O destino do encontro

(Marina): “Haurvatat, para onde exatamente estamos indo?”

Enquanto a fadiga começava a atormentar seus pés, Marina perguntou a Haurvatat quando ela começou a seguir para o Leste depois de saírem de |Porto Ithaca|.

Ela conseguiu descansar na vila, mas foi apenas por uma hora dentro de um restaurante enquanto Haurvatat reunia informação. Originalmente, ela pensou que seria capaz de finalmente dormir em uma cama quente e mesmo ela não sendo capaz de tomar um banho pelo preço elevado da água fresca em um lugar próximo do mar, ela pensou que poderia ao menos limpar seu corpo com água quente. Com esse objetivo, Marina arrastou suas pernas cansadas e não fez nenhuma reclamação até agora.

Obviamente, ela sabia que Haurvatat estava correndo pela cidade reunindo informação enquanto Marina estava descansando e ela até mesmo carregava as bagagens das duas porque Marina tinha pouca energia.

No entanto, Marina estava preocupada.

Se a pressa de Haurvatat iria resultar em algo para assolar elas.

E a premonição dela estava correta.

(Haru): “Nós estamos seguindo para onde os piratas estão”

(Marina): “Muito bem, talvez eu deva voltar agora”

Marina foi captura por Haurvatat assim que ela girou em seus calcanhares para voltar.

(Haru): “Por favor, espere. Os piratas desta cidade quase nunca atacam pessoas e não há nenhum que cometeu crimes. Eles apenas garantem a segurança em troca de um alto valor”

(Marina): “Então é isso… mas, veja bem… minha máscara tem o poder de ignorar o futuro, é perigoso seguirmos em frente”

(Haru): “Se ela tem o poder de ignorar o futuro, então você vai ficar bem mesmo se seguirmos em frente”

(Marina): “Não, eu quis dizer que ela pode prever o futuro…”[1]

Marina realmente queria voltar.

(Haru): “Por favor, tenha um pouco de determinação. Vai ficar tudo bem, nós só estamos indo entregar algum dinheiro aos piratas para nos levarem para o encontro com os piratas de |Porto Kobe| que vai acontecer hoje e então vamos pedir a esses piratas que nos deixem subir em seu navio para seguirmos para |Porto Kobe|

(Marina): “Isso não significa que ficaremos em perigo duas vezes!?”

(Haru): “Não se preocupe, se não conseguirmos resolver isso com palavras, nós podemos resolver tudo com a força”

(Marina): “Isso não seria ainda mais perigoso!?”

(Haru): “Não se preocupe. Marina-san conhece minhas habilidades com a espada. Além disso, se as coisas ficarem complicadas, eu ainda tenho a ajuda da Grande Maga Marina-san”

Depois que Haurvatat disse isso, Marina, que estava ansiosa para voltar, subitamente deu uma pequena gargalhada.

(Marina): “Hahaha, é exatamente esse o caso Haurvatat. Dez ou vinte piratas não são páreos para minha grande magia. Você pode prosseguir com tranquilidade enquanto tiver minha ajuda confiável cuidando de sua retaguarda… na verdade, nós estamos subindo em um navio enorme[2]

Haurvatat parecia ter se acostumado em lidar com Marina graças ao longo tempo que elas passaram juntas.

(Haru): “Entretanto, eu estou perdida. Parece que eu sou fraca contra a brisa do mar”

Haurvatat murmurou enquanto apertava seu nariz. Devido a brisa do mar, ela tinha dificuldade para reconhecer os cheiros ao seu redor.

Isso aconteceu então…

(Haru): “O que é aquilo?”

Em direção ao Oeste, uma enorme bola de fogo subiu no céu.

E, justo quando elas pensaram que ela tinha desaparecido, uma enorme explosão aconteceu.

(Marina): “… o que foi aquilo? Um novo tipo de fogos de artifício do |Outro Mundo|?”

(Haru): “Não, eu não tenho certeza… mas, talvez…”

Haurvatat fez uma especulação.

E assim, Haurvatat e Marina chegaram no esconderijo dos piratas…


Ao mesmo tempo, o interior do navio pirata de |Porto Ithaca| estava em silêncio.

Especialmente a cabine do capitão, que se sentia como se estivesse no inferno.

Metade dos pontos de pesca… à primeira vista, era o mesmo que aconteceu nos anos anteriores e não havia problemas.

