Outra história 11: Tata e a Deusa da Guerra

Ponto de vista da Tata

Depois de terminar meu treinamento diário, eu voltei sozinha para o quarto para pensar no menu de nossas refeições do dia já que era a minha vez de cozinhar.

Depois de um tempo, Wazu-san entrou no quarto. Parece que ele estava procurando por alguém, então eu tentei chama-lo, mas antes disso, ele me viu e veio para dentro do quarto.

(Wazu): “Ah. Finalmente te encontrei”

(Tata): “Qual o problema?”

(Wazu): “Eu tenho algo para te pedir…”

Algo para me pedir? Eu inclinei minha cabeça enquanto me perguntava o que poderia ser. Será que ele quer confirmar o menu de hoje?

(Wazu): “… é só que… eu tenho um favor para te pedir…”

(Tata): “O que é?”

Um favor? Ele quer me pedir para não incluir alguma coisa que ele não gosta? Eu não acho que seja isso, já que, não importa o que cozinharmos, Wazu-san come tudo com alegria enquanto diz “Delicioso!”… quer dizer, tirando a culinária de vanguarda de Haosui e Kagane…

(Wazu): “Você pode dizer não se for contrária, mas eu preciso das medidas de todas para fazer seus equipamentos mais fáceis de…”

(Tata): “Por favor, tire minhas medidas como quiser”

Antes que ele pudesse terminar eu me curvei mostrando meu consentimento.

(Wazu): “Você é rápida para decidir! Ou melhor, por que eu tenho que tirar elas? Você pode só me dizer”

(Tata): “Eu não sei minhas próprias medidas, então por favor, tire elas da forma que você achar melhor, Wazu-san”

Na verdade, eu sei todas elas. Quero dizer, com o objetivo de estarmos sempre lindas na frente de Wazu-san, nós nos consultamos sobre nossos corpos todas as noites. Especialmente no departamento do peso.

(Wazu): “… então que tal você se medir e me dizer depois?”

(Tata): “Isso não é bom. Eu acho mais importante para você, o produtor, confirmar o formato que meu corpo tem”

(Wazu): “Mesmo que você diga isso… haa… eu entendo. Eu vou tirar suas medidas”

(Tata): “Estou a seus cuidados!!”

Fufu… estou feliz por ter controlado minha boca ontem…

Wazu-san está tirando minhas medidas. Equipamentos feitos pessoalmente por Wazu-san, huh… estou ansiosa por isso.

Ah. Ver ele com um rosto tão sério… eu sinto vontade de provoca-lo um pouco.

(Tata): “Wazu-san… eu devo me despir agora?”

(Wazu): “… eu não sei como se despir iria ajudar”

(Tata): “As minhas roupas não estão te atrapalhando na hora de tirar as medidas?”

(Wazu): “Não. Elas não estão. Então continue com elas”

(Tata): “Já que é assim, eu posso te perguntar outra coisa?”

(Wazu): “O que foi?”

(Tata): “O que você acha dos meus peitos?”

(Wazu): “… eu preciso responder?”

(Tata): “Por favor”

(Wazu): “… eu acho que eles são extremamente maravilhosos”

(Tata): “Muito obrigado”

Fufu… extremamente maravilhosos… é claro que sim. Meus peitos são uma das coisas das quais eu mais me orgulho.

Depois disso, Wazu-san tirou completamente minhas medidas. Foi um momento maravilhoso… whoo

Alguns dias mais tarde, eu recebi o meu equipamento pessoal. Eu tinha certeza que deveria treinar com todas, mas eu ainda não me sentia bem lutando. Se eu fosse ser honesta, eu diria que estava assustada. Eu não me sinto mal se o oponente for um monstro, mas se for uma pessoa tentando me matar, eu não sei se eu seria capaz de reagir.

Eu olhei mais uma vez para o equipamento que Wazu-san me deu.

A arma era um esplêndido cajado feito de metal cravejada com joias e uma grande pedra mágica na ponta. De acordo com Wazu-san, ela aumenta significativamente minha ‖Barreira Mágica‖ porque ela foi feita com a ‖Magia Especial: Deus.

Ele também me disse que fez isso desse jeito porque ele tinha em mente que eu não era boa lutando, então seria melhor se eu tivesse uma defesa forte. Aparentemente, ele possui uma força surpreendente porque foi feito de Orichalcum, mas me pergunto se eu serei capaz de usá-lo corretamente.

Ele também me deu um escudo com quase metade da minha altura. É claro que ele também era feito de Orichalcum. Mesmo assim, eu imaginei se foi porque eu estava treinando bastante, mas não tive problema para carregar o escudo.

Mas como ele era tão grande, eu vou guarda-lo no armazenamento mágico de Meru e quando eu precisar eu posso materializa-lo com a minha ‖Magia‖.

E, finalmente, minha proteção não seria uma armadura, mas sim túnicas robustas que me permitiam me mover livremente. Elas são negras como a minha antiga e parece que elas foram costuradas com algumas roupas que Wazu-san encontrou no cofre dos tesouros com fios feitos das escamas de Ragnil-sama.

Eu abracei o equipamento que Wazu-san fez para mim com alegria.

