Ficando forte mais rápido no |Labirinto| (6ª Parte)

Finalmente. Nós finalmente chegaremos na área central deste |Labirinto|.

É uma área que conta tanto com este andar em que eu estou atualmente quanto o andar debaixo.

Esses dois andares são combinados em uma área que é chamada de camada central.

Como um comentário adicional, o andar em que eu estou agora não é feito totalmente de madeira.

E os monstros que aparecem são todos mortos-vivos.

Além disso, como esperado de um andar intermediário, o nível dos mortos-vivos é alto.

Monstros como Liches[1] e Wrights[2] e até Vampiros… os reis da escuridão estavam todos presentes.

Com a mana dos Dragões, é dito que mortos-vivos de alto nível são invocados com certa regularidade do reino dos mortos…

Bom, deixando isso de lado, é mesmo apropriado chamar este |Calabouço| de |Labirinto|.

Á área possuía 500 metros de largura por 500 metros de comprimento.

A passagem de cada corredor de madeira tinha quase um metro e meio e ele se ramificava e continuava. Se você caminhasse às cegas, você certamente se perderia.

E aqui, com o risco de morrer de fome como um bônus (devido à falta de monstros “comestíveis” na área), esta era uma situação muito difícil de se enfrentar.

Não havia água nem comida, apenas a carne podre dos mortos-vivos, que seria intragável.

Bem, no meu caso, se eu lutasse com um morto-vivo… como o meu Status sugere, seria uma luta bem difícil.

Se houvesse alguns deles, até mesmo um Dragão não poderia baixar sua guarda enfrentando monstros de nível tão alto. Bom, isso é algo que não pode ser feito.

Uma área gigante e com incontáveis mortos-vivos perambulando… na verdade, esta área confusa era um orgulho para os Dragões devido ao nível de dificuldade que proporcionava. A vida de muitos Dragões jovens se encerrou aqui.

(Lilith): “Então… esta é a entrada para o próximo andar”

Lilith disse isso com uma expressão de dúvida.

(Lilith): “… o tempo para completa-lo é 20 minutos. A frequência de encontros com inimigos é um a cada cinco minutos… o que me obriga a fugir pelo menos três vezes”

(Lute): “Eu já fiz as preparações para isto. Há regras na criação de |Labirintos|, mesmo que eu não me lembre do mapa… é possível completar esta área”

Assim que eu disse isso, eu apontei para a forma geométrica gravada na parede.

Bom, isto é um tipo de criptoanálise[3].

Se você percebesse a regra de substituir os símbolos com cadeias de caracteres, você poderia encontrar a rota correta como se uma seta estivesse apontando o caminho.

Isso significa que não apenas a sua força seria testada, mas também sua inteligência.

(Lilith): “… no andar anterior, nós só conseguimos fugir do Peixe-Gato Gigante. E antes disso, nós fugimos do Golem… eu não acho que… você pode derrotar o guardião do último andar”

(Lute): “Aa. É claro”

Lilith continuou a falar com uma expressão insatisfeita.

(Lilith): “… portanto… você deveria ganhar alguns pontos de experiência neste andar…”

(Lute): “Não apenas ‘alguns’”

(Lilith): “???”

Eu sorri para Lilith que estava com sua cabeça inclinada e disse…

(Lute): “O número de monstros de alto nível neste andar está na casa das centenas, correto?”

(Lilith): “… talvez seja um valor próximo disso. Ou talvez seja ainda maior”

(Lute): “Agora, eu irei tomar tudo isso com prazer”

(Lilith): “… você quer… você planeja ficar aqui por alguns meses? A água é limitada e a comida também é escassa. Eu sei que é ruim falar isso, mas… eu não acho que você pode continuamente vencer os monstros daqui até que todos acabem”

Aa. Esta criança… ainda cuidadosa como sempre.

Bem, não é como se eu gostasse ou desgostasse dessa parte dela.

(Lute): “Eu não planejo ficar aqui por alguns meses. Eu vou resolver isso de uma vez”

(Lilith): “De uma vez… quanto tempo isso vai levar?”

Eu levantei um dedo e disse…

(Lute): “Um dia… não, metade de um dia”

Com os olhos bem abertos, Lilith encolheu seus ombros chocada.

(Lilith): “… isso é impossível”

(Lute): “Não, eu vou fazer isto”

Eu olhei para Lilith com um olhar sério.

E ela entendeu que eu estava a ponto de dizer algo sério.

(Lilith): “… como você planeja fazer isso?”

Ela concordou com a cabeça e prendeu o fôlego esperando minha resposta.

(Lute): “Portanto… nós vamos mirar o próximo andar”

Quase caindo, Lilith estremeceu pela raiva.

(Lilith): “… eu realmente odeio piadas que não são engraçadas. Mesmo que nós estivéssemos falando sobre os monstros deste andar, por que você está pensando no próximo andar?”

O que eu disse não era uma piada, eu estava mesmo sério.

(Lute): “Eu acho que, só talvez, você também odeie piadas que são engraçadas, não é?”

(Lilith): “… é verdade. Eu realmente não entendo piadas”

Sim, eu sabia.

Bem, ela passa mesmo essa sensação… você pode dizer que ela é muito antissocial ou é menos experiente, ou melhor, ela é muito parecida com um robô…

Isso era mesmo um desperdício para uma beldade.

Bom, as barulhentas como Cordelia também estão incluídas na lista de desperdícios.

(Lilith): “… então… se nós estávamos falando sobre caçar os monstros deste andar… por que você mencionou o próximo andar? Eu absolutamente… não entendi”

(Lute): “Se você ver o que está para acontecer, você com certeza vai entender. Vamos logo obliterar os caras deste andar”

Eu puxei a mão de Lilith.

E…

… nós começamos a descer a escada em espiral que levava para o próximo andar.


[1] Um lich, em obras de ficção, é um tipo de morto-vivo que adquiriu a imortalidade. Geralmente foram, em vida, magos poderosos. Suas características são meio ósseas e também são, comumente, mas não sempre, apresentados fortes poderes mágicos. A origem do lich varia de acordo com o universo em que ele existe. Por exemplo, hospedar a própria alma ou parte dela em um objeto, tornando-se imune à mortalidade, ou usando métodos mágicos mais específicos. O objeto que hospeda a alma do futuro lich chama-se “filactéria”.

[2] Wright é uma entidade do universo sobrenatural de  várias mitologias. As crenças populares reconhecem como sendo o espírito de pessoas falecidas que, tendo deixado compromissos por cumprir na vida terrena, regressam a ela, sob enigmáticas transfigurações (na forma de luzes, vozes, suspiros, animais, vultos imprecisos, caveiras…), apelando ao socorro e à oração de familiares e amigos.

[3] A criptoanálise é a arte de tentar descobrir o texto cifrado e/ou a lógica utilizada em sua encriptação (chave). As pessoas que participam desse esforço são denominadas criptoanalistas.