Contudo, como eles sabiam que os piratas de |Porto Kobe| não existiam mais, eles proclamaram para os cidadãos de |Porto Ithaca|

(Capitão dos Piratas de Ithaca): “Desta vez, nós vamos garantir ao menos 90% de todos os pontos de pesca para vocês! Aqueles caras de |Porto Kobe| vão ter que ficar satisfeitos em pescar camarões desgarrados fora dos pontos de pesca. Em troca, paguem cinco vezes a quantia do depósito este ano”

Eles acabaram reivindicando isso e coletaram um depósito cinco vezes maior do que o normal.

Alguns poderiam dizer que estaria tudo bem se eles devolvessem o dinheiro, mas havia o problema relacionado a reputação e, mais importante que isso, essa receita extra foi convertida em álcool há muito tempo.

O que as pessoas diriam sobre eles se eles só conseguissem assegurar metade dos pontos de pesca?

Contudo, mesmo que o Capitão não tenha visto pessoalmente o terror dos piratas de |Porto Kobe| porque ele estava inconsciente, aquela pessoa era aterrorizante.

Se eles desafiassem ele, havia a possibilidade de que ele roubasse todos os pontos de pesca na próxima vez.

O que ele deveria fazer?

O Capitão ainda não conseguia chegar a uma conclusão e ele queria ponderar mais assim que eles voltassem para seu esconderijo…

Ele assumiu que ele pensaria em um plano com uma boa refeição e uma bebida… em outras palavras, ele pretendia escapar da realidade usando o álcool.

O esconderijo dos piratas era apenas uma fila de pequenas cabanas em palafitas[3] na baía.

Entretanto, havia uma nascente com água de alta qualidade lá e, mais importante que isso, o lugar ficava de frente para o mar.

Era um paraíso para os piratas.

Assim que o navio chegou, os subordinados do Capitão deixados no esconderijo imediatamente correram até ele.

Mas eles não sabiam como a conversa do dia aconteceu.

E ele não estava com vontade de falar enquanto ainda estava sóbrio.

(Capitão): “Eu vou falar com vocês mais tarde. Preparem as bebidas primeiro!”

(Pirata A): “Não é isso Capitão! Há convidados que querem ver você”

(Capitão): “Agora não é hora para isso! Digam a eles para ir embora!”

(Pirata A): “Eu disse isso também, mas tem uma garota absurdamente forte que derrotou 20 homens armados apenas com suas mãos sem nenhum ferimento”

(Capitão): “Quê!?”

Nesse instante, o homem foi atingido por uma inspiração diabólica. Ou foi o que ele pensou, mas ninguém poderia ter pensado nesse plano.

(Capitão): “Eu vou até lá agora. Me mostre o caminho”

(Pirata A): “Sim!”

O Capitão foi levado ao refeitório de sempre.

Esperando por ele lá havia uma Espadachim da tribo dos Lobos Brancos e uma Maga com uma máscara estranha. Além disso, as duas pareciam ser escravas.

(Capitão): “Oi, qual delas é a forte?”

O lacaio respondeu ao Capitão em uma voz baixa para que as duas não escutassem.

(Pirata A): “A Loba Branca

(Capitão): “Entendo”

O homem mostrou um sorriso audacioso e se posicionou na frente das duas garotas que esperavam.

(Capitão): “Obrigado por esperarem. EU sou o Capitão desse bando de piratas. Vocês podem me chamar de Capitão ou chefe. Eu não gosto de ser chamado pelo meu nome, então eu não vou falar ele para vocês”

(Haru): “Entendido Capitão-san. Eu sou Haurvatat, uma Espadachim em uma jornada”

(Marina): “Eu sou a Grande Maga Marina. Lembre-se bem disso”

(Capitão): “Entendi. Então, o que EU posso fazer por vocês?”

(Haru): “Na verdade, seguindo as ordens de nosso mestre, nós desejamos viajar para |Porto Kobe|. Você poderia por favor nos deixar embarcar em seu navio?”

O Capitão pensou um pouco depois que ele escutou a história dela.

Pessoas que procuram eles nesta estação, em sua maioria, seriam pessoas com o objetivo de utilizar os piratas como meio de transporte. Normalmente, ele iria aceitar com alegria esse pedido em troca de dinheiro, mas…

(Capitão): “Sinto muito, mas eu não posso fazer isso. Este ano, um homem perturbador se juntou aos piratas de |Porto Kobe|. Originalmente, nosso acordo era que ficaríamos com 80% e eles com 20% dos pontos de pesca, mas ele nos obrigou a ficar com metade. Se fizermos isso, a distribuição do Camarão Shijimon no país será prejudicada. Aquele maldito planeja fazer o impensável ao exportar o camarão por dinheiro. Foi isso o que aconteceu durante as negociações de hoje. As negociações vão acontecer amanhã também, mas não temos garantias de que esses camaradas aceitarão transportar vocês. Desculpe, mas vocês terão que partir”

(Haru): “Nós vamos fazer alguma coisa lá… por favor, nos leve até a ilha das negociações. Nós vamos conversar com os piratas de |Porto Kobe| lá. Nós vamos pagar se é dinheiro o que você quer”

(Capitão): “… só há uma solução. Nessa situação onde nós piratas não podemos chegar a uma conclusão, nós podemos resolver isto de duas formas. Uma luta geral entre todos os piratas. Ou uma luta individual entre os Capitães. O lado que perder a luta terá que aceitar quaisquer condições que o outro lado estabelecer, então é uma faca de dois gumes para nós. É claro que as condições serão declaradas antes da luta”

O Capitão riu.

