História secundária: Haurvatat e |Porto Ithaca|

Haurvatat, da tribo dos Lobos Brancos, e Malina, que foi transportada para o |Outro Mundo| do Japão, estavam viajando para |Porto Kobe| seguindo a pista que receberam da misteriosa garota Miryuu com o objetivo de se reunirem com seu mestre Ichinojo.

(Stella): “Isto é o mais longe que eu posso ir nya… apesar de ter sido ajudada por Ichinojo assim como por vocês duas, eu tenho que governar a vila com meus dois irmãos depois da morte do nosso Rei, então eu não posso sair sempre que eu quiser como antes nya”

Stella, a Cait Sith, persuadiu, mas… Malina não se soltou de Stella.

(Malina): “Não, eu não quero me separar de Stella”

(Stella): “Malinya, por favor, não seja tão egoísta… eu só vim até aqui porque vocês duas não poderiam atravessar a fronteira sozinhas como escravas nya…”

(Malina): “Uu, Stella-san”

Com olhos cheios de lágrimas, Malina soltou Stella e deu três passos para longe dela antes de acenar com suas mãos grandiosamente enquanto Haurvatat acenava se despedindo também.

(Haru): “Nós estivemos aos seus cuidados Stella-san. Da próxima vez, nós vamos visita-los com o mestre para dizer olá se estivermos por perto! Até lá, eu vou tentar ser capaz de beber álcool, então…”

(Malina): “Stella-saaaaan, eu definitivamente, definitivamente irei visitar você”

As três se despediram.

E assim, as duas olharam para a situação atual.

No momento, elas estavam em |Kakensain|, um país por onde elas teriam que passar em seu caminho para |Porto Kobe| de |Dakyat|. Elas estavam agora na cidade da fronteira |Kayama|. Daí elas viajariam para o Sul, para |Porto Ithaca| e embarcariam em um navio para |Porto Kobe|. Se o que a jovem garota Miryuu disse era verdade, elas seriam capazes de se reunir com Ichinojo lá.

Elas só tinham 500 sense que receberam de Stella (na verdade, elas só queriam emprestar isso, mas escravos não podem emprestar dinheiro sem a permissão de seus mestres). Como a [Bolsa de Itens] estava com Ichinojo, elas carregaram o dinheiro em uma bolsa.

Malina olhou para trás relutantemente, mas ela pegou sua máscara de seu peito e a vestiu…

(Marina): “Devemos partir?”

… e virou Marina, que caminhou em frente com bom ânimo.

Como Fuyun e a carruagem estavam dentro do |Meu Mundo| de Ichinojo, elas teriam que viajar a pé.

(Haru): “A propósito Marina-san, você viajava em carruagens quando estava com Kannon-san?”

(Marina): “Umu. Minha amiga juramentada Kannon e eu seguimos a eterna expansão da terra com nossos próprios pés. É claro que com a ajuda de colaboradores temporários, nós também subimos em carruagens puxadas por feras sábias que avançavam para o futuro”

(Haru): “… isso é um pouco difícil de entender”

(Marina): “Basicamente, nós caminhamos, mas nós também viajamos em carruagens de passageiros”

Marina explicou de uma forma simples desta vez. Em outras palavras, elas viajavam normalmente.

(Malina): “Eu desci neste mundo no Continente do Sul, então eu tenho uma ideia de onde é o lugar chamado |Porto Kobe|

(Haru): “Isso será útil… eu vim do Continente do Norte, então também atravessei este continente”

As duas estavam caminhando. A propósito, havia carruagens de passageiros que viajavam de |Kayama| para |Porto Kobe|, mas Haurvatat tinha vigor e sentia que escravos não deveriam desfrutar de tal luxo; enquanto Marina estava agindo como Malina na cidade, ela queria passar cada segundo com Stella e ela nem considerou a opção de tomar uma carruagem.

Marina pensou nisso depois que elas começaram a caminhar por cinco minutos… quando ela viu uma carruagem ao longe seguindo para o Sul enquanto elas caminhavam na grama.


Elas acamparam em quatro dias, passaram uma noite em uma vila ao longo do caminho e, apesar de nenhuma carruagem de passageiros parar nessa vila, elas pagaram para subir em uma carroça que estaria transportando vegetais para |Porto Ithaca| em dois dias.

Elas chegaram em |Porto Ithaca| depois de um total de sete dias.

Apesar de |Porto Ithaca| estar de frente para o mar, a região costeira era rasa, então navios grandes não poderiam entrar, mas em seu lugar, havia muitos barcos pequenos atracados no porto. Eles pareciam ser em sua maioria barcos de pesca.

(Haru): “Oji-san[1], muito obrigado!”

Seria difícil explicar a situação delas para entrar na cidade como escravas sem um mestre, mas elas entraram com um fazendeiro de meia-idade que elas conheceram e fizeram amizade na estrada, então as duas entraram em |Porto Ithaca| sem problemas.

(Marina): “Umu, eu sinto o cheiro do mar. É um cheiro materno”

(Haru): “Eh? A mãe de Marina-san usava um perfume que lembrava o cheiro do mar?”

(Marina): “Não, na verdade, dizem que o mar é a Mãe de todas as formas de vida”

(Haru): “Entendi. Que jeito bonito de dizer isso”

Haurvatat estava realmente impressionada enquanto Marina parecia um pouco constrangida.

(Marina): “Deixando isso para lá, eu mais uma vez me lembrei da existência de Ichino. Uma jornada sem o feitiço ‖Limpar‖ é extremamente inconveniente… eu preferia que nós escolhêssemos uma estalagem com um banho”

(Haru): “Nós temos que pagar a taxa de entrada da cidade e temos que considerar a taxa do transporte para |Porto Kobe|, então não podemos arcar com esse luxo”

(Marina): “Eu acho que sim… bom, só vai levar meio dia para chegarmos até |Porto Kobe| de barco… vamos aproveitar esse luxo depois de nos reunirmos com Ichino do outro lado”

As duas cobriram seus [Colares de Escravo] com echarpes e rapidamente seguiram para o píer onde ficava o navio de conexão, porém…

Todos os navios de conexão estavam suspensos.

(Haru): “Os navios não vão zarpar… não há outro caminho?”

Haurvatat persistentemente perguntou a um homem de 50 anos que estava descansando no píer.

(Homem): “Desculpe jovem senhorita. Durante este período, não podemos zarpar, independentemente das circunstâncias, devido as regras. Os navios vão partir daqui a uma semana, então voltem quando esse tempo passar”

Parecia que nenhum navio teria permissão para partir durante este período para proteger a pesca de algum camarão especial que era nativo do mar.

(Haru): “Você não poderia fazer nada por nós?”

(Homem): “Mesmo se você implorar, são as regras… há a opção de navegar com os piratas, mas garotas fofas como você jovem senhorita provavelmente acabem como brinquedos para eles, então… eu sinto muito, mas por favor, espere pacientemente até esta uma semana passar”

O homem naturalmente não sabia sobre a força de Haurvatat e que ela não poderia esperar por uma semana para encontrar seu mestre.

De forma bem-sucedida, ela encontrou o esconderijo dos piratas em cinco minutos após essa conversa.


[1] Oji-san é uma forma respeitosa de se referir a um homem mais velho que você não conhece. Pode ser traduzido literalmente como “tio”.