schreyl.

Não, sinto muito, foi minha culpa.

Mas… como eu deveria explicar isso?

Está tudo bem dizer que mesmo eu não sendo um aventureiro, eu posso derrotar monstros com mais facilidade que Haru?

Elas vão querer saber o motivo para eu derrotar monstros sem ser uma aventureiro.

Pensando na possibilidade de elas verem Haru completando os procedimentos da Guilda de Aventureiros no meu lugar, é melhor evitar mentir e dizer que eu sou um aventureiro.

Ou eu posso mentir dizendo que eu sou um Alquimista?

Ou… não…

Enquanto eu estava sofrendo com esses pensamentos…

(Carol): “E… erm. É verdade que Ichino-sama não tem um emprego, mas… ele é meu salvador”

(Ichinojo): “Carol, isso não serve como desculpa”

Uwa. Os olhares das quatro diziam: “Um homem inútil que vive uma vida de cafetão só por ter salvo a vida dela”.

Mas eu sou um Desempregado!

Mesmo eu sendo um Desempregado, eu nunca faria algo tão desprezível assim!

(Ichinojo): “Eu preciso dizer para todas vocês que eu definitivamente não faço o que vocês estão pensando agora. Eu posso ter usado quase todo o dinheiro que Haru ganhou uma vez, mas tirando essa vez, eu realmente não… faço… nada”

Como imaginei, eu realmente piorei minha situação com minhas palavras.

Eu devo refazer a frase com “Eu usei todo o dinheiro que Haru ganhou ‘na casa de apostas para não atrairmos atenção do dono do lugar’”.

Justo quanto eu pensei nisso.

O Herói Ikemen, Suzuki, entrou na Guilda.

(Suzuki): “Vocês três, nós vamos partir imediatamente. Moça, eu vou pagar a conta dessa mesa, quanto foi?”

(Ichinojo): “Espere, Suzuki! Eu vou…”

Eu vou pagar… era o que eu queria dizer, mas as três companheiras dele me deram olhares frios e…

(Kyanshi, Miles e Schreyl): “Não precisa!”

Disseram isso e saíram.

(Carol): “… Ichino-sama. Eu vou ser a sua aliada não importa o que aconteça”

(Ichinojo): “… yup. Obrigado, Carol”

… eu me arrependo por meu pobre vocabulário, não, acima disso, eu culpo o meu desemprego.

Se fosse um protagonista do |Outro Mundo|, ele provavelmente seria capaz de criar uma mentira melhor e fazer as garotas ficarem todas “Kya kya”.

Suzuki com certeza deve se destacar nesse aspecto.

(Marina): “Ichino. Se você não tem um emprego, eu devo te ensinar um pouco da técnica da minha extraordinária magia que até mesmo iniciantes podem fazer? Que, se você levar a sério, você deverá ser capaz de ganhar uns 100 sense por dia… fu. Ingênuo. Você acha que eu vou permitir que você faça isso tantas vezes… não pegue ela, por favor, não pegue minha máscara…”

No intervalo que Marina me deu desviando com sucesso da minha mão direita, com a minha mão esquerda, eu tirei a máscara dela.

Entretanto, desta vez, eu estava apenas descarregando minha raiva, então eu imediatamente devolvi a máscara.

(Marina): “… sério, para roubar a minha máscara que é parte da minha identidade…”

(Ichinojo): “Marina. Só para você saber, eu tenho dois ou três métodos para ganhar dinheiro. Eu vou me certificar de te mostrar isso amanhã”

Depois de dizer isso, eu carreguei Haru, que ainda estava dormindo, no meu colo e segui para o quarto no segundo andar.

O quarto parecia pequeno mais cedo, quando nós quatro estávamos conversando, mas agora ele era razoavelmente grande com apenas nós dois. Mesmo assim, é um quarto com apenas uma cama e uma jarra cheia de água, então ele provavelmente pareceria lotado se colocássemos algum móvel.

Felizmente, com a ajuda da [Bolsa de Itens], nós não temos nenhuma bagagem.

(Ichinojo):‖Limpar‖!”

