História secundária: ⌈Lorde Demônio⌋ vs Deusas

A respeito da linha do tempo dos eventos, esta história secundária aconteceu por volta do tempo em que Ichinosuke conhece Libra.


História secundária: Miri e as Deusas

Ela… Kusunoki Miri, estava em um espaço branco.

Ela não estava preocupada nem nada do tipo.

Havia duas Deusas que estavam esperando ela lá.

Ambas tinham rostos que ela conhecia… mas essa era a primeira vez que ela as encontrava pessoalmente.

Em sua frente, estava uma garota roliça e uma garota com quase a mesma idade da dela.

Ela viu a estátuas dessas duas Deusas, mas Miri pensou que elas realmente eram parecidas com as estátuas.

Agora mesmo foi descrito que elas eram duas pessoas, mas para ser mais preciso, eu deveria ter descrito como duas Deusas[1].

Essas garotas eram Deusas.

(Miri): “Eu conheci a Deusa Krail mil anos atrás, mas ela não está por aqui? Deusa Koshmar e Deusa Torerul. Este é um tratamento bem especial já que duas Deusas vieram receber uma garota do ensino fundamental. Este é o tratamento comum para os Andarilhos? Ou vocês vieram me matar porque será ruim se eu reencarnar? Se for isso, eu não vou mostrar piedade mesmo que meus adversários sejam Deusas”

Miri disse isso e abriu os braços.

O corpo dela lentamente girou nesse mundo sem gravidade.

Não. Talvez as duas Deusas estivessem rodando enquanto ela continuava no lugar… Miri pensou em alguma parte de sua mente enquanto ela sentia o poder se reunindo em suas mãos.

Quando ela viu as duas Deusas de ponta cabeça, esferas negras do tamanho de bolas de baseball apareceram em suas mãos.

O poder destrutivo delas não era nada demais.

Contudo, o poder de penetração delas era tremendo.

Era um poder parecido com o magma jorrando pelo chão.

Esferas de escuridão que engoliam tudo… era uma habilidade que Miri usava quando ela ainda era chamada de Familis Raritei.

É claro que as duas Deusas sabiam sobre isso.

Suor se formou na testa de Torerul.

Naturalmente, Miri não deixou de notar isso.

(Miri): “Entendo… como imaginei, Deusas também podem ser mortas”

Miri disse isso antes das duas esferas negras desaparecerem.

Então, ela suspirou um pouco.

(Miri): “Eu gostaria de agradecer vocês. Onii… obrigado por ajudarem meu irmão. Esse ato de agora foi só vingança por estragarem todas as fotos que eu tinha com meu irmão e eu não planejava ir mais longe que isso. Ah. Isto é apenas algo trivial, mas eu preparei para vocês”

Do subespaço feito com a ‖Magia Espaço-Temporal‖[2], ela pegou uma caixa com embrulho para presente de uma sacola de papel e passou para as Deusas.

(Miri): “Aí dentro tem chocolate da famosa loja de Ginza[3]

Koshmar aceitou o chocolate e apontou para o que Miri fez.

(Koshmar): “Como você acabou de confirmar, ‖Magia Espaço-Temporal‖ pode ser usada até neste espaço… da mesma forma que a ‖Magia de Invocação‖, Kusunoki Miri-san”

(Miri): “Eu não tenho nenhuma segunda intenção. Esse chocolate é mesmo apenas um presente. Se vocês duas obedientemente me reencarnarem no |Outro Mundo|, me mandem para onde vocês enviaram Onii”

Miri disse isso enquanto mostrava um sorriso.

Contudo, os olhos dela não pareciam refletir esse sorriso.

Um breve momento de silêncio se passou.

(Koshmar): “É claro que iremos te reencarnar. Mesmo que nós… mesmo que o |Outro Mundo| não deseje sua reencarnação, essa ainda é a regra do mundo. Entretanto, um pequeno problema aconteceu, então você poderia por favor esperar um momento?”

(Miri): “Sério? Isso é ótimo. Eu realmente não acho que poderia ganhar de Koshmar-sama, mesmo se eu me esforçasse. Mas eu acho que poderia ter uma boa luta com aquela nanica ali. Não é? Deusa-san que tem o mesmo estilo de cabelo que o meu?”

Miri declarou isso e encarou Torerul.

Ao fazer isso, Torerul, que se manteve em silêncio até esse momento…

(Torerul): “Eu… se ‘eu’[4] ficar séria, eu posso te mostrar como posso te derrubar com apenas um dedo”

(Miri): “Wow. Você parece mesmo um paladino do final do século. Como esperado da Deusa-sama”

(Torerul): “É claro. Em primeiro lugar, seu irmão só é capaz de viver uma vida agradável no |Outro Mundo| graças a bênção que eu dei a ele”

(Miri): “Entendi. Só por curiosidade, você poderia me dizer que bênção Onii recebeu? Se você presenteou Onii com alguma bênção inútil…”

Calor subitamente surgiu no rosto de Miri.

Ela abriu bem seus olhos e passou a impressão de que não permitiria nenhuma piada. Não, essa sede de sangue já poderia ser chamada de horripilante força de intimidação.

(Miri): “Morte. Mesmo que você seja uma Deusa, eu irei matar você”

As duas sentiram o amor distorcido que Miri tinha por seu irmão e pensaram que estavam vendo pela primeira vez a verdadeira forma da garota chamada Kusunoki Miri. Especialmente Torerul. Ela estremeceu ao pensar no que aconteceria se ela tivesse dado a bênção ⌈Liberar o emprego Artista de Rua⌋⌉ que ela tinha concedido para alguma outra pessoa anteriormente.

Em resposta à pergunta de Miri, as duas Deusas responderam com suas respectivas bênçãos.

Miri gargalhou um momento depois que ela ouviu as respostas delas.


Nota do Autor (Yousuke Tokino)

Libra era aquela que foi conversar com Ichinosuke no lugar das duas que ele tinha conhecido antes porque elas estavam ocupadas recebendo Miri.

Em termos de força: Koshmar > Libra > Torerul = Lorde Demônio em seu auge.


[1] Essa parte não tem uma boa tradução porque os japoneses têm palavras diferentes quando contam pessoas, mas o termo que o autor usou era uma espécie de “contador” de Deuses.

[2] Na física, espaço-tempo é o sistema de coordenadas utilizado como base para o estudo da relatividade.

[3] Ginza é um distrito de Chuo, Tóquio. É conhecida como uma área chique de Tóquio, como inúmeras lojas de departamento, butiques, restaurantes e cafés. Ginza é reconhecida como um dos distritos de compras mais luxuoso do mundo. Com um dos mais caros preços por metro quadrado do planeta (US$22,000/m²) as principais grifes mundiais, como Louis Vuitton, Rolex, Dior Channel e Salvatore Ferragamo se encontram em Ginza.

[4] A forma como Torerul diz “eu” muda para o termo usado por reis e rainhas. Normalmente, os tradutores adaptam esse termo para “nós”.