Apesar de ser a vez de Sarona preparar a comida hoje, ela disse que havia um novo poder que ela queria testar, então eu troquei de lugar com ela.

Na cozinha, eu estava olhando para os ingredientes na minha frente e comecei a pensar no menu do dia quando subitamente eu olhei para minha nova faca de cozinha. Wazu-san fez ela para mim com os materiais que sobraram, mas seu corte é igual ao da [Espada Sagrada], portanto, eu podia cortar com facilidade qualquer ingrediente.

Tão prático.

Eu estava descascando um dos ingredientes com a minha faca ao mesmo tempo em que preparava sopa e pensava no resto do menu quando uma pessoa entrou na cozinha.

Essa pessoa era uma mulher com cabelo carmesim e olhos afiados e parecia ser uma linda mulher que acabou de sair de uma pintura. Era a primeira vez que eu a via.

(???): “Oh! Que cheiro delicioso está vindo daqui”

(Tata): “Quem poderia ser você?”

(???): “Ah! Eu devo me apresentar primeiro. Prazer em conhecê-la, eu sou a Deusa da Guerra”

(Tata): “… ha-haa…”

Eh? Vejamos… eu me lembro desse nome entre as Deusas que deram suas Bênçãos para Wazu-sama…

(Deusa da Guerra): “Yeah! Você está certa. Eu sou a Deusa da Guerra!!”

E depois de dizer isso, ela liberou sua aura divina para provar sua identidade. Depois de sentir sua aura, eu mediatamente tentei me ajoelhar, mas a senhorita Deusa da Guerra me impediu.

(Deusa da Guerra): “Está tudo bem! Tudo bem! Eu não gosto deste tipo de formalidade”

Ela me impediu com um sorriso brilhante. A aparência dela estava longe do que Wazu-san descreveu sobre as Deusas.

Como devo dizer… ela me dá uma sensação de ser mesmo uma Deusa gentil.

(Deusa da Guerra): “Você parou de cozinhar, não tem problema?”

(Tata): “Ah!!”

Com as palavras da senhorita Deusa da guerra, eu me lembrei de que estava no meio da preparação de um prato. Eu chequei a condição da sopa… whoo… ainda está bom.

(Deusa da Guerra): “Você não precisa se incomodar comigo, por favor, continue cozinhando”

Eu devo mesmo ignorar ela? Enquanto pensava nisso, a senhorita Deusa da Guerra me disse “Está mesmo tudo bem”, então eu me curvei para ela e voltei a cozinhar.

A senhorita Deusa da Guerra estava fixamente encarando meu trabalho e isso era meio perturbador, mas eu continuei cozinhando como estava acostumada.

Nesse momento, a senhorita Deusa da Guerra me chamou enquanto olhava para as minhas mãos.

(Deusa da Guerra): “No fim, lutar é o mesmo que cozinhar”

(Tata): “Eh?”

(Deusa da Guerra): “Você tem medo de lutar, não tem?”

(Tata): “… sim”

Como ela descobriu isso? É porque ela é uma Deusa?

(Deusa da Guerra): “Cozinhar também é assustador no início, não é? Como quando você segura uma faca pela primeira vez”

(Tata): “… isso é verdade. A primeira vez que eu coloquei uma faca em um ingrediente, eu estava com medo de cortar um dedo”

(Deusa da Guerra): “Mas você não tem mais medo, certo?”

(Tata): “Não mais”

(Deusa da Guerra): “Lutar é o mesmo. Agora mesmo, você pode ficar preocupada se usar seu poder subitamente em alguém de forma descuidada. Você pode acabar machucando essa pessoa. Mas, como essa faca, se você se acostumar, você vai conseguir os resultados desejados”

(Tata): “… eu posso mesmo ficar desse jeito?”

(Deusa da Guerra): “Não se preocupe! Se a Deusa que comanda as guerras disse isso, então ficará tudo bem”

A senhorita Deusa da Guerra bateu em seu peito. Eu inconscientemente mostrei um sorriso para agradecer as palavras e ações dela.

(Tata): “… muito obrigado”

Parece que eu posso juntar um pouco mais de autoconfiança.

(Deusa da Guerra): “O resto depende da confiança da pessoa, mas isso varia de pessoa para pessoa. No fim, os motivos para lutarmos variam… mas se o que eu disse puder aliviar um pouco dos seus medos, então eu fico feliz”

(Tata): “Eu darei o meu melhor”

(Deusa da Guerra): “Este é o meu presente para você”

A senhorita Deusa da Guerra apontou suas mão em minha direção e, repentinamente, eu pude sentir que algo quente se espalhava por mim.

(Deusa da Guerra): “Eu só te dei a minha proteção divina. Continue com o trabalho duro”

(Tata): “Sim. Você me deu conselhos e até sua proteção divina. Eu sou mesmo grata!”

Eu me curvei para a senhorita Deusa da Guerra e ela me mostrou um sorriso brilhante e então saiu da cozinha.

Eu sinto que estou mais confiante em lutar agora. Eu vou ficar mais proativa no meu treinamento diário a partir de agora… me pergunto se uma das garotas seria minha parceira de treino se eu pedisse…