Enquanto eu carregava Haru, eu apliquei o ‖Limpar‖ na cama antes de coloca-la para dormir.

(Haru): “… mestre…”

Haru murmurou.

(Ichinojo): “Desculpe, eu acordei você?”

Quando eu perguntei, Haru abriu os olhos assustada e instantaneamente pulou da cama.

(Haru): “N-não! Desculpe, parece que eu peguei no sono”

(Ichinojo): “Não se preocupe com isso. Você com certeza estava cansada. Eu também me sinto mal por fazer Haru conduzir a carruagem o dia inteiro”

(Haru): “Er, erm. Vai ter alguma punição?”

(Ichinojo): “Não, não… além disso, Haru, isso não seria esquisito? Você deveria saber que eu não sou esse tipo de pessoa”

(Haru): “Mas… o mestre… gosta… não é?”

… gosto?

É sobre o D?

Não.

Haru não deveria saber sobre minhas compras de D.

Ela deve estar falando sobre aquilo…

Se eu gosto de Haru ou não?

Esse tipo de coisa.

É claro que eu gosto.

É algo que eu nem preciso pensar muito.

(Ichinojo): “Yeah. Eu gosto. Muito mais do que Haru pensa”

Eu disse isso de uma forma simples.

(Haru): “Como imaginei, é verdade”

Por algum motivo, Haru ficou com uma expressão triste.

A expressão dela normalmente não muda, mas desta vez eu pude ver claramente.

Eh?

O que há com esta reação?

(Haru): “Mestre, eu estou preparada. Erm. É que… se o mestre gosta desse tipo de coisa… eu quero atender as expectativas do mestre… é que… quando eu estava trabalhando com Matthias-sama, eu escutei de minha senpai que há pessoas com esse tipo de gostos”

Estranho. Algo está estranho.

Eu sinto como se tivesse apertado algum botão errado.

(Haru): “Ma… mas, mestre, para mim, velas e chicotes são um pouco…”

(Ichinojo): “Espere um minuto! Eh? Velas? Chicotes? Eh. Sobre o que você está falando?”

(Haru): “Er… mestre é… um S[2], não é? Mestre fica tão encantado quando está provocando Malina-san. Eu nunca vi o mestre com esse tipo de cara. Eu estava com muita inveja”

ha?

(Haru): “Se o mestre gosta deste tipo de coisa, eu também irei…”

(Ichinojo): “Espere um momento! Haurvatat-san, por favor, não diga mais nada… ‖Quarto do Silêncio‖!!”

Eu apliquei magia no quarto em pânico depois de Haru suspeitar que eu era um S.

Então, eu comecei a resolver o mal-entendido desde o início.

Eu não sou um S! Eu não tenho esse tipo de inclinação.

Aqueles sorrisos de quando eu estou intimidando Malina não são um tipo de fetiche, mas meramente a alegria de provocar alguém.

Quer dizer, até agora, Haru está cheia de charme, então eu quero que ela continue do jeito que ela é.

(Haru): “Então é isso… eu sinto muito por chegar a essa conclusão”

Eu coloquei a mão em meu peito depois de finalmente esclarecer o mal-entendido.

(Haru): “A propósito, se o ‘gostar’ que o mestre mencionou a pouco não era sobre isso, então o que você estava querendo dizer?”

(Ichinojo): “… ah. Vamos deixar isso para uma outra hora…”

Provavelmente, agora não estamos com o tipo de atmosfera adequada para falar sobre isso.

Eu segurei minha cabeça (pela decepção).


Nota do autor (Yousuke Tokino)

Vamos ter alguns aumentos de Level nos próximos capítulos.

É um pouco tarde para dizer isso agora, mas esta novel é uma história emocionante com um harém.

O plano é que todos os desenvolvimentos sérios aconteçam nas histórias secundárias.

É claro que não vão existir desenvolvimentos que não afetem a história. Elas vão ser histórias paralelas que são afetadas pelas ações de Ichinojo.


[1] Aproximadamente R$ 2.290,00.

[2] Em uma relação sadomasoquista, o “S” se refere a pessoa que busca sentir prazer em impor sofrimento físico e moral a outra pessoa.