Conversa secreta: Super conferência no [Cartão da Guilda] (Parte 2)

O lugar foi envolvido em tensão no momento que a Deusa disse essas palavras.

(Deusa da Terra): “Vá direto ao ponto… você está falando daquela pessoa?”

(Deusa da Guerra): “Aquela pessoa huh…”

(Deusa do Mar): “Ela é mesmo persistente…”

Todas se lembraram da mesma coisa e suspiraram profundamente ao mesmo tempo.

(Deusa): “O fato é que nós, os quatro pilares das Deusas nos reunimos… só falta aquela garota huh…”

(Deusa da Guerra): “Bem, esta é uma tarefa impossível para nós e nem podemos interferir diretamente…”

(Deusa da Terra): “Nós também iríamos perder em nove de dez tentativas…”

(Deusa do Mar): “Eu concordo com isso…”

(Deusa): “Eu nunca pensei que aquela pessoa iria quebrar o selo divino e os sete selos suplementares que nós mesmas colocamos…”

(Deusa da Guerra): “Isso é mesmo problemático…”

(Deusa da Terra): “Eu não gosto disso…”

(Deusa do Mar): “Mesmo nós usando nossos poderes ao máximo…”

(Deusa): “Deve ser impossível com o selo. Eu tenho a sensação que o poder desta pessoa está ficando maior do que antes”

(Deusa da Terra): “Podemos fazer algo sobre aquele Mascate primeiro? Ou pedir para Wazu-sama fazer algo por nós?”

(Deusa do Mar): “É inútil. Agora é só uma questão de tempo. O selo será quebrado eventualmente, não importa o que façamos agora”

(Deusa da Guerra): “Eu concordo. No momento, nós precisamos considerar as ações que aquela pessoa vai tomar depois de reviver”

(Deusa): “Eu também penso nisso. Porque até Wazu-san não será capaz de vencer no presente estado. Primeiramente, nós temos que encontrar uma forma de nos manifestarmos no mundo…”

(Deusas da Terra, Guerra e Mar): “…”

O silêncio persistiu por um tempo, e então, a Deusa murmurou essas palavras.

(Deusa): “Contudo, quando esta garota voltar… me pergunto se ela também irá se apaixonar por Wazu-san…”

Os outros três pilares responderam a esta declaração.

(Deusa da Terra): “Não, não. Isso é impossível, não é?”

(Deusa da Guerra): “Isso mesmo. Impossível!!”

(Deusa do Mar): “Yeah. Isso nunca aconteceria…”

Todas tinham expressões sutis, mas não podiam esconder o nervosismo. Ninguém podia dizer isso com certeza e só desviaram seus olhares para longe.

(Deusas): “… isso não pode ser negado!!”

Foi uma resposta unânime instantânea.

(Deusa): “Me-mesmo assim, Wazu-san irá me escolher!!”

(Deusa da Terra): “Não, sou eu. Wazu-sama está definitivamente buscando um lugar para se curar em mim!!”

(Deusa da Guerra): “Não, sou eu. Eles está procurando por alguém que possa enfrenta-lo de igual para igual. Sou eu!!”

(Deusa do Mar): “Errado. Ele está procurando por alguém que irá aceitar tudo dele como o mar. Sou eu!!”

Todas se levantaram enquanto faíscas saiam de seus olhos. Então, a Deusa colocou sua mão aberta para frente e declarou em voz alta.

(Deusa): “Se é assim, então é guerra!!!!!!!”

As Deusas entraram em modo de combate. A vitória ou a derrota seria decidida usando o jogo de cartas Babanuki[1].

Dispostas em todos os lados da mesa redonda, havia uma grande quantidade de cartas em pares no meio. Não levou muito tempo até a batalha ser resolvida.

Como a Deusa da Terra e a Deusa do Mar já estavam sem cartas, o que restou foi uma disputa entre a Deusa da Guerra contra a Deusa.

A Deusa da Terra e a Deusa do Mar que já estavam garantidas no jogo, se levantaram de seus assentos e observaram as duas Deusas com sorrisos triunfantes em seus rostos.

(Deusa da Terra): “Boa sorte para vocês duas”

(Deusa do Mar): “Fufu… que delicioso é o chá da vitória…”

(Deusa e Deusa da Guerra): “Gununu…”

A Deusa da Terra e a Deusa do Mar aproveitaram o chá alegremente como as vencedoras.

Vendo tal cena, a Deusa e a Deusa Guerra só podiam ranger seus dentes em irritação. Ainda assim, as duas Deusas nunca olharam para longe de sua oponente.

Deste jeito, o número de cartas sobrando era duas na mão da Deusa e uma na mão da Deusa da Guerra.