(Capitão): “Você consideraria participar da luta individual como a Capitã. É claro que há riscos, mas você não perderá com suas habilidades. Mesmo se você perder, ninguém irá reclamar. Assim que você vencer a luta, você pode apenas pedir para os piratas do outro lado que a deixem subir no navio deles. O oponente tem total confiança em sua força, então ele definitivamente aceitará o duelo”

(Haru): “… tudo o que você disse é verdade?”

(Capitão): “É claro”

Haurvatat agonizou por um tempo antes de enviar um sinal para Marina e concordar.

(Haru): “Tudo bem. Eu vou participar da luta individual”

(Capitão): “Ooo, entendo. Hoje à noite beberemos para celebrar já que vocês tomaram sua decisão! Seus desgraçados, tragam bebidas neste instante!”

(Haru): “Eu não bebo. Assim, eu gostaria de ir para a cama”

(Capitão): “Entendo, tudo bem. Vocês podem usar nosso dormitório. Oi, alguém! Levem as mestras para o dormitório!”

Assim, Haurvatat e Marina iriam participar das conversas do dia seguinte.


Enquanto isso…

(Julio): “Jofre, que trabalho é este que você estava falando?”

Julio e seu grupo estavam montados em uma carroça puxada por Centauro.

Como eles começaram a viajar em um grupo de cinco pessoas, eles adquiriram isso na vila dos Cait Siths.

Mesmo que o peso facilmente ultrapassasse 300 quilos com cinco pessoas nela, era como uma carroça vazia diante da força de Centauro.

(Jofre): “Tripulação de um navio, tripulação! Nós vamos subir em um navio! Nós estamos indo para o Continente do Sul. Eu planejo pedir a um amigo em |Porto Ithaca| que nos deixe usar o barco dele”

(Sutchino): “Mas nesta estação, não há navios zarpando devido a pesca do Shijimon

Sutchino escutou pessoas resmungando sobre isso quando ele estava contando seus ganhos com as lãs douradas que ele vendeu na cidade da fronteira.

A intuição dele o disse que ele iria de alguma forma ganhar ouro se ele seguisse Jofre e os outros, mas ele pensou consigo mesmo que talvez ele estivesse enganado.

(Jofre): “Não se preocupe. Ainda há navios zarpando nesta estação. Eu contatei eles com isto agora mesmo”

Jofre pegou o bracelete chamado de [Anel da Amizade] uma vez usado por Ichinojo para formarem um grupo.

(Sutchino): “Estabelecer contato com um bracelete… é algo parecido com o talismã de Milky?”

O emprego de Milky, Jornalista Mágica, podia criar um talismã capaz de permitir conversas entre pessoas separadas por uma longa distância. Contudo, ele era descartável.

(Elise): “É algo parecido. Mas, aparentemente, ele perde sua habilidade se estiver além de mil quilômetros de distância”

Elise respondeu.

(Sutchino): “Heh, isso é bem conveniente. Me pergunto por quanto eu poderia vender isso?”

Sutchino começou a contar os ovos antes da galinha botar.

(Julio): “Então, que outro grupo é esse?”

(Jofre): “Oh, o nome dele é…”

No instante que Jofre anunciou o nome dele…

Milky fez um som estranho com o nariz e desmaiou.

Ela estava com um rosto extremamente feliz enquanto supreendentemente, não tinha um sangramento nasal.

Mas isso não era algo tão estranho assim para ela.

Porque o nome dito era o de um grande veterano escritor de Doujinshi que Milky realmente admirava, Big Second.

Esse homem tinha derrotado o Lorde Demônio junto do Herói. Seu nome verdadeiro era Daijiro.


[1] “Ignorar” e “prever” tem a mesma pronúncia em japonês.

[2] Há um ditado japonês que diz que “subir em um navio grande” significa estar em uma situação segura, então Marina está fazendo um trocadilho com a expressão e a situação atual delas.

[3] Palafita é um conjunto de estacas que sustentam habitações construídas sobre a água.