A Deusa da Guerra engoliu em seco. Sua mão lentamente alcançou uma das duas cartas na mão da Deusa, ela agarrou a carta do lado esquerdo e sorriu ao ver a reação da Deusa.

(Deusa da Guerra): “Eu conheço seus hábitos. Esta é a carta correta, não é?”

Era só um blefe.

Dizendo essas palavras, ela estava tentando descobrir a resposta correta pelas reações da Deusa. Foi por isso que a Deusa da Guerra nunca tirou seus olhos da Deusa. Mas a Deusa encarou a Deusa da Guerra e riu intrepidamente.

(Deusa): “Que ideia estúpida. Eu não tenho este tipo de hábito”

(Deusa da Guerra): “Ideia estúpida? Você não percebeu? Eu estou te dizendo a verdade aqui”

(Deusa): “Que idiota… eu posso ver que você está contando uma mentira”

(Deusa da Guerra): “…”

(Deusa): “O motivo por eu ter percebido que essas palavras eram mentira é simples. Eu acho que você fica nervosa quando está contando uma mentira, porque há suor escorrendo de sua bochecha esquerda”

Abalada com essas palavras, a Deusa da Guerra soltou a carta que estava segurando em sua mão e tocou sua bochecha esquerda. Porém, não havia nada lá.

(Deusa da Guerra): “Fuh… quem é a mentirosa aqui?”

A Deusa da Guerra se sentiu aliviada por não estar suando. Ela levou sua mão para as cartas da Deusa mais uma vez, mas parou no meio do caminho. Foi porque a Deusa estava mostrando um sorriso eufórico para ela por alguma razão.

(Deusa): “Fufufu… kukuku… hahahaha!! Você está dormindo? Que estúpida!! Sua cabeça é feita de músculos? A parte importante não é você não estar suando!! Seu comportamento de agora apenas confirmou minhas palavras!! Seu comportamento é prova de você disse uma mentira!!”

As últimas palavras da Deusa fizeram a Deusa da Guerra finalmente perceber seu erro. Exatamente como a Deusa disse, seu comportamento revelou a mentira. Era uma armadilha preparada pela Deusa.

A Deusa da Guerra não iria verificar sua bochecha esquerda se ela estivesse dizendo a verdade. Mas era uma mentira, então ela se moveu sem pensar ao ouvir as palavras da Deusa porque pensou que sua mentira tinha sido descoberta.

Entretanto, isso também foi uma aposta da Deusa. Ela não tinha certeza que a adversária teria esse tipo de hábito. O coração dela estava palpitando, mas ela venceu a aposta no fim.

Ela venceu porque teve sorte. Além disso, a Deusa estava convencida de sua vitória e proclamou isso com confiança.

(Deusa): “Agora, por favor, pegue a carta!!! E perca!!!”

(Deusa da Guerra): “Droga!!!!!”

A Deusa da Guerra se deu conta de sua derrota. Ela pegou uma das cartas com um sentimento de abandono.

A figura da carta que ela pegou era a mesma da carta que estava em sua mão.

(Deusa da Guerra): “Whoa. Eu consegui!!”

(Deusa): “Im-impossível!!!!!!”

A Deusa caiu onde estava. Do outro lado, a Deusa da Guerra, a Deusa da Terra e a Deusa do Mar estavam celebrando a vitória.

(Deusa da Terra): “Nó vencemos!!”

(Deusa da Guerra): “Nós conseguimos!!”

(Deusa do Mar): “Era o resultado esperado”

Distante dos três pilares que estavam satisfeitos com suas vitórias, a Deusa estava rindo sombriamente enquanto se levantava.

(Deusa): “Fufufu…”

(Deusa da Terra): “Oh? A perdedora tem algo para dizer?”

(Deusa da Guerra): “Oi-oi. O cão derrotado vai começar a latir?”

(Deusa do Mar): “Que desagradável”

(Deusa): “Entendo… é verdade que perdi neste jogo…”

(Deusas da Terra, Guerra e Mar): “???“

Os três pilares inclinaram suas cabeças porque elas não conseguiam entender o comentário da Deusa. Assim, a Deusa pronunciou as seguintes palavras.

(Deusa): “Certamente… como o nome sugere, remova o ‘baba’[2] e tudo o que resta sou eu, uma jovem donzela”

(Deusas da Terra, Guerra e Mar): “Você!! Pode vir! Nós vamos mesmo ter uma guerra desta vez!!”

Mais uma vez, as Deusas começaram o jogo chamado guerra…


[1] Babanuki (ou Old Maid) é um jogo com 51 cartas. O objetivo é fazer o maior número de pares possíveis. Como uma das cartas não tem um par, ela é chamada de old maid e quem terminar com ela na mão é o perdedor.

[2] Babanuki pode ser traduzido literalmente como “remova a bruxa velha” (